Arquivo mensal: janeiro 2016

Entrevista de hoje com a Dra. Sylvia Azevedo: câncer em nossos melhores amigos.

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Dra. Sylvia Azevedo, nossa consultora na área de oncologia veterinária, nos concedeu uma entrevista sobre o aparecimento de tumores nos nossos melhores amigos.

Vet Care: O aumento da incidência de câncer vem aumentando nos últimos anos também nos animais?

Dra. Sylvia: Sim. Com o avanço da Medicina Veterinária na prevenção e no diagnóstico de doenças e com o número cada vez maior de donos zelosos com seus animais de estimação a longevidade deles é cada vez maior, e o aumento de doenças crônico degenerativas como o câncer se tornou mais aparente.

Vet Care: Quais são os tumores mais comuns?

Dra. Sylvia: Em se tratando de cães, os tumores mais comuns são os tumores de mama, os mastocitomas cutâneos, os linfomas e os melanomas na cavidade oral. Já em gatos são os tumorws de mama, os carcinomas epidermoides (conhecidos como câncer de pele), os linfomas associados aos vírus FIV e FELV.

Vet Care: Existem mesmo raças mais predispostas a terem tumor? 

Dra. Sylvia: Existem sim. Esse fato está relacionado a genética de algumas raças, porém não se deve esquecer que o câncer é uma doença multifatorial. Além da genética, fatores externos como exposição ao sol, poluição ambiental, contato com substâncias carcinogênicas, estresse, tipo de alimentação dentre outros não podem ser esquecidos.

Vet Care: O aumento da incidência do câncer em animais de estimação está relacionado a utilização da ração? 

Dra. Sylvia: Não podemos incriminar as rações. Como mencionei nas respostas acima, além de uma vida mais longa, nossos animais existem outros fatores a serem levados em consideração.

Vet Care: Quais são os sinais clínicos que devemos observar e desconfiar que meu animal tem um tumor?

Dra. Sylvia: Os donos devem ficar atentos ao emagrecimento sem perda de apetite, diminuição brusca da atividade física, aparecimento de nódulos mamários, na pele ou em região das mamas, feridas que não cicatrizam, sangramentos incomuns e outros, com especial atenção a cães com mais de 7 anosde idade.

Vet Care: Existem exames que podem detectar precocemente os tumores?

Dra. Sylvia: Existem alguns exames atualmente possíveis de serem realizados na Medicina Veterinária e outros ainda em estudo. Mas sem sombra de dúvida, a atenção dos donos, o reconhecimento dos sinais clínicos já citados e as visitas regulares ao Médico Veterinário ainda são a melhor forma de se diagnosticar precocemente o câncer.

A Dra. Sylvia Azevedo atende na Vet Care Laranjeiras. Para marcação de consultas, entrar em contato através dos telefones: 2285-9058, 2556-7786, 2556-4945, 3235-6525, 98123-8855 (whats app) ou pelo email secretaria@clinicavetcare.com.br.

 

 

 

 

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Você já ouviu falar em dirofilariose? Veja como você pode proteger seu animal contra esse temido verme

dirofilariose foto

Você sabia que o mosquito da Dengue, Aedes aegypti, é um dos mosquitos transmissores do Verme do Coração para os cães? E com o aumento da população de mosquitos no Rio de Janeiro, acreditamos que também ocorra um aumento dos casos de animais parasitados com esse verme tão perigoso para os nossos peludos.

A Dirofilariose, doença causada pelo verme do coração, é uma doença debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.

O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses). A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.

Os sinais clínicos e grau de infecção dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e consequentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa interligada a outra.

A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal de estimação esta com filaria, até que a doença esteja bem avançada . Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica digestiva).

É importante ressaltar que chegou ao Brasil uma medicação de aplicação anual, que faz a prevenção segura em animais adultos com apenas 1 dose de injeção subcutânea, substituindo a utilização dos preventivos mensais. Essa forma de prevenção é simples de ser feita e segura para o seu cão. Pode ser utilizada inclusive em cães da raça Collie sensíveis à ivermectina.

Consulte o seu veterinário para maiores esclarecimentos.

Dra. Renata Tostes Bastos

Intermação: o mal do verão

 

intermação

O verão chegou com tudo esse ano e, como nós, os nossos amiguinhos de quatro patas também sofrem com as altas temperaturas. Nessa época do ano temos muitos casos de intermação, principalmente em cães, que vão parar nas emergências com queixa de dificuldade respiratória, muitas vezes já entrando em agonia. E são bastante comuns os casos de morte por conta disso!

Mas você sabe o que é intermação? A intermação, também chamada de hipertermia maligna ou insolação, é o aumento da temperatura corporal causado pela alta temperatura ambiental. Isso acontece principalmente devido a exposição excessiva ao calor e umidade, que podem ocorrer por fatores climáticos como horário e tempo de exposição ou por fatores acidentais como ficar preso em carros ou quartos fechados sem ventilação ou por exercício intenso.

Os principais fatores de risco são a doença prévia respiratória, animais de pelagem escuro e extremos de idade sendo os mais idosos os que mais sofrem devido as doenças cardíacas pré-existentes e a menor/mais lenta resposta do organismo. Cães braquicefálicos (aqueles de focinho curto) também são mais predispostos a sofrerem a hipertermia.

Fique atento ao seu animalzinho quando ele apresentar sinais como respiração ofegante, hipersalivação, hipertermia, taquicardia, vômitos e diarreia com sangue, convulsões e tremores ou mesmo choque.  A primeira atitude a ser tomada nesses casos é banhar o animal com água, especialmente virilha, axilas e cabeça, e correr para o atendimento Veterinário mais próximo.

O ideal é não passear com os seus cãezinhos nos horários de maior calor, especialmente entre 10:00 e 16:00 tanto pela exposição ao sol como pela temperatura do solo que pode queimar suas patinhas, e não deixa-los em locais abafados e sem ventilação adequada. Lembrem-se também de que a oferta de água deve ser constante, e estar sempre fresca.

Dra. Flávia Graça Melo – Clínica geral da Vet Care