Arquivo mensal: fevereiro 2017

Saiba mais: Hiperadrenocorticismo

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Seu animal está bebendo muita água? Urinando muito? Comendo demais e ganhando peso? Ele pode ter uma doença chamada hiperadrenocorticismo.

O hiperadrenocorticismo, também chamado de síndrome de cushing, é uma doença que tem sido cada vez mais diagnosticada nos consultórios veterinários. Trata-se de uma alteração hormonal, onde o paciente produz em excesso um hormônio chamado cortisol. Esse hormônio é produzido no córtex da glândula adrenal, uma glândula que se localiza no abdômen, à frente do rim. O aumento de cortisol faz com que o animal tenha sinais clínicos como: aumento do apetite, da ingestão de água e da produção urinária, aumento do volume abdominal, ganho de peso, cansaço e intolerância ao exercício. O cãozinho acometido pode começar a ter dificuldade de subir no sofá, ter pressão alta e até ficar diabético.

Existem 2 formas espontâneas da doença:

  • Hiperadrenocorticismo hipófise dependente (HPD): é a maioria dos casos de hiperadrenocorticismo. Ocorre um tumor na hipófise (geralmente benigno), que produz em excesso um hormônio chamado ACTH. Esse hormônio irá estimular a glândula adrenal a produzir muito cortisol.
  • Hiperadrenocorticismo adrenal dependente (HAD): felizmente é a minoria dos casos e ocorre por um tumor na glândula adrenal (em sua maioria maligno), que produz cortisol em excesso.

Como então fazer para saber se o animal tem o hiperadrenocorticismo?  São necessários alguns exames como: check ups de função hepática e renal, lipidograma completo, ultrassonografia abdominal e, principalmente, os testes de função da glândula adrenal, uma vez que o cortisol basal não é utilizado na medicina veterinária como diagnóstico da doença. A partir desses testes também podemos diagnosticar na maioria das vezes o tipo de HAC que o animal possui e, a partir de então, instituímos o melhor tratamento.

Nos casos de Hiperadrenocorticismo hipófise dependente (HPD) o tratamento consiste em administrar medicações que irão diminuir a produção de cortisona. Já no caso dos tumores de adrenal, o tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, isso será definido com o médico veterinário especialista em endocrinologia a partir dos exames realizados pelo paciente.

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Existe um terceiro tipo de hiperadrenocorticismo que não poderíamos deixar de comentar aqui, que é o chamado hiperadrenocorticismo iatrogênico. Animais que fazem uso contínuo ou recorrente de cortisona (encontrado em pomadas, colírios, comprimidos e injeções) podem ter exatamente os mesmos sinais clínicos daqueles que produzem muita cortisona espontaneamente. Nesses casos, quando o animal para de usar a medicação os sinais clínicos desaparecem em algumas semanas ou meses, mas a medicação pode deixar sequelas graves, como diabetes e alterações no fígado. Além disso, quando administramos cortisona a um paciente, o organismo diminui a sua própria produção e, para a glândula voltar a produzir cortisona novamente, a medicação tem que ser retirada aos poucos. É imprescindível que essa retirada seja acompanhada por um médico veterinário, uma vez que a falta de cortisona também pode levar a outra doença grave e aguda, chamada de hipoadrenocorticismo.

Vale lembrar que, independente do tipo de hiperadrenocorticismo, o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo e bem monitorado conferem não só qualidade de vida ao paciente como aumento da expectativa de vida. Temos pacientes em tratamento há 8 anos e, felizmente, estão bem controlados e estáveis. Doença crônica não é sinônimo de morte, é sinônimo de um acompanhamento contínuo realizado pelo médico veterinário e com total colaboração do tutor do pet.

Dra. Flávia Braz – endocrinologia e dermatologia veterinária

Na Vet Care temos médicos especialistas na área de endocrinologia, que são sócios fundadores da ABEV e tem anos de experiência com essa e outras doenças hormonais. Além disso, realizamos todos os exames necessários para um diagnóstico preciso da doença. Por realizamos os exames dentro da nossa clínica, os resultados saem rapidamente e, consequentemente, podemos tratar os pacientes de forma mais rápida e segura. Nosso serviço de internação 24h nos dá todo suporte caso o animal apresente alguma intercorrência antes ou durante o tratamento.  

 

 

 

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Dicas para refrescar o seu cãozinho nesse verão!

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O verão faz com que os cães arquejem mais, fazendo com que a necessidade hídrica ofertada seja aumentada. Essas altas temperaturas da estação se superam a cada ano, e, portanto, fica mais difícil manter o bem estar dos nossos pets. Além de muita hidratação, tosa adequada e passeios em horários de temperatura mais amena, algumas dicas de petiscos refrescantes podem ajudar você nessa tarefa:

  • Os cães gostam de lamber gelo e brincar, então ofereça o gelo na cumbuca ou na própria vasilha de água de gelada, eles irão amar! Não se esqueça de efetuar trocas mais constantes da água;
  • Água de coco, congelada ou pequena quantidade por dia;
  • Outras opções são as frutas, as mais saboreadas são: Melancia, maçã, melão, pera, laranja, abacaxi e banana (sem as sementes). Que podem ser ofertadas in natura ou congeladas;
  • Sorvete Cremoso, fruta amassada com iogurte sem açúcar e congelada ou até mesmo triturada com água e congelada fazendo o delicioso sorbert.

Consulte sempre seu veterinário para saber o que seu pet pode consumir. E divirtam-se com novos sabores!

Dra. Clarissa Galvão – clínica geral e nutrição animal