Você já ouviu falar em dirofilariose? Veja como você pode proteger seu animal contra esse temido verme

dirofilariose foto

Você sabia que o mosquito da Dengue, Aedes aegypti, é um dos mosquitos transmissores do Verme do Coração para os cães? E com o aumento da população de mosquitos no Rio de Janeiro, acreditamos que também ocorra um aumento dos casos de animais parasitados com esse verme tão perigoso para os nossos peludos.

A Dirofilariose, doença causada pelo verme do coração, é uma doença debilitante e potencialmente fatal para os cães. A causa desta doença é um verme a Dirofilaria immitis, que se aloja principalmente no ventrículo direito e a artéria pulmonar. O gato é ocasionalmente infectado.

O ciclo da Dirofilariose começa quando o mosquito ao se alimentar de um cão previamente infestado, recebe a microfilaria (ovos) através do sangue do cão. No mosquito a microfilaria se desenvolve em larva infestante (2 a 3 semanas), quando o mosquito for se alimentar novamente a larva penetra através do local da picada e ocorre um período de desenvolvimento da larva e uma migração até o coração esta fase toda demora entre 2 a 4 meses até que ao chegar no coração, a dirofilaria imatura se desenvolve em filaria adulta sexualmente ativa (num período de 2 meses). A partir daí havendo uma filaria de cada sexo, ocorre o acasalamento e as microfilarias (ovos) são liberadas na circulação sanguínea, onde um mosquito ao se alimentar recomeça todo o ciclo.

Os sinais clínicos e grau de infecção dependerão, entre outras coisas, da susceptibilidade individual de cada animal, assim como a duração e severidade da infecção. Quando as filarias adultas estão presentes, podem causar inflamação das paredes das artérias no pulmão, obstruindo vasos sanguíneos e consequentemente alterando o fornecimento sanguíneo aos órgãos vitais. A partir dai uma série de problemas vai se desenvolvendo uma coisa interligada a outra.

A maioria dos proprietários de cães não se dão conta que seu animal de estimação esta com filaria, até que a doença esteja bem avançada . Somente nos últimos estágios, quando a doença é difícil de se tratar, os animais apresentam os sintomas típicos da doença: tosse crônica (inicialmente seca), respiração difícil, apatia, fadiga (devido a qualquer pequeno esforço), perda de peso e abdômen distendido causado pelo acúmulo de líquido (ascite devido à doença cardíaca crônica digestiva).

É importante ressaltar que chegou ao Brasil uma medicação de aplicação anual, que faz a prevenção segura em animais adultos com apenas 1 dose de injeção subcutânea, substituindo a utilização dos preventivos mensais. Essa forma de prevenção é simples de ser feita e segura para o seu cão. Pode ser utilizada inclusive em cães da raça Collie sensíveis à ivermectina.

Consulte o seu veterinário para maiores esclarecimentos.

Dra. Renata Tostes Bastos

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