Outubro rosa: Tumor de mama também acontece nas nossas melhores amigas!

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No mês de outubro, o mundo todo faz campanha para prevenção ao Câncer de Mama. E a Vet Care também apóia essa ideia. Hoje entrevistamos a Dra. Sylvia, que atende a especialidade oncologia aqui na nossa clínica:
Dra. Sylvia, é verdade que os tumores de mama são os tumores mais comuns nas cadelas?
Dra. Sylvia: Sim, é verdade. E em quase 70% dos casos, são tumores malignos.
– As gatas também podem ter esse tipo de tumor?
Dra. Sylvia: Exato. As gatas também tem tumores de mama, e no geral, de comportamento mais agressivo do que em cadelas.
– Existe alguma forma de prevenir o aparecimento desses tumores? 
Dra. Sylvia: Existem muitas formas. A castração  precoce das fêmeas, mais especificamente antes do primeiro cio é uma das mais importantes. E não devemos esquecer da detecção e diagnóstico precoces.
– É verdade que ter filhotes diminui a chance do aparecimento de tumor de mama?
Dra. Sylvia: Isso é um dos muitos mitos que ainda circulam, assim como o esperar o primeiro cio. A maneira mais eficiente é a castração antes do primeiro cio das fêmeas.
– E qual a indicação se eu encontro um tumor na mama da minha cadela ou da minha gata? Faço cirurgia?
Dra. Sylvia: Ao encontrar um nódulo mamário em sua cadela ou gata, inicialmente, o melhor método de tratamento é a cirurgia de mastectomia radical com retirada dos linfonodos satélites, acompanhada da biópsia. A retirada apenas do nódulo é contra indicada! Portanto, façam o exame das mamas das cadelas e gatas assim como fazemos nosso auto exame!
– E, se o animal já operou, como eu sei que é necessário fazer quimioterapia? 

Dra. Sylvia: Após a cirurgia, com o resultado da biópsia em mãos, o ideal é procurar um médico veterinário especialista no assunto.

– Se minha cadela ou gata for velhinha? Vale mesmo a pena operar e fazer tratamento quimioterápico?
Dra. Sylvia: Sim. Vale muito a pena. A idade não é impedimento para realização de tratamento. O que não vale a pena é deixá-las sofrerem com o crescimento dos tumores e suas complicações. Atualmente existem diferentes modalidades de quimioterapia. Cada paciente tem a sua indicação. Converse com seu Médico Veterinário de confiança e procure um especialista!
Que tal aproveitar o mês outubro rosa para fazer o exame das cadelas e gatas? O que estão esperando?

 

 

 

Novidade na Vet Care: Fisioterapia veterinária

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Seu cãozinho sofre com as dores da melhor idade? Sofreu algum acidente, trauma ou fez cirurgia recente? Não perca as esperanças, ele pode sim se recuperar com um programa de reabilitação e ter uma vida normal e sem dor. A Dra. Flávia Graça Melo, que trabalha com fisioterapia veterinária, explica abaixo os benefícios dessa especialidade.

A fisioterapia é muito utilizada em casos ortopédicos, neurológicos, endócrinos e em pacientes de CTI, sendo os principais beneficiados os idosos, animais com patologias associadas como câncer, obesidade, problemas cardíacos e nefrológicos, pacientes em pós-operatórios ou que sofreram acidentes, e os refratários a tratamentos convencionais. É uma especialidade pouco invasiva, tem pouco efeito colateral, pouca contraindicação, ótima interação com fármacos e ótima aceitação do paciente.

Na fisioterapia podem ser utilizadas uma variedade de tratamentos e modalidades. As principais utilizadas são:

  • Terapia manual com alongamentos e massagens como relaxante e drenagem linfática;
  • Cinesioterapia, que inclui uso terapêutico de exercícios com fins preventivos e/ou curativos;
  • Termoterapia: realizada com ultrassom, utiliza calor profundo para diversas terapias;
  • Crioterapia, que utiliza o frio como tratamento;
  • Hidroterapia, que utiliza piscinas e esteiras aquáticas para condicionamento e reabilitação;
  • Laserterapia que se utiliza da luz, que é considerada uma das formas mais antigas de terapia;
  • Eletroterapia com uso de correntes elétricas sendo as mais comum o TENS e FES, também muito utilizados na Medicina Humana e com diversas aplicações.

Muitos são os recursos que podem ser utilizados, tendo como objetivo tirar ou minimizar a dor do paciente, melhorar a amplitude de movimento, tirar a rigidez articular e melhorar a força muscular em casos de paraplegia, e acelerar a recuperação pós cirúrgica.

Baseado em toda uma avaliação clínica minuciosa, o fisioterapeuta pode montar um plano de cuidados e um programa semanal de sessões, que possam ter uma boa e rápida resposta do paciente. Esse plano é individualizado e feito de acordo com cada história clínica e lesão.

Sendo assim, a reabilitação animal tem várias aplicações clínicas visando a recuperação, manutenção e promoção da melhor funcionalidade física, do bem-estar e da qualidade de vida do paciente, quando estes estão relacionados a distúrbios de locomoção ou de saúde. Engloba o cuidado com o paciente em todos os aspectos, e visa promover a qualidade para nossos animaizinhos, para que possam levar a vida da forma mais normal e feliz possível.

Dra. Flávia Graça Melo – Fisioterapia Veterinária

 

Você já ouviu falar em superbactérias? Elas podem aparecer também no seu melhor amigo.

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Recentemente uma matéria na imprensa internacional fez relatos sobre uma bactéria encontrada nos EUA, que também já havia sido identificada na China um ano antes, resistente a última opção de antimicrobiano disponível, assustando toda a comunidade médica (leia a matéria aqui http://exame.abril.com.br/tecnologia/noticias/superbacteria-pode-dar-inicio-ao-fim-dos-antibioticos).  Apesar do fato ter ocorrido em seres humanos, ele também nos preocupa, uma vez que a cada ano que passa mais e mais animais são identificados como portadores de bactérias multiresistentes, as famosas superbactérias. Essas bactérias são assim chamadas justamente porque elas já não são mortas com os antibióticos comumente usados na rotina clínica. Mas todos nós, veterinários e também vocês tutores de cães e gatos, podemos estar contribuindo para o aparecimento cada vez mais frequente dessas bactérias resistentes. De acordo com o médico veterinário Bruno Penna, Phd e professor de bacteriologia da Universidade Federal Fluminense, o uso indiscriminado de antimicrobianos, frequentemente determinado por veterinários sem a prévia realização de testes de suscetibilidade aos antimicrobianos (TSA) ou por proprietários sem a prévia orientação do veterinário responsável, também tem contribuído para o aparecimento de cepas multiresistentes, o que não acontecia nos primeiros anos da introdução desses antimicrobianos na clínica veterinária.  Ressalta o Dr. Bruno que “Dado que a transmissão dessas bactérias para seres humanos pode ocorrer por meio de contato direto com animais reservatórios ou a exposição a um ambiente contaminado, o conceito contemporâneo de saúde única ou “One Health” não pode ser esquecido. O aumento e expansão das populações humanas, juntamente com contato cada vez mais intimo com os animais de companhia resultam numa maior oportunidade para interações humano-animal. Neste cenário, os diferentes biomas e ecossistemas permitem uma exposição à diferentes bactérias multirresistentes.”

E como podemos evitar o aparecimento de bactérias multiresistentes? Alguns pequenos procedimentos podem ser seguidos a fim de evitar o aumento da incidência desse tipo de bactéria, não só no nossos pacientes, mas também para saúde pública:

  1. Não use antibióticos de forma indiscriminada! Seja um remédio de ouvido ou um antibiótico para tratar um problema de pele, ele só deve ser usado quando realmente necessário. A medicação dada sem prescrição médica contribui muito para isso. Sabe aquele remédio de ouvido que você passa uma vez por semana no ouvido do seu animal para evitar que ele tenha otite? Então, em breve nem ele e nem outros antibióticos tratarão um infecção nesse ouvido. Aos poucos esse uso contínuo estará selecionando somente bactérias resistentes para habitarem o conduto auditivo do seu cãozinho. E ainda podem no future causarem infecções em você ou nos outros membros da sua família;
  2. Quando seu veterinário prescrever um tratamento com antibiótico, não interrompa o tratamento antes do tempo prescrito por ele, pois algumas bactérias morrem mais rápido, outras demoram mais a morrer. Parar muito cedo pode render a falha no tratamento e troca desnecessária de antimicrobiano, estimulando ainda mais a tal seleção das bactérias resistentes;
  3. Da mesma forma, use sempre a dose correta prescrita pelo seu médico veterinário e siga sempre os horários determinados, sem atrasos e faltas.
  4. Sempre peça a seu veterinário que faça a cultura e antibiograma, seja de uma lesão de pele ou de uma amostra de urina no caso de uma infecção urinária, mesmo quando se trata do primeiro caso. Prevenir é sempre melhor do que remediar;
  5. Os veterinários devem sempre que possível usar antibióticos mais simples e deixar os antibióticos potentes para infecções mais graves e, nesses casos, sempre respaldados por uma cultura e TSA. Só o seu veterinário tem condições de avaliar o caso do seu animal.

Dra. Flávia Braz – atendimento de dermatologia e endocrinologia na Vet Care

Senilidade e Disfunção Cognitiva nos cães

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Seu animalzinho idoso esta apresentando mudanças de comportamento? Trocando a noite pelo dia? Ele pode estar tendo sinais relacionados á senilidade que acabam afetando todo o seu organismo. Fique atento a essas alterações e saiba como lidar com elas.

Graças aos avanços na Medicina Veterinária, temos recebido em nossos consultórios muitos animais considerados geriatras. Atualmente a expectativa de vida média dos cães nos países ocidentais é de 13 a 14 anos, enquanto dos gatos chega a 15 anos, variando de acordo com estilo de vida que o animal tem, associado a doenças que possam vir a debilita-lo. A população geriatra vem crescendo e passando muitas vezes dessa expectativa média, trazendo com ela as enfermidades associadas a esse avanço de idade. Não devemos tratar o envelhecimento como doença, mas sim ficar atentos a essas alterações e doenças que acabam por ser tornar mais frequentes e podem diminuir a qualidade de vida dos nossos bichinhos.

As consequências do envelhecimento em animais são muito parecidas com o que ocorre em nós Humanos e alguns desses efeitos são muito difíceis de ser avaliados, por isso temos que estar sempre dispostos a investigar e atuar na prevenção desses efeitos.

A neurologia acaba tendo papel importante nessas alterações, à semelhança do que ocorre em nós, com o sistema nervoso sofrendo injúrias com o passar do tempo. A síndrome da disfunção cognitiva pode ser definida como o conjunto de alterações que afetam a função mental provocando mudanças de comportamento secundárias, parecidas com o Alzheimer no caso dos cães. Os gatos não demonstram um padrão similar. O diagnóstico dessa síndrome se dá pela eliminação de outras causas orgânicas e as próprias alterações comportamentais. Essas alterações podem ser agudas, mas no geral são graduais e podem não ser percebidas facilmente pelos proprietários. As primeiras alterações geralmente percebidas são as que envolvem outras pessoas, como animais que antes se importavam muito com a chegada de alguém e de repente parecem não notar as idas e vindas dessa pessoa. A alegria e vontade dos passeios tendem a ficar menos frequentes, assim como as brincadeiras. O idoso começa a perder referência dessas horas, tanto como das horas de se alimentar e de dormir, alterando seu ciclo sono-vigília.

Alguns podem ser tornar agressivos em alguns momentos e tendem a voltar a seus estados mentais normais de repente, tendo várias alterações durante o dia. O animal pode ter um andar compulsivo pela casa ou começar a andar em círculos, normalmente sempre para o mesmo lado,assim como ter crises de vocalização sem motivo que costumam ocorrer mais a noite.

O tratamento inclui primeiramente a informação correta ao proprietário e a conscientização do problema do animal. Medicações adequadas também devem ser usadas paralelamente. Muitos proprietários chegam aos consultórios esgotados e aborrecidos ao relatar que seus animais não dormem a noite e uivam sem motivo. A confiança e a transparência na comunicação são vitais para o sucesso do tratamento. Paciência e carinho são fundamentais nesse momento e o seu bichinho pode sim melhorar e conseguir levar uma vida pelo menos próxima ao normal.

Caso seu melhor amigo esteja apresentando esses sinais, procure o médico veterinário da sua confiança, pois ele saberá ajudar você e o seu animal a superarem essas dificuldades.

Dra. Flávia Melo

Médica veterinária – atendimento de clínica geral na Vet Care

 

 

 

 

Entrevista de hoje com a Dra. Sylvia Azevedo: câncer em nossos melhores amigos.

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Dra. Sylvia Azevedo, nossa consultora na área de oncologia veterinária, nos concedeu uma entrevista sobre o aparecimento de tumores nos nossos melhores amigos.

Vet Care: O aumento da incidência de câncer vem aumentando nos últimos anos também nos animais?

Dra. Sylvia: Sim. Com o avanço da Medicina Veterinária na prevenção e no diagnóstico de doenças e com o número cada vez maior de donos zelosos com seus animais de estimação a longevidade deles é cada vez maior, e o aumento de doenças crônico degenerativas como o câncer se tornou mais aparente.

Vet Care: Quais são os tumores mais comuns?

Dra. Sylvia: Em se tratando de cães, os tumores mais comuns são os tumores de mama, os mastocitomas cutâneos, os linfomas e os melanomas na cavidade oral. Já em gatos são os tumorws de mama, os carcinomas epidermoides (conhecidos como câncer de pele), os linfomas associados aos vírus FIV e FELV.

Vet Care: Existem mesmo raças mais predispostas a terem tumor? 

Dra. Sylvia: Existem sim. Esse fato está relacionado a genética de algumas raças, porém não se deve esquecer que o câncer é uma doença multifatorial. Além da genética, fatores externos como exposição ao sol, poluição ambiental, contato com substâncias carcinogênicas, estresse, tipo de alimentação dentre outros não podem ser esquecidos.

Vet Care: O aumento da incidência do câncer em animais de estimação está relacionado a utilização da ração? 

Dra. Sylvia: Não podemos incriminar as rações. Como mencionei nas respostas acima, além de uma vida mais longa, nossos animais existem outros fatores a serem levados em consideração.

Vet Care: Quais são os sinais clínicos que devemos observar e desconfiar que meu animal tem um tumor?

Dra. Sylvia: Os donos devem ficar atentos ao emagrecimento sem perda de apetite, diminuição brusca da atividade física, aparecimento de nódulos mamários, na pele ou em região das mamas, feridas que não cicatrizam, sangramentos incomuns e outros, com especial atenção a cães com mais de 7 anosde idade.

Vet Care: Existem exames que podem detectar precocemente os tumores?

Dra. Sylvia: Existem alguns exames atualmente possíveis de serem realizados na Medicina Veterinária e outros ainda em estudo. Mas sem sombra de dúvida, a atenção dos donos, o reconhecimento dos sinais clínicos já citados e as visitas regulares ao Médico Veterinário ainda são a melhor forma de se diagnosticar precocemente o câncer.

A Dra. Sylvia Azevedo atende na Vet Care Laranjeiras. Para marcação de consultas, entrar em contato através dos telefones: 2285-9058, 2556-7786, 2556-4945, 3235-6525, 98123-8855 (whats app) ou pelo email secretaria@clinicavetcare.com.br.

 

 

 

 

Você já ouviu falar em dirofilariose? Veja como você pode proteger seu animal contra esse temido verme

dirofilariose foto

Você sabia que o mosquito da Dengue, Aedes aegypti, é um dos mosquitos transmissores do Verme do Coração para os cães? E com o aumento da população de mosquitos no Rio de Janeiro, acreditamos que também ocorra um aumento dos casos de animais parasitados com esse verme tão perigoso para os nossos peludos.

A Dirofilariose, doença causada pelo verme do coração, é uma doença debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.

O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses). A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.

Os sinais clínicos e grau de infecção dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e consequentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa interligada a outra.

A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal de estimação esta com filaria, até que a doença esteja bem avançada . Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica digestiva).

É importante ressaltar que chegou ao Brasil uma medicação de aplicação anual, que faz a prevenção segura em animais adultos com apenas 1 dose de injeção subcutânea, substituindo a utilização dos preventivos mensais. Essa forma de prevenção é simples de ser feita e segura para o seu cão. Pode ser utilizada inclusive em cães da raça Collie sensíveis à ivermectina.

Consulte o seu veterinário para maiores esclarecimentos.

Dra. Renata Tostes Bastos

Intermação: o mal do verão

 

intermação

O verão chegou com tudo esse ano e, como nós, os nossos amiguinhos de quatro patas também sofrem com as altas temperaturas. Nessa época do ano temos muitos casos de intermação, principalmente em cães, que vão parar nas emergências com queixa de dificuldade respiratória, muitas vezes já entrando em agonia. E são bastante comuns os casos de morte por conta disso!

Mas você sabe o que é intermação? A intermação, também chamada de hipertermia maligna ou insolação, é o aumento da temperatura corporal causado pela alta temperatura ambiental. Isso acontece principalmente devido a exposição excessiva ao calor e umidade, que podem ocorrer por fatores climáticos como horário e tempo de exposição ou por fatores acidentais como ficar preso em carros ou quartos fechados sem ventilação ou por exercício intenso.

Os principais fatores de risco são a doença prévia respiratória, animais de pelagem escuro e extremos de idade sendo os mais idosos os que mais sofrem devido as doenças cardíacas pré-existentes e a menor/mais lenta resposta do organismo. Cães braquicefálicos (aqueles de focinho curto) também são mais predispostos a sofrerem a hipertermia.

Fique atento ao seu animalzinho quando ele apresentar sinais como respiração ofegante, hipersalivação, hipertermia, taquicardia, vômitos e diarreia com sangue, convulsões e tremores ou mesmo choque.  A primeira atitude a ser tomada nesses casos é banhar o animal com água, especialmente virilha, axilas e cabeça, e correr para o atendimento Veterinário mais próximo.

O ideal é não passear com os seus cãezinhos nos horários de maior calor, especialmente entre 10:00 e 16:00 tanto pela exposição ao sol como pela temperatura do solo que pode queimar suas patinhas, e não deixa-los em locais abafados e sem ventilação adequada. Lembrem-se também de que a oferta de água deve ser constante, e estar sempre fresca.

Dra. Flávia Graça Melo – Clínica geral da Vet Care