Arquivo mensal: janeiro 2015

Lipidose hepática: por que ela acontece?

Os felinos podem ser acometidos por algumas doenças que são específicas da espécie, como a lipidose hepática idiopática. É uma doença grave e pode ser fatal caso o proprietário não perceba a tempo. É caracterizada pelo acúmulo de gordura nas células do fígado, levando a disfunção deste órgão.

Porque é que acontece ?

A doença ocorre quando por qualquer razão o gato para de se alimentar, e as vezes 3 dias sem comer já são suficientes para a doença se instalar no animal. Quando o gato entra no estado de anorexia, o organismo começa a mobilizar a gordura armazenada no corpo como fonte de energia . Como o gato não consegue utilizar corretamente essa via e o fígado não está preparado para trabalhar com grandes quantidades de gordura, ocorre então a infiltração de gordura  nas células hepáticas e estas não conseguem mais realizar as suas funções. Os gatos obesos são mais susceptíveis a desenvolverem esta doença porque metabolizam a gordura do corpo mais rapidamente do que os gatos magros.

O que pode levar o felino a ter anorexia?

A maior parte dos casos de lipidose hepática está associada a gatos obesos páram de comer, e o fator desencadeante da doença parece ser o stress a que o animal possa ser sujeito. Por stress entende-se qualquer alteração na rotina ou no ambiente do gato (mudança de alimentação, mudança de casa, presença de um novo membro na família, entre outros) ou mesmo alguma doença concomitante que lhe conduza a uma diminuição do apetite.

Como perceber se meu animal está doente?

Além da falta de apetite, um dos sinais da Lipidose Hepática é a icterícia (coloração amarela das mucosas) devido à deposição de um pigmento biliar. Além disso, começam a ficar letárgicos, apresentam vómito, perda de peso e recusam-se a comer.

Tem cura?

Um diagnóstico precoce é a chave para o sucesso no tratamento da lipidose hepática. Perante a confirmação da doença há que garantir um suporte nutricional intensivo. Na maioria das vezes os animais tem que ser internados para corrigirmos a desidratação e fazer um manejo alimentar adequado.  Se perceber que seu felino não come há mais de 3 dias ou está com mucosas ou a pele amareladas, leve-o imediatamente no veterinário da sua confiança!

Dra. Gabriela Vieira – clinica geral da Vet Care e especializada em medicina de felinos

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Você já ouviu falar em FIV e FELV?

O FeLV(Vírus da Leucemia Felina) e o FIV (Vírus da Imunodeficiência Felina) estão entre os causadores de doenças infecciosas mais comuns em gatos. Os vírus da FIV e a FeLV levam a imunossupressão do animal, predispondo-os a serem acometidos várias doenças secundárias (rinotraqueites, gengivite-estomatite…) e quadros mórbidos, diminuindo bastante a expectativa de vida. Por ser considerado oncogênico, o vírus da FeLV é o mais grave, pois pode levar o animal a desenvolver tumores no organismo, sendo o mais comum deles o linfoma. A transmissão de ambas as doenças é muito fácil, por isso é importante a conscientização de todos proprietários. PO contágio ocorre somente entre os felinos, através da saliva (por mordida ou arranhadura de um gato infectado), contato sexual  e, no caso das fêmeas gestantes e lactantes previamente infectadas, por via transplacentária ou através da amamentação. São doenças comuns em locais com muitos gatos aglomerados, onde há o contato direto próximo e frequente entre os indivíduos. Ambientes onde há um fluxo da entrada e saída constante de animais também favorecem a proliferação dos vírus.

O diagnóstico precoce é importante, principalmente para impedir a proliferação da doença. Atualmente temos exames que são bem rápidos para a detecção de animais positivos como o sorológico para FIV/FeLV (ELISA), que é o teste inicial a ser realizado.

Quando ou quais gatos deverão ser testados?

Gatos recém- adquiridos, principalmente vindos da rua, devem ser testados antes de entrarem no ambiente (principalmente se tiver outro felino no ambiente). Além disso, filhotes antes da vacinação e novamente após completarem 6 meses de idade (devido a “janela imunológica”), doadores de sangue, animais que têm acesso à rua e, todo e qualquer felino doente e gatos que tiveram contato com soropositivos.Por serem doenças que não tem cura, apenas controle, é importante estarmos atentos a elas, antes de introduzir qualquer novo animal em nossa casa!

Dra. Gabriela Vieira – clínica geral da Vet Care e especializada no atendimento de felinos

Gato paraquedista: você sabe o que é isso?

Já diz o ditado popular que gato tem 7 vidas. Mas alguns resolvem desperdiçar essas vidas caindo de janelas, o que dá o maior susto em seu tutor, além do alto risco de fraturas e morte. Quem tem gato sabe da sua paixão por alturas e caça a passarinhos e insetos. Quando o bichano vê um destes animais voando do lado de fora da janela, eles não resistem e simplesmente pulam atrás de sua presa. Além disso, não podemos esquecer das quedas acidentais também, pois os felinos são espécies que se assustam facilmente e um acidente é fácil de ocorrer, mesmo o gato sendo um excelente equilibrista. Por mais incrível que pareça, quando os gatos caem de uma altura de sete andares ou mais, possuem a habilidade de rotacionar o corpo para corrigir a postura, abrir os membros como num voo planado (paraquedista) e consequentemente reduzir a velocidade na queda. Desta maneira os gatinhos minimizam as lesões, pois o impacto é distribuído pelo corpo. Porém, quando a queda é de uma altura menor que seis andares não há tempo suficiente para essa rotação e correção da postura, e as lesões por muitas vezes são mais graves.

Agora que você já sabe que seu bichano pode correr esse risco, não deixe de telar sua casa para evitar esse tipo de acidente ocorra. O seu gato pode perder a única vida que ele realmente tem ou, se tiver sorte, ter algumas lesões importantes.

Dra. Gabriela Vieira – clínica geral da Vet Care e profunda conhecedora do Universo Felino, concluiu pós graduação em Medicina Felina.

Primeiros cuidados com o filhote: Parte III – a vermifugação

Os vermes causam vários problemas à saúde dos cães. A natureza e a extensão das lesões variam de acordo com o tipo de verme, a quantidade dos mesmos e o estado de saúde do animal que está parasitado. Os filhotes apresentam facilmente sintomas, uma vez que seu sistema imunológico ainda é imaturo. Mas como um filhote já pode ter vermes? Mesmo sem o seu filhote ter entrado em contato com a rua, ele pode já vir para a sua casa contaminado, uma vez que a mãe os transmite através da placenta e da amamentação. Por isso, todos os filhotes devem ser vermifugados logo quando jovens, de preferência antes de 30 dias de vida.

Então, quais os danos à saúde do animal?

De uma forma geral, os danos são:

  •  Menor aproveitamento dos nutrientes, acarretado pelo comprometimento das funções de digestão e absorção.
  • Falta de apetite.
  • Atraso no crescimento.
  • Perda de peso e fraqueza.
  • Pêlos sem brilho e eriçados.
  • Aumento de volume e dor abdominal.
  • Anemia e lesões do trato gastrintestinal.
  • Diarréia, vômito.
  • Reações alérgicas e coceira.
  • Queda de resistência, causando maior predisposição a infecções secundárias.
  • Morte dos animais, especialmente filhotes, em casos mais severos.

 Quais os danos à saúde do homem:

Os vermes de cães e gatos podem causar várias doenças aos seres humanos. Crianças são muito suscetíveis, pois levam a mão à boca com freqüência, podendo ingerir material contaminado. As principais doenças transmitidas ao homem pelos vermes dos animais são:

Larva Migrans Visceral: larvas de Toxocara sp. se localizam em diversos órgãos como olhos e sistema nervoso central, causando graves lesões.

  • Larva Migrans Cutânea ou Bicho Geográfico: larvas do Ancylostoma sp. causam dermatites com coceira intensa.
  • Hidatidose cística: larvas de Echinococcus sp. formam cisto hidático em órgãos como fígado, baço e sistema nervoso central.

 Como combater a verminose:

O combate à verminose só terá sucesso através de consultas periódicas ao médico veterinário, vermifugações constantes dos animais e medidas que controlem a contaminação do meio ambiente, como recolhimento das fezes e desinfecção dos pisos dos canis e gatis.

 Dicas para uma boa vermifugação:

Seguir rigorosamente as instruções do médico veterinário, vermifugando ao mesmo tempo todos os animais que convivem no mesmo ambiente.

Lembrar que para cada idade do animal existe um programa básico de vermifugação.

Filhotes: durante a amamentação e após o desmame.

    • Filhotes com mães vermifugadas:
      • 1ª dose de vermífugo de amplo espectro com 30 dias de vida e após 15 dias repete-se
      • Repete-se 1 a 2 vezes durante a vacinação a critério do médico veterinário.
      • Ideal após 60 dias fazer exame coproparitológico (exames de fezes) e ver se animal ainda está parasitado.
    • Filhotes com mães NÃO vermifugadas:
      • 1ª dose de vermífugo de amplo espectro aos 21 dias de idade;
      • 2ª dose aos 36 dias de idade;
      • 3ª dose aos 57 dias de idade.
      • Em seguida, repete 1 ou 2 vezes antes do término das vacinas, que é com 150 dias.
      • Após 60 dias faz coproparasitológico (exame de fezes)
      • Jovens & Adultos com acesso mais 3 vezes na semana a rua: a cada 3 meses.
      • Jovens & Adultos sem acesso a rua: continuamente a cada 6 meses.
      • Fêmeas em reprodução: antes do acasalamento e 10 dias antes da data provável do parto (nestes casos, nem todos os tipos de vermífugo podem ser utilizados, consulte seu veterinário).
      • Para prevenir reinfecções por Dipylidium caninum, recomenda-se o tratamento contra pulgas, pois estas são os hospedeiros intermediários desse verme.

        Além de todas essas medidas, manter sempre o ambiente limpo para diminuir a reinfecção dos animais, especialmente em animais que vivem em casa e defecam em quintais com grama ou terra.

      • Dra. Renata Tostes – clínica geral da Vet Care

Primeiros cuidados com os filhotes: Parte II – a vacinação

Hoje explicaremos como é o protocolo de vacinação de cães e gatos filhotes feito na Vet Care. Esse protocolo pode variar de acordo com o estado de saúde do animal, local onde ele veio e, até mesmo, a raça e porte do mesmo. Portanto, siga sempre a orientação do veterinário que está acompanhando o seu animal, mesmo que seja um pouco diferente do que descreveremos aqui.

O filhote, seja de cão ou gato, recebe anticorpos maternos através do colostro (primeiro leite que ele mama), porém a quantidade de anticorpos recebidos varia de acordo com a imunidade que a mãe tem para determinadas doenças. Por isso, a vacinação começa a partir de 45 dias, que é quando esses anticorpos estarão diminuindo na circulação do filhote. Evite levar seu animal para rua e para o pet shop antes de receber todas as vacinas, uma vez que ele só estará totalmente protegido após a última dose de vacina.

A primeira dose da vacinação é feita a partir dos 45 dias no caso do cão e a partir de 2 meses no caso do gato. O protocolo de vacinação instituido na Clínica Vet Care é de 3 a 4 doses de vacina polivalente (óctupla ou décupla), com intervalo de 21 dias, no caso do cão.

A vacina octupla canina confere imunidade para as seguintes doenças: cinomose, adenovírus tipo 2, coronavírus, parainfluenza, parvovirose e leptospirose (L. canicola e L. icterohaemorrhagie). E a vacina décupla canina confere a mesma imunidade que a óctupla, além de incluir mais 2 sorotipos de báctérias causadoras de leptospirose (L. grippotyphosa e L. Pomona).

A variação entre 3 e 4 doses será definida pelo médico veterinário que lhe atender, uma vez que será analisado o estado geral do animal, idade e vacinação que eventualmente foi aplicada antes do animal ir na primeira consulta clínica.  O reforço da vacina é anual.

No caso dos gatos, serão feitas 3 doses de vacina polivante (tríplice, quádrupla ou quíntupla), com intervalo de 30 dias entre elas. A vacina tríplice confere imunidade para Panleucopenia, Rinotraqueíte e Calicivirose e a vacinação quádrupla confere a mesma imunidade, além de proteger contra clamidiose também. Por último, a quíntupla confere imunidade para leucemia felina (FELV). A decisão de qual polivalente deve ser feita no seu gato dependerá da decisão em conjunto do veterinário do seu animal e você. O reforço da polivalente felina também é anual.

A vacinação antirábica é feita em dose única, junto com a última dose da polivalente ou após 15 dias da mesma. O reforço também será anual em cães e gatos.

No cão existem vacinas além das obrigatórias, que podem ser feitas a seu critério e do médico veterinário que acompanha o seu animal, como Leptospirore (reforço a cada 6 meses), Tosse dos Canis (Traqueobronquite Infecciosa Canina) e Giardiavax. Devido a alta incidência de casos de leptospirose em 2014, recomendamos que TODOS os cães façam reforço da vacina leptospirose 6 meses após a última dose de polivalente. Da mesma forma, a Tosse dos canis é uma doença de alto contágio e, por isso, cães que frequentem pet shop e/ou que passeiam na rua devem ser vacinados com 2 doses inicialmente, com intervalo de 21 dias entre elas, e o reforço é feito anualmente.

Dra. Renata Tostes

Clínica Geral Vet Care

Primeiros cuidados com o filhote: parte I – conhecendo o novo lar e alimentação

Adotou um novo amigo? Parabéns! Seja um marinheiro de primeira viagem ou já tendo outro animal em casa, é importante ler os primeiros cuidados que a nossa equipe de clínicos gerais recomenda.

Conhecendo o novo lar:

Em primeiro lugar, é natural que o filhote estranhe seu novo lar nos primeiros dias. Assim, é importante ser compreensivo, carinhoso e atencioso neste período de transição para facilitar sua adaptação. Um filhote costuma dormir bastante, por isso evite acordá‐lo com muita freqüência ou pegá‐lo de qualquer maneira, colocando‐o em um lugar seguro e confortável com uma cama seca, limpa e quente, além de espaço mínimo para se exercitar e fazer suas necessidades fisiológicas.

Uma vez que os filhotes são muito curiosos e não conhecem muito bem os perigos que os cercam, é importante analisar bem o espaço onde ela ficará na maior parte do dia, restringindo o acesso a fios elétricos, plantas, escadas e produtos de limpeza.

O que oferecer para meu animal comer?

Seu filhote atravessa a fase mais importante da sua vida e seu futuro dependerá de como ele for alimentado neste período, por isso devemos fornecer todos os nutrientes essenciais ao seu bom desenvolvimento. Dê preferência a alimentá‐lo somente com ração, preferindo as rações Premium e Super Premium para filhotes, que não necessitam de nenhum tipo de suplementação, e não ofereça as compradas “a varejo”, porque ficam expostas ao ar, perdem nutrientes e podem contaminar.  Sempre vale lembrar que os preços variam muito, mas existem boas rações com preços razoáveis (lembre-se que uma boa ração precisa de menores quantidades para alimentar bem o seu cão e pode te economizar um bocado de dinheiro em remédios mais tarde). Consulte o seu veterinário para poderem juntos determinar qual é a melhor ração para o seu cão. A utilização de “comida caseira” poderá levá‐lo a subnutrição, obesidade ou a quadros de gastrenterite, então ela só deverá ser prescrita exclusivamente por um médico veterinário.

Recomenda-se que seu filhote seja alimentado 4 (quatro) vezes ao dia, dando a ele um tempo ( em torno de 40 minutos) para fazer a refeição, retirando o restante. No verso da embalagem da ração, você encontrará a sugestão de consumo diário do alimento. Forneça água fresca, filtrada e em abundância.

Lembre-se que op gato é um animal “carnívoro verdadeiro” e a base de sua alimentação deve ser proveniente de fonte proteica, por isso as rações que temos no mercado já trabalham com os nutrientes necessários para seu animal.

  • Frutas que não sejam cítricas e legumes podem ser dados. Consulte seu veterinário quanto a quantidade, que varia de acordo com o tamanho do animal.
  • Evite alimentos que podem fazer mal ao seu bichinho, como doces, peixe com espinhas, ossos de frango, carne de porco, chocolate e feijão. Assim como os “petisquinhos” caninos e felinos em excesso, cujo teor de gordura costuma ser alto.
  • Cuidado com leite de vaca, pois ele pode causar diarréia em alguns cães

No próximo post abordaremos outros assuntos importantes para os filhotes, como a vacinação e vermifugação.

Dra. Renata Tostes – clínica geral da Vet Care Laranjeiras

Dirofilariose: você conhece essa doença silenciosa e fatal?

A Dirofilariose é uma doença debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.

O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses). A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.

Qualquer cão está sujeito a filariose, porém as regiões litorâneas são áreas de maiores riscos devido à proximidade de florestas e Mata Atlântica que aumenta o número de mosquitos. A região de serra indiretamente também já se encontra alguns casos, pois muitas pessoas que possuem casa de praia, também as possuem na região serrana, com isto o cão leva de um lado para o outro as microfilarias.

Os sinais clínicos e grau de infecção dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e consequentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa interligada a outra.

A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal de estimação esta com filaria, até que a doença esteja bem avançada . Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica).

Por outro lado há como evitar que o seu cão venha a ter esta doença desde filhote. O ideal é que a partir dos 3 meses o seu melhor amigo comece a utilizar medicações que irão prevenir que esse verme se aloje no coração. Existem 2 tipos de prevenção: 1) produtos repelentes, que irão impedir que seu animal seja picado pelo mosquito e 2) produtos que matarão as larvas caso seu animal seja picado pelos mosquitos (vetores) infectados pelas filárias. Existem diversos produtos no mercado, na forma de coleiras, pipetas pour on (que são colocadas no dorso do animal) e comprimidos. A frequência do uso dependerá do tipo de medicação escolhida para ser utilizada no seu animal. Converse com o veterinário que acompanha seu pet, uma vez que ele é o profissional mais indicado a lhe auxiliar na escolha, que pode variar devido a raça e também a sensibilidade do animal, uma vez que alguns cães toleram bem comprimidos, enquanto outros se adaptam melhor com produtos pour on. Independente do produto que se esteja usando é MUITO importante seguir as indicações do fabricante, relacionadas a frequência de aplicação ou administração. E, acima, de tudo, a prevenção é para o resto da vida do animal.

Atenção, se o seu cão ainda não utiliza a medicação preventiva, procure um veterinário ANTES de iniciar o uso. Algumas medicações utilizadas na prevenção também podem matar os vermes adultos e, se o seu animal já tiver um desses vermes nas artérias pulmonares e coração, isso pode trazer complicações sérias a ele, incluindo a morte. Existem alguns exames laboratoriais, feitos através da coleta de sangue do cão, que avaliam a existência ou não de filaria e até mesmo o grau de infestação. O resultado desse exame é rápido, muitas vezes na Vet Care sai no mesmo dia, algumas horas após a coleta. Após o rersultado negativo, o mpedico veterinário poderá prescrever a medicação que irá proteger o seu animal com mais segurança.

Existe terapia para os animais já acometidos pela doença, contudo o seu veterinário deverá avaliar a situação, pois cada caso é um caso diferente e dependerá quão quanto o organismo do seu cão estará debilitado.

Consulte o seu veterinário para maiores esclarecimentos.

Drª Renata Tostes Bastos

Vet Care