Arquivo mensal: maio 2017

Os Gatos obesos e o risco da diabetes

gato obeso bebendo agua

A cada ano cresce o número de gatos em ambiente domiciliar e junto com este crescimento vemos aumentar também uma vilã silenciosa, que traz para esses adoráveis notáveis múltiplos problemas: a obesidade. Como são animais que tendem a ser menos ativos que cães seja por falta de estímulo por parte dos tutores, seja por ficarem restritos ao domicílio, nossos pets felinos tornam-se sedentários, e junto com o sedentarismo vem a obesidade.

Alguns dados já demonstram que cerca de 30 a 40% da população felina é considerada obesa, ou seja, apresentam mais de 30% do peso corporal considerado ideal. E a obesidade traz uma série de problemas, dentre eles, um que cresce igualmente, que é a diabetes.

A diabetes é uma doença multifatorial, e um dos fatores atribuídos a ela é justamente a obesidade. Vemos aumentando o número de pacientes felinos diabéticos por estarem com muitos quilinhos a mais.

Tanto a obesidade quanto a diabetes são doenças que atrapalham o bom funcionamento do figado, prejudicam os rins, diminuem a imunidade e a qualidade de vida de nossos bichanos. Por isso, não devemos descuidar do peso dos nossos amigos e o veterinário deverá ser o melhor parceiro na orientação sobre o peso e complicações atribuídas ao excesso dele!

Dr. Rodrigo Brum

Dr. Rodrigo é sócio fundador da ABEV (associação brasileira de endocrinologia veterinária) e Mestre em Ciências da Saúde. Ele atende no setor de Endocrinologia Veterinária da Clínica Vet Care às 3as e 5as feiras, mediante agendamento.

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O Hipotireoidismo e a Obesidade

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O hipotireoidismo é de fato conhecido por todos como uma das causas de ganho de peso em seres humanos. Mas será que o mesmo ocorre em cães? E como saber se isso está acontecendo?

Os hormônios da tireóide  são responsáveis por todo o metabolismo do corpo, seja ele humano ou animal. Esses hormônios, conhecidos por T3 e T4, ajudam o organismo a produzir energia e, com isso, queimar gordura. Então, a falta dos hormônios da tireóide fará com que o metabolismo energético trabalhe devagar, ocasionando um menor gasto de energia e o aumento de peso. Além disso, o ganho de peso se dá por causa do acúmulo de mucopolissacarídeos (cadeias de açúcar usadas na construção de tecidos) que, associados à retenção de água, produzem inchaço (chamado de mixedema).

Além do ganho de peso, os cães com hipotireoidismo apresentam outros sinais clínicos, como intolerância ao frio (muitas vezes procuram locais mais quentes para dormir nos dias mais frios), relutância em fazer exercícios, problemas de pele e pelagem (pelos foscos, quebradiços, queda de pelo e até falhas na pelagem), anemia e aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos.

Os exames de sangue mais utilizados no diagnóstico da doença são a dosagem de T4 livre pela técnica de diálise de equilíbrio e a dosagem de TSH. Outros exames hormonais podem ser solicitados a critério do médico veterinário que acompanha aquele animal.

O tratamento é simples, apenas é necessário que o paciente tome medicação diariamente, conforme a prescrição do médico veterinário. É importante ressaltar que os hipotireoideus gastam 15% menos energia do que os cães sadios se não estiverem tomando medicação, mas uma vez tratados com hormônio, eles voltam a ter um metabolismo normal.

E quanto à obesidade, o culpado é o hipotireoidismo? Cerca de 40% dos animais hipotireoideus são obesos, mas isso está muito mais relacionado ao excesso de alimentos aliado à diminuição de exercícios do que de fato à diminuição do metabolismo. Os hipotireoideus tem mais apetite e gastam menos energia, até fazem menos exercício, são mais letárgicos. Mas, uma vez tratando esses pacientes com a dose certa de hormônio, os mesmos perderão peso SE for associado ao tratamento uma alimentação hipocalórica e a prática de atividades físicas. Então, nada de culpar somente o hipotireoidismo pelo excesso de peso do seu pet, combinado?

Dra. Flávia Braz

Endorinologia e dermatologia veterinária

A Dra. Flávia Braz trabalha com endocrinologia há mais de 10 anos na Vet Care. Sua tese de mestrado foi com dosagem de hormônios da tireóide em cães sadios, por isso ela tem ampla experiência na área. Além disso, como a maioria dos hipotireoideus tem problemas de pele associados, seu conhecimento da dermatologia auxilia ainda mais no diagnóstico dessa doença.

OBESIDADE X COMPLICAÇÕES EM FELINOS

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Com passar do tempo, os felinos estão perdendo cada vez mais seu instinto caçador e tornando-se mais sedentários, juntamente a isso percebemos que a obesidade tem se tornado um fator cada vez mais comum em suas vidas. Com essa tendencia a uma vida totalmente caseira, é provável que o numero de gatos obesos aumente mais ainda futuramente. A obesidade já é o problema nutricional mais comum nos gatos e isso ocorre porque eles consomem mais calorias do que gastam. Em geral, é uma patologia facilmente diagnosticada durante a consulta anual de rotina.

A preocupação com excesso de peso não está relacionada somente a estética, ela ocasiona diversos problemas de saúde que podem diminuir a expectativa de vida dos gatos. Tais como:

  • Artropatias ou Osteopatias: as articulações ficam sobrecarregadas, gerando inflamação e dor, levando-os a reduzirem ainda mais seus movimentos normais.
  • Diabetes: com excesso de gordura do organismo, o pâncreas acaba entrando em exaustão e levando ao quadro, que por muitas vezes pode ser controlado através de uma boa dieta e exercícios, assim como em humanos.
  • Doenças urinárias: felinos deixam de se higienizar e também reduzem a micção, concentrando urina e causando infecções urinárias e obstruções.
  • Lipidose Hepática: umas das patologias mais comuns vistas na clinica médica de felinos, que pode ocorrer em gatos com condição corporal elevada sujeitos a um período prolongado de privação de alimento.

Os fatores de risco associados com a obesidade felina incluem fatores individuais, como o sexo, influência da castração, raça, inatividade física e fatores ambientais, como a presença presença de outros animais na casa e o tipo do ambiente que o animal vive.

A redução eficaz de peso e a manutenção do peso ideal dependem de muitos fatores, dentre eles a perda de peso gradual, com atenção à dieta, exercício e acompanhamento regular, como parte de um programa coordenado de controle de peso. O tratamento da obesidade baseia-se no aumento do gasto energético e diminuição da ingestão calórica. É imprescindível que o proprietário se conscientize da importância de sua participação nas ações do planejamento da redução de peso do animal, não fornecendo alimentação paralela à dieta estipulada e realizando corretamente a rotina de exercícios físicos.

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O controle do peso deve ser buscado antes do aparecimento das consequências relacionadas à obesidade. Frequentemente a obesidade não é causa de consulta médico veterinária, sendo as doenças secundárias o motivo do atendimento clínico, nestes casos fazendo-se necessário o tratamento da doença secundária e da obesidade. Uma das grandes causas de insucessos na redução do peso corporal se deve á incompreensão dos proprietários em aplicar corretamente o programa de emagrecimento por meio da restrição calórica, aumento da atividade física e tratamento das enfermidades secundárias.

Portanto, um rigoroso acompanhamento do programa de emagrecimento e exercícios deve ser feito com um profissional da área apto para um correto tratamento, alcançando a perda de peso e melhora do bem estar do animal.

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina da Clinica Vet Care

Obesidade X Ortopedia

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Obesidade e sua influência direta sobre os nossos pacientes ortopédicos.
As doenças osteoarticulares são muito frequentes na rotina de atendimento clínico de cães e gatos.
Essas patologias podem se manifestar de diversas formas, comprometendo tendões, ligamentos, articulações, ossos e musculatura.
Alguns fatores importantes podem desencadeá-las: idade, perfil da raça, carga genética, falta de exercícios, piso liso e obesidade, dentre outros.
Destacamos aqui o fator obesidade, pois, além de todos os problemas clínicos que ele pode causar ao nosso paciente (ex: Diabetes, cardiopatia etc), gera, também, uma sobrecarga significativa nas articulações do corpo do animal , (ex: joelho, quadril, cotovelo e coluna) são os principais problemas dentro da rotina de atendimentos, e sendo assim, podendo comprometer, qualquer prognóstico clínico/cirúrgico desses pacientes em questão.
É de extrema importância que as causas da obesidade do animal sejam investigadas pelo médico veterinário de confiança, e que sejam combatidas, zelando pelo bem estar animal.

Dr.Marcello – especialista em ortopedia na Clínica Vet Care