6 MOTIVOS PARA VOCÊ CASTRAR SUA GATINHA!

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Outubro Rosa movimento que visa chamar a atenção para a prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama nas mulheres, mas você sabia também da importância da castração especificamente nas gatas ?

Apesar de ser um procedimento rotineiro nas clinicas veterinárias, muito simples e necessário, ainda muitos tutores são resistentes a castração. Em pleno século XXI, muitas pessoas acham que estariam mutilando seus animais e indo contra a natureza deles, castrando-os. Mas já pararam para pensar nos benefícios desta cirurgia? Podemos listar algumas das vantagens da castração:

  • ACABA COM O DESESPERO DO CIO E O STRESS

Quem já viu uma gata no cio??? Muitos miados madrugadas a fio (rs)… as gatinhas ficam miando sem parar, se esfregando nas coisas e levantando o rabinho. É frustrante e desconfortável, tanto pra você quanto pra ela, que acabará por não concluir o que os hormônios estão pedindo tanto: a cópula.
Por muitas vezes, o stress causado por esse momento, pode levar a problemas como falta de apetite e prostração, muitas vezes até mesmo problemas urinários causados pelo stress continuo.
Quando castramos e o animal não entra mais no cio, evitamos todo esse desnecessário.

  •  EVITA O CÂNCER DE MAMA, CÂNCER NOS OVÁRIOS E INFECÇÕES UTERINAS

A maioria dos tumores crescem por causa da estimulação hormonal no organismo. Com a castração, essa taxa diminui significantemente, o que evita que o animal desenvolva a doença.
Além disso, temos que ter em mente, que a maioria desses tumores nas gatas é de caráter maligno e tem altas taxas de metástase e mortalidade. Uma outra desvantagem de uma gatinha não castrada, é que podem desenvolver hiperplasia mamária benigna, o que causa um desconforto muito grande as fêmeas e, infecção uterina, o que pode culminar em quadro de sepse caso não seja tratada imediatamente.

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  • ELIMINA O RISCO DE GRAVIDEZ PSICOLÓGICA

Mais ou menos 1 mês após o cio, algumas gatinhas podem acabar desenvolvendo a gravidez psicológica, levando aumento das mamas (muitas vezes com edema), a produção de leite e irritabilidade excessiva.

  • DEIXA A GATA MAIS CALMA E EVITA QUE ELA TENTE FUGIR PARA CRUZAR

Gatas no cio ficam desesperadas para cruzar, então, a chance delas encontrarem uma brecha e fugirem é maior nesse período. Por isso, castrando sua gata, você evitará uma possível fuga acidental. Lembrando, que o estado do RJ é uma área endêmica de doenças virais como Aids e Leucemia Felina, que podem ser transmitidas através do ato sexual!

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Além disso, por não ter mais que passar por todo o stress do cio, sua gata ainda ficará mais calma, tranquila e feliz. Pode acreditar!

  • AUMENTA CONSIDERAVELMENTE A EXPECTATIVA DE VIDA

Sem riscos de desenvolver todas as doenças citadas acima e sem o risco de fugir, uma gata castrada terá muito mais vantagem que uma não castrada, e viverá muito mais e mais saudável. Afinal, o que mais priorizamos na vida dos nossos bichanos, é qualidade de vida, não é mesmo?!

  • ELIMINA O RISCO DE UMA GESTAÇÃO INDESEJADA

Por último, mas não mais importante, a castração permitirá que sua gata conviva com outros gatos machos (que também DEVEM SER CASTRADOS) sem que corra o risco de engravidar. Lembrem-se que a cada gestação, teremos de 4 a 6 filhotes.

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E ai? Ainda tem alguma duvida sobre castrar seu animal? Procure seu médico veterinário de confiança e peça orientação sobre a castração.

CASTRAR É UM ATO DE AMOR!

 

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Médica e Especialista em Medicina Felina

 

 

VOCÊ JÁ OUVIR FALAR EM ‘BICHO GEOGRÁFICO’ OU LARVA MIGRANS?

             A larva migrans cutânea, conhecida popularmente por ‘bicho geográfico’, é uma infecção que acomete o homem e acontece no mundo todo, causada por larvas de parasitas que vivem nos intestinos de cães e gatos, como os helmintos Ancylostoma braziliense ou Ancylostoma caninum.

Como pode ser transmitida?

Tudo se inicia quando os animais infectados por helmintos (vermes intestinais), eliminam os ovos do parasita nas fezes e estas entram em contato com solo quente e úmido, que é um ambiente ótimo para evolução dos ovos. Estes, eclodem e liberam as larvas que no solo vão se alimentando de bactérias até atingirem a fase evolutiva ou a chamada fase infecciosa, e podem sobreviver no ambiente por até 4 semanas em condições favoráveis.

A contaminação do homem se dá quando há contato da pele sem proteção com o solo contaminado com as larvas, habitualmente quando estamos descalços. Por isso, as praias, principalmente aquelas onde há fezes de cães e gatos na areia, são locais propícios para conterem larvas de helmintos. As regiões da areia onde há sombra, mas não há contato com a água do mar, são os melhores pontos para o desenvolvimento das larvas. Outro local comum de contaminação são as caixas de areia ao ar livre onde as crianças brincam (parquinhos). Gatos costumam procurar locais com terra ou areia para enterrar suas fezes, podendo facilmente contaminar estas áreas.

   Cerca de 75% dos casos de contaminação com larvas de parasitas que provocam a larva migrans ocorrem nos membros inferiores, principalmente nos pés. Nas crianças que brincam sentadas em caixas de areia ou na praia, os glúteos e as coxas são habitualmente acometidos.

Como são os sintomas?

Em nós humanos:

O momento da penetração geralmente se passa despercebido, e em alguns pacientes é possível ver a presença de uma pápula (um pontinho avermelhado com relevo de mais ou menos 0,5 a 1,0cm) e coceira. Cada larva que infecta,  origina um túnel, que são discretamente elevados, serpiginosos e provocam muita coceira. Os túneis avançam cerca de 2 cm a 5 cm por dia e podem formar desenhos caprichosos.

Nos cães e gatos:

Cães e gatos quando parasitados pelo verme, podem apresentar sintomas inespecíficos como: retardo no desenvolvimento (quando filhotes), anemia, emagrecimento, vômitos, abdômen abaulado, dor abdominal e diarreias.

Como podemos prevenir?

Cães e gatos devem ser rotineiramente vermifugados, pois são os principais transmissores da doença. Então, não deixe de levar seu animal no médico veterinário de confiança anualmente para que sejam realizados exames e, instituído o protocolo de vermifugação.

Em humanos, algumas medidas preventivas são de extrema importância como:

  • Conscientizar a população sobre a importância da posse responsável, ou seja, não deixar o animal solto na rua, vacinar e vermífuga-los adequedamente.
  • Recolher imediatamente as fezes dos animais, principalmente em áreas de lazer de crianças e praias – como falamos ontem, atualmente a Prefeitura do Rio de Janeiro, liberou o acesso dos animais às nossas praias, então vamos cuidar da nossa cidade e fazer a nossa parte!
  • Evitar o acesso de animais de rua nos tanques de areia e áreas de lazer, colocando telas ao redor destes e cobrindo os tanques de areia com plástico resistente ou lona, principalmente à noite.
  • Realizar avaliação parasitológica de areia antes de colocar para uso em tanques e depois periodicamente, pelo menos de seis em seis meses. Trocar as areias do tanque sempre que apresentarem parasitas viáveis, principalmente os de importância em saúde pública.
  • Reforçar o uso de calçados nas áreas de maior propensão a contamição.
  • Reforçar o programa de educação sobre higiene para as crianças.

   A educação que desejamos para nosso país, começa sempre dentro de cada um de nós! Então faça a sua parte! Vamos aproveitar nossas praias e ambientes públicos com nossos peludos, mas sempre com educação e consciência. 😉

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina.

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Você já deve ter percebido como seu cachorro fareja tudo quando passeia, né? Ou quando você chega em casa, só de cheirar a sua roupa ele logo sabe se você brincou com outro cãozinho na rua! Enquanto que em seres humanos a visão é o sentido mais importante, no caso dos cães é através do olfato que eles exploram o mundo.

E vocês já perceberam como o focinho deles fica molhado? O nariz molhado permite que ele capture diversos odores através do vento.  Além disso, as narinas trabalham de forma separada: enquanto uma está ocupada identificando o cheiro, a outra tenta localizar de onde ele vem. Os cães tem 300 milhões de células receptoras olfativas, enquanto que nós seres humanos temos 5 milhões e, por isso, eles sentem cheiro há quilômetros de distância! E a diferença com os seres humanos não para por aí. Para armazenar todas as informações que chegam do focinho, o cérebro deles  reserva um espaço 40% maior do que o nosso.

O cachorro ainda possui um órgão chamado de vomeronasal, que se localiza na região do palato duro (céu da boca) e consegue identificar os hormônios que outros animais liberam através do cheiro e, com isso, saber com quem eles devem acasalar. Outra função surpreendente é o fato deles conseguirem identificar o nosso cheiro em locais que já passamos e para onde fomos. É dessa forma que muitos cachorros policiais conseguem encontrar e perseguir pessoas mesmo dentro da mata fechada.

E por aí, seu cãozinho também é daqueles que cheiram tudo o que vêem pela frente? Conta para a gente aí nos comentários!

Você conhece bem seu gatinho?

Os felinos por muitas vezes são tidos como animais enigmáticos, possuindo maneiras particulares de pedirem algo ou demonstrarem seu carinho. Você sabe entender a linguagem corporal do peludo? 

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Contato Visual

Ao olhar para o dono e fechar os dois olhos calmamente, os gatinhos mostram que amam e confiam nessa pessoa. É quase como um beijo, uma conexão de amor e confiança. Quando eles olham estaticamente, isso também pode ser considerado uma expressão de pura adoração ao seu tutor, além de indicar intimidade e confiança da parte do bichano por você.

O que mais podem significar os olhares?

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Ronronar

Na maioria das vezes, quando os gatos “ligam seu motorzinho” em alto e bom som,  indicam que eles estão felizes. É o equivalente aos sorrisos e beijos que damos quanto sentimos um grande contentamento. Porém, o ronronar também serve indicar que algo vai acontecer ou está acontecendo, e pode estar os incomodando.

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Roçar as bochechas 

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Isso mesmo! Quando seu gatinho estiver roçando a carinha em você, isso também significa um gesto de amor! Está se sentindo confortável pela sua companhia ou pelo ambiente em que está. Retribua esse carinho, acariciando seu peludo!

 

A cauda

O rabo de um gatinho é como um termômetro de seu humor. Quando fica esticado, quer dizer que  está assustado ou atento a algo do ambiente, por exemplo. Mas quando a mascote está perto e passa com a pontinha torta da cauda, é porque confia em você e/ou quer fazer amizade, é o rabinho que chamamos de “cat friendly”.

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  • Cauda reta para cima com uma curva na ponta: indica felicidade.
  • Cauda se contraindo: o gato está agitado ou ansioso.
  • O pelo da cauda se esticando ou ficando armado: o gato está agitado ou se sente ameaçado.
  • Cauda vibrando: o gato está muito animado e feliz por vê-lo.
  • O pelo esticado para cima enquanto a cauda se curva em formato de N: esse é um sinal de agressividade extrema, e pode estar presente durante brigas ou autodefesa.
  • O pelo se estica para cima, mas a cauda é mantida baixa: o gato está agressivo ou assustado.
  • Cauda para baixo, sob o traseiro: o gato está assustado.

 

Presentes 

Quem nunca recebeu um presente desses do peludo? rs

Quando eles apresentam uma lagartixa, uma barata, um inseto ou um pássaro morto na sua frente, eles estão te presenteando. É uma retribuição com um presente que ele acredita que você vai gostar de comer.

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Amassar Pãozinho

Talvez um dos comportamento mais fofo dos nossos peludos! Quando os gatinhos ficam amassando algo com as patas eles querem retribuir afeto ou marcarem território. Esse comportamento é uma remanescência da infância, quando eles amassavam os mamilos da mãe para iniciar o aleitamento. Não é maravilhoso?

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Agora você já sabe entender melhor os gestos do seu felino! É muito importante respeitá-lo para que seja estabelecida uma relação de confiança e amor entre vocês! Aproveitem!

 

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina 

 

O poder do laser na cicatrização de feridas

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Você já escutou falar em fotobiomodulação? provavelmente não escutou ainda esse nome, mas já ouviu falar em laserterapia, certo? O laser é muito usado na medicina humana em tratamentos estéticos, mas ele não serve somente para embelezamento e rejuvenescimento não. O laser tem uma importância muito grande no tratamento de feridas em humanos e chamamos esse tratamento de fotobiomodulação. E agora podemos realizá-lo também em nossos pacientes de 4 patas.

A fotobiomodulação consiste na exposição da pele a baixos níveis de luz laser ou diodos emissores de luz, que permite estimular a função celular, levando a formação de colágeno e novos vasos sanguíneos. Portanto, esse procedimento, realizado através de um aparelho de laser de baixa potência, permite que determinadas lesões sejam cicatrizadas com mais rapidez. O paciente que se beneficia do tratamento, fica curado mais rápido, diminuindo a chance de infecções secundárias. O procedimento da aplicação do laser é indolor e muito rápido de ser realizado. Além disso, a laserterapia tem outros benefícios, como:

  • promover analgesia, ou seja, diminuição da dor no local onde tem a ferida.
  • tem ação antiinflamatória (quando utilizamos o laser infravermelho associado)
  • melhorar a aparência de feridas pós cirúrgicas
  • Auxiliar no tratamento para o crescimento dos pelos
  • Tratar feridas infeccionadas por bactérias e fungos, através de uma técnica chamada de terapia fotodinâmica (PDT)

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A Terapia Fotodinâmica, embora se utilize do laser de baixa intensidade, na verdade não é uma Terapia de Fotobiomodulação. A terapia fotodinâmica é uma reação química ativada pela luz usada para destruição seletiva de um tecido e requer um agente fotossensibilizante no tecido-alvo (um corante), uma fonte de luz e oxigênio. Ela é amplamente utilizada para destruir fungos e bactérias que possam estar contaminando a ferida em questão.

Mas, doutora, em quais situações é interessante utilizar a terapia de fotobiomoulação ?

  • Acidentes onde tenham acontecido mordidas ou laceração da pele, como por exemplo atropelamento e briga entre cães
  • Trauma autoinduzido (lesão causada pelo próprio animal se mordendo ou se coçando )
  • Lesões causadas por farmacodermia (reação a medicamentos)
  • Pacientes pós cirúrgicos, onde se necessita que os pontos cicatrizem mais rápido ou que tenham aberto os pontos cirúrgicos
  • Dermatite úmida (em associação com a terapia fotodinâmica)
  • Lesões infecciosas, causadas por fungos e bactérias (em associação com a terapia fotodinâmica)

Na foto da esquerda podemos visualizar uma lesão bem grande que, após 5 sessões de fotobiomodulação (realizada a cada 3 dias), fechou completamente (foto direita).

E existem riscos na aplicação do laser de baixa potência? NENHUM! O procedimento é muito seguro, realizado no consultório de forma rápida, indolor e sem nenhuma necessidade de sedação, mesmo em pacientes ariscos. A contraindicação do uso do laser de baixa potência é no caso de neoplasias, apesar de nada ainda cientificamente comprovado.

Dra. Flávia Braz – especialista em dermatologia e endocrinologia veterinária.

A Reabilitação animal na prevenção de dores articulares em cães idosos

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Com o aumento da expectativa de vida dos animais, torna-se de suma importância a prevenção de doenças, para que esses animais vivam com qualidade, livre de dores e desconfortos.

Com a chegada do inverno e o aumento dos casos de pacientes idosos, atendemos diversos pacientes com alterações osteoarticulares, que demonstram queda na mobilidade e aumento de dores nesse período. O controle dessa dor e o alivio do sofrimento desses pacientes devem ser promovidos rapidamente para que a dor aguda não se torne crônica. A falha nesse controle promove impacto importante na qualidade de vida e em todo o restante do possível tratamento.

Nos casos de Osteoartrose, a dor se apresenta de forma secundária e crônica, demonstrando aumento dos sinais quando é agudizada por fatores externos. A osteoartrose é uma doença degenerativa multifatorial que acomete cães e gatos, causada por deformidades anatômicas, degradação das cartilagens articulares, alterações ósseas e dos tecidos moles adjacentes. A dor nesses casos tem sua intensidade de acordo com a fase aonde a doença é diagnosticada, sendo de intensidade moderada a grave. A fase em que o tratamento é iniciado influencia diretamente na qualidade de vida do animal. O tratamento deve ser uma combinação de analgesia, aumento da mobilidade e funcionalidade do paciente, e manutenção da qualidade de vida. Para o controle da dor deve ser feita uma associação entre medicamentos, redução de peso em animais obesos e a reabilitação que inclui modalidades como ultrassom terapêutico, eletroterapia, laserterapia, magnetoterapia, exercícios (cinesioterapia) e ozonioterapia.

Alguns dos principais medicamentos utilizados no tratamento são os anti-inflamatórios não esteroidais que reduzem a inflamação articular, porém devem ser usados com cautela em animais idosos e que já apresentem alterações em rim e fígado; opióides para dores moderadas e intensas, que possuem menor efeito colateral e podem ser utilizados em pacientes idosos e com comorbidades; e os Nutracêuticos que, devido aos mínimos efeitos adversos, vem sendo cada vez mais utilizados nas doenças osteoarticulares, principalmente para prevenção e controle.

Alguns dos nutracêuticos mais utilizados são o Ômega 3 e os condroprotetores. A suplementação com ômega 3 modula a resposta inflamatória diminuindo a síntese de potentes mediadores da inflamação. Estudos comprovam que a utilização de ômega 3 na suplementação das dietas promove uma maior mobilidade dos animais, melhora o controle da dor reduzindo assim a dose diária de anti-inflamatórios e melhora a disposição dos pacientes no dia a dia. Os condroprotores como condroitina, glucosamina e colágenos do tipo II (UC-II) melhoram a síntese de precursores da cartilagem modulando assim a inflamação e ajudando na prevenção da degradação dessa cartilagem.

Ao menor sinal de desconforto ou falta de mobilidade do seu animalzinho, não deixe de agendar uma avaliação com o Setor de Ortopedia e Reabilitação para que a prevenção e o tratamento sejam instituidos rapidamente, possibilitando uma vida plena e longa ao seu cãozinho ou gatinho.

Dra. Flávia Melo – fisioterapia e reabilitação animal

O Hiperadrenocorticismo e a Hipertensão Arterial

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Com o avanço da medicina veterinária e melhorias nas formas de diagnóstico e tratamento, os nossos queridos amigos de quatro patas, felizmente, estão vivendo cada vez mais. Com isso, as doenças relacionadas ao envelhecimento, também tornaram-se mais frequentes na rotina clínica. As doenças endócrinas (hormonais) correspondem a quase 10% do volume total dos atendimentos clínicos e podem acometer tanto os caninos quanto os felinos.

O hiperadrenocorticismo (HAC) também conhecido como Síndrome de Cushing é uma doença de ocorrência comum em cães com média de idade de 10,2 +/- 2,86, com prevalência maior em fêmeas. Embora possa acometer qualquer raça, cães de pequeno porte são mais propensos a desenvolver a doença.  Esta patologia é caracterizada pela secreção ou administração excessiva de glicocorticoides (cortisol) pelas adrenais e tem como principais sinais clínicos a poliúria (paciente urina em excesso) e polidipsia (aumento na ingestão de água). A polifagia (apetite aumentado) é igualmente comum. Outra alteração característica no paciente com Cushing é o abdome abaulado devido a hepatomegalia (aumento do fígado) e ao enfraquecimento da musculatura abdominal pelo efeito catabólico do excesso de cortisol. Fraqueza muscular, intolerância ao exercício, ofegacão, letargia e obesidade são comuns em pacientes com HAC. Podemos também observar algumas manifestações cutâneas onde a alopecia (regiões sem pelos) e afinamento cutâneo são as mais evidentes.

Mas o que é o cortisol?

É o hormônio do mecanismo de luta ou fuga, que aumenta em quantidade no sangue quando o organismo do seu cão percebe o estresse e esse aumento impacta em funções importantes no organismo do seu pet, incluído a pressão arterial (PA), o equilíbrio de sais minerais, o sistema imunológico e etc…

Seu bichinho de estimação precisa secretar o cortisol em pequenas quantidades, o excesso pode ser tóxico.  Dentre os perigos do aumento da produção do cortisol está a hipertensão arterial, que pode resultar em doença cardiovascular.

A hipertensão arterial ocorre em mais de 50% dos cães com HAC não tratadas, sendo uma complicação relativamente frequente nesta doença, portanto, a manutenção da PA dentro dos valores de normalidade (até 150mmHg) é de extrema importância para garantir uma adequada perfusão sanguínea aos órgãos e tecidos. A principal consequência de um aumento persistente nos valores da PA é a lesão de órgãos alvo como coração, rins, olhos e encéfalo. É importante ressaltar, que mantendo o HAC sob controle, podemos ajudar a manter o paciente com a PA dentro dos limites de normalidade.

Agora sabendo um pouco mais sobre essa doença e das consequências que ela pode trazer para o sistema cardiovascular, que tal agendar uma consulta com um de nossos especialistas?

M.V. Fernanda Rohnelt – especialista em cardiologia veterinária

 

 

 

Cardiomiopatia Hipertrófica em felinos com Hipertireoidismo

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O hipertireoidismo é a doença endócrina mais comum em felinos de meia idade a idosos, caracterizada pela produção e secreção excessiva dos hormônios  T3 (Triiodotironina)  e T4  (Tiroxina) pela glândula tireóide. Está doença está se tornando cada vez mais frequente na rotina clínica veterinária.

Os principais sintomas da doença estão relacionados a aceleração do metabolismo pelo excesso de hormônios circulantes. Os sintomas são progressivos e mais da metade dos felinos começam a apresentar esses sintomas 6 meses há 1 ano antes de serem encaminhados ao veterinário. Isso acontece porque inicialmente esses sintomas podem ser confundidos com um estado saudável, pois nessa fase o tutor somente observa aumento de apetite e hiperetitividade. Com o avanço da doença torna-se mais fácil perceber que há algo errado, pois o felino passa a apresentar também emagrecimento progressivo, vômito, diarreia, taquicardia, aumento da ingestão de água e aumento da diurese.

Mas qual é a relação do hipertireoidismo com o coração dos felinos?

Se não bastassem todos esses sintomas que debilitam muitos os pacientes portadores dessa doença, o metabolismo acelerado também afeta o coração. Esse estado hipermetabólico, promove aceleração cardíaca, aumenta a contração e o consumo de oxigênio do músculo cardíaco, além de aumentar também o débito cardíaco  o gasto de energia e a pressão arterial, levando a uma hipertrofia compensatória da musculatura cardíaca. Essa hipertrofia nada mais é do que o aumento da parede do coração.

A cardiomiopatia hipertrófica é a principal doença cardíaca a acometer os felinos. Trata-se de uma doença grave que pode se desenvolver por predisposição genética ou secundária a doenças entra elas destacamos o hipertireoidismo. Inicialmente é uma doença silenciosa, por isso é muito importante que todo paciente portador de hipertireoidismo seja encaminhado para uma avalição cardiológica. Os primeiros sinais da doença são muito inespecíficos como letargia e anorexia e durante a consulta já podem ser detectados sopros e arritmias. Com a evolução da doença surgem os sintomas relacionados a insuficiência cardíaca congestiva e entre eles podemos destacar a dificuldade respiratória, cianose de mucosas e intolerância a exercícios, além da predisposição ao tromboembolismo. O diagnóstico se dá através do exame ecocardiográfico que pode ser realizado durante a consulta.

O diagnóstico precoce e o tratamento adequado da doença são fundamentais para a qualidade de vida do paciente evitando as complicações decorrente de sua evolução.  Por se tratar de duas doenças potencialmente graves e silenciosas num primeiro momento, as consultas com o médico veterinário com regularidade são de extrema importância.

Agende uma consulta com nossos especialistas.

Viviane Azevedo – médica veterinária especialista em cardiologia.

Diabetes em cães: saiba mais

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Quando um tutor chega para uma consulta com seu melhor amigo e dosamos a glicose do seu animalzinho, é comum vir a pergunta: “Mas os cães e gatos tem diabetes?” E eu costumo brincar “Claro, se eles tem pâncreas, eles podem se tornar diabéticos!”. Cães e gatos tem a maioria das doenças que temos, principalmente em se tratando de doenças hormonais, e a Diabetes Mellitus é uma delas.

A Diabetes Mellitus (DM) é uma doença caracterizada pelo aumento da glicose (glicemia) no sangue.  Pode ocorrer devido a defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas. A função principal da insulina é promover a entrada de glicose para as células do organismo de forma que ela possa ser aproveitada para as diversas atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação resulta, portanto, em acúmulo de glicose no sangue, o que chamamos de hiperglicemia.

Como a diabetes em cães é um pouco diferente de diabetes em felinos, vamos falar de cada uma em posts separados. Hoje falaremos um pouco mais sobre a Diabetes em cães.

Nos nossos melhores amigos, a diabetes ocorre, na maioria das vezes, devido a uma doença autoimune, ou seja, o próprio organismo destrói as células pancreáticas, que produzem a insulina, chamadas de células beta. Hoje em dia já sabemos que existe também uma predisposição genética para que isso aconteça. Mas hoje em dia temos visto o aumento dos casos de DM também devido ao uso de corticoides e, principalmente, devido a uma outra doença endócrina chamada de hiperadrenocorticismo (você pode ler mais sobre essa doença clicando aqui). Outra doença que pode levar a DM é a obesidade, mas isso também será assunto para outro post.

Os sinais clínicos da DM incluem: aumento do apetite, aumento da sede e da produção de urina e perda de peso. Além disso, os animais ficam mais prostrados, dormem mais. E, se a doença avançar sem o devido tratamento, os pacientes podem apresentar também vômitos e diarreia. Quando esses sinais aparecem, é porque esse animal está com uma quantidade muito alta e glicose no sangue, que faz com que ele entre num quadro grave chamado cetoacidose diabética (CAD). A CAD é uma complicação séria e requer internação imediata ou o animal pode vir a óbito até mesmo em poucas horas após o diagnóstico.

O tratamento da DM em cães é feito através da aplicação de insulina 2 vezes ao dia e da mudança da dieta para uma alimentação que tenha baixo índice glicêmico (rica em proteínas e fibras). E o aumento do exercício físico também é bem importante no controle da glicemia. Então vamos colocar nossos peludos para caminhar!

A DM é uma doença crônica, ou seja, uma vez doente, ela o acompanhará durante toda a vida. Um cão diabético em casa é motivo de preocupação e é essencial que toda a família participe do cuidado com esse peludo. Afinal, esses cães não podem comer mais petiscos fora de hora, sua alimentação será rigorosa, onde horários e a quantidade de alimentação oferecida serão controlados. Esse paciente terá que tomar injeções diárias e é interessante que mais de uma pessoa na casa saiba aplicá-la. Além disso, sempre contamos com a colaboração da família para eventualmente dosar a glicemia em casa. Mas o amor que temos por esses filhos de 4 patas supera isso tudo e, com muito amor e dedicação, em pouco tempo as famílias se adaptam muito bem a tudo isso.

Tem ou teve um cãozinho diabético em casa? Compartilhe aqui nos comentários, para dar apoio aos tutores que estão enfrentando isso pela primeira vez 😉

Dra. Flávia G. Braz – endocrinologia veterinária.

 

TOXOPLASMOSE FELINA – Estou grávida, preciso me desfazer do meu gatinho?

Quem nunca conheceu uma mulher gravida que teve a indicação do seu médico de se desfazer do seu gatinho por medo de contrair a tão temida Toxoplasmose?? Mas como assim se desfazer do seu filho??? 

     Isso mesmo… por mais absurdo que pareça, infelizmente, essa é uma recomendação muito comum. Muitos acreditam que o simples contato com os bichanos é o suficiente para que a doença seja contraída. Esse medo todo se dá porque caso a Toxoplasmose seja contraída durante a gravidez, pode levar a abortos espontâneos, além de poder causar também prematuridade e retardo no crescimento intrauterino. Porém, se a gestante já foi infectada anteriormente (até 6 meses antes do início da gestação), desenvolveu imunidade à doença. O grande problema é quando ela é infectada durante a gestação, principalmente nos primeiros meses.

Mitos sobre a Toxoplasmose:

É importante que todos saibam, que o simples contato com um animal infectado, com seu pelo ou até mesmo com suas fezes “frescas” não são suficientes para contrair a doença. Apenas 1% da população felina participa da disseminação da toxoplasmose. Eles contraem o parasita quando caçam e se alimentam de outros animais infectados através de carnes cruas, como ratos e pássaros. Caso isso aconteça, durante um curto período de tempo os “ovos” da toxoplasmose (chamados de oocistos) serão expelidos junto com as fezes do gato.

Mas então se eu tenho um gatinho e dou carne crua para ele, se eu limpar as fezes dele, posso me contaminar? Para que você se contamine, as fezes deverão ficar expostas a temperaturas acima de 36°C por mais de dois dias, para que os oocistos esporulem e sejam então a real forma de infectar os seres humanos e outros animais. Ah! E o mais importante: os oocistos esporulados precisam ser ingeridos, ou seja, se você lavar bem as mãos a cada limpeza da caixinha do seu bichano, a probabilidade de se contaminar é praticamente nenhuma.

Você sabia, por exemplo, que a probabilidade de se contrair toxoplasmose é maior comendo carne mal cozida do que tendo um gato em casa? SIM. As principais fontes de contaminação são a ingestão de carnes cruas ou malpassadas, frutas e hortaliças mal lavadas. É importante cuidar muito da alimentação, lavar bem as frutas e vegetais e cozinhar bem os alimentos para destruir os parasitas. Essas sim são precauções super importantes para evitar a contaminação.

Quais são as formas de transmissão?

Apesar de depositarem toda a culpa da doença nos nossos pobres felinos, deixando até mesmo a doença conhecida popularmente como “Doença do Gato”, é mais comum as pessoas entrarem em contato com o parasita de outras formas. Como por exemplo:

  • Comendo carne contaminada mal cozida (em casa ou restaurantes);
  • Por ingestão acidental, se não as mãos não forem bem lavadas após o manejo de carne crua;
  • Por ingestão acidental, ao usar utensílios que entraram em contato com carne crua e contaminada (se eles não forem bem lavados depois);
  • Por ingestão acidental, ao mexer com terra contaminada e não lavar as mãos depois (caso haja fezes de gato no local);
  • Bebendo água sem tratamento, contaminada com o parasita;
  • Comendo saladas cruas que por ventura sejam mal higienizadas;
  • Por ingestão acidental, ao entrar em contato com as fezes de um gato infectado pela primeira vez pela toxoplasmose. Se o gato já teve o parasita antes, o risco é mínimo. As fezes devem estar expostas há pelo menos dois dias.

 Estou grávida, o que posso fazer para me prevenir então? 

Não precisamos tomar nenhuma atitude precipitada, de como por exemplo dar nossos gatinhos, só por causa disso! Fique tranquila! Algumas medidas simples e práticas, são suficientes para te deixar segura de que não será contaminada pela Toxoplasmose.

Dicas de prevenção: 

  • Deixe outra pessoa limpar a caixa de areia, se existe essa possibilidade, não custa nada evitar! Se outra pessoa não puder limpar a caixa de areia, faça-o diariamente e utilize luvas. Lave as mãos imediatamente depois, água e sabão, são suficientes!
  • A caixinha de areia deve ser limpa ao menos uma vez por dia e se possível, faça a troca semanal da areia, isso garante que a sua saúde e de seu animal. Lembre-se: os oocistos da toxoplasmose precisam ficar dois dias no ambiente para que se tornem infectantes, portanto, se a caixa de areia for limpa com frequência, o risco de contaminação se torna praticamente impossível;
  • Cozinhe bem qualquer alimento antes de comer, especialmente carnes. Os oocistos morrem a temperaturas acima de 65ºC (cozinhar por 4 a 5 minutos); 
  • Lave bem os utensílios de cozinha que estiveram em contato com carne crua;
  • Mantenha os seus gatos dentro de casa para diminuir as chances de contaminação, eles contraem o parasita ao caçar e comer outros animais, como passarinhos ou ratos contaminados;
  • Não alimente o seu gato com carne crua, ofereça ração ou alimentos bem cozidos;
  • Use luvas ao mexer no jardim, pois a terra pode estar com contaminada com oocistos;
  • Lave as suas mãos depois de cozinhar, antes de comer! Parece o básico, mas muitas pessoas se esquecem na correria do dia a dia.

Lembre-se antes de tomar qualquer decisão precipitada, não há motivo para abandonar ou doar o seu gato. Os melhores métodos de prevenção da Toxoplasmose são através de uma boa higiene, desta formas você estará não só assegurando uma boa saúde a você e sua família, como também dos seus bichanos!

 

Dra.Gabriela Vieira – Clínica Geral e Especialista em Medicina Felina