Arquivo mensal: agosto 2017

VAI VIAJAR COM SEU PET? O QUE É PRECISO?

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Se você está querendo viajar com seu pet, seja de carro, onibus ou avião, é importante que antes você o leve para uma consulta com seu medico veterinário para que todo o tramite de viagem seja explicado e o animal seja avaliado.

Viagens nacionais

Em voos nacionais dentro do Brasil, além do certificado veterinário você deverá apresentar a carteira de vacinação atualizada do animal, além de um certificado de vacinação antirrábica. No momento do embarque você deverá preencher um formulário de responsabilidade pelo transporte do animal. É importante que nas viagens de avião saiba-se quais regras a companhia aérea exige para o embarque do animal, para que não haja nenhum problema na sua viagem.

O certificado de vacinação antirrábica é exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina deve ter sido aplicada entre 30 dias e 1 ano antes da data de embarque. Filhotes com menos de 3 meses de idade que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, somente poderão embarcar com autorização expressa do veterinário responsável.

Para viagens de ônibus nacionais, faz-se necessário também  que o tutor tenha em mãos a carteira de vacinação em dia e o atestado médico veterinário.

 

Viagens Internacionais

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A documentação para voos internacionais varia de acordo com o país de destino, por isso fique de olho! Para saber quais são os documentos exigidos no país que você vai visitar, acesse o site do ministério da agricultura (http://www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao) ou consulte diretamente o consulado do país em questão. Você deverá apresentar os documentos em 2 vias: uma original e uma cópia para ser anexada à caixa de transporte. No embarque, você também deverá preencher um formulário de responsabilidade.

Entenda os documentos que alguns países exigem para sua viagem:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade varia conforme as regras de cada país.
  • Atestado de saúde: é emitido pelo veterinário e tem validade de 10 dias desde a emissão.
  • Carteira de vacinação: certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina precisa ser aplicada entre 30 dias e 1 ano antes do embarque. Filhotes com menos de 3 meses de vida e que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, só poderão embarcados com autorização expressa do veterinário.
  • Microchip/tatuagem: implantado no corpo do animal, tem um código alfanumérico de identificação. Alguns países exigem que seja feita a colocação de chip antes do embarque do animal.
  • Laudo de sorologia: uma amostra de sangue é enviada para análise de um dos 2 laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil (Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo e Instituto Pasteur) ou para outro laboratório igualmente credenciado pela Comunidade Europeia no exterior. A coleta do sangue do animal deve ser feita 90 dias antes do embarque.

 

    Em caso de duvidas, procure seu veterinário!!! Isso evita problemas durante a ida do seu companheiro para sua viagem tão esperada! Ele também irá te orientar quanto as medicações indicadas para cada viagem.

 

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

 

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A Síndrome de Addison e seu difícil diagnóstico

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Síndrome de Addison ou Hipoadrenocorticismo, são nomes grandes e um pouco complicados pra retratar uma disfunção hormonal de grande importância na Endocrinologia Veterinária, onde os pacientes que a apresentam tem um quadro agudo, caracterizado por vômitos, diarreia, tremores, falta de apetite, prostração e apatia. Esses sinais clínicos são comuns em diversas enfermidades e, por isso, muitas vezes demora-se a chegar ao diagnóstico.

A Doença de Addison diz respeito a uma baixa produção dos hormônios cortisol e aldosterona pelas glândulas adrenais. Na maioria das vezes a enfermidade acontece por conta de uma destruição promovida pelo próprio organismo sobre a região do córtex adrenal (mecanismo autoimune), acarretando a diminuição na produção destes hormônios, gerando os sintomas descritos acima .

É uma doença extremamente perigosa porque nela os níveis de sódio encontram-se reduzidos e os de potássio elevados, gerando diminuição da pressão e arritmia cardíaca consecutivamente, podendo facilmente levar ao óbito. Um pouco diferente da maioria das endocrinopatias, que aparecem geralmente em pacientes na sua fase adulta a idosos, esta é uma doença que geralmente acomete pacientes mais jovens. Mas atenção! Nossos amigos em fase adulta e geriátrica não estão isentos dela.

A síndrome de Addison pode também aparecer em pacientes que estejam em tratamento a base de Mitotano ou Trilostane, por isso é IMPRESCINDÍVEL o acompanhamento dos nossos animais por um especialista na área. E também pode ocorrer em animais que tomaram cortisona por muito tempo e que pararam de tomar repentinamente, sem fazer o “desmame” da droga.

A Síndrome de Addison por vezes  pode ser confundida com doença renal, uma vez que ela pode aumentar os níveis de ureia e creatinina, ou até mesmo com a famosa doença do carrapato, por diminuir a concentração de plaquetas. Logo, é de extrema importância o diagnóstico diferencial!

O profissional da endocrinologia será o mais indicado para pesquisar e tratar a doença. Infelizmente a doença não tem cura, mas uma vez diagnosticada, o paciente viverá bem e com qualidade de vida, sempre acompanhado de um especialista em endocrinologia, pois serão necessários medicações de uso contínuo (para repor os hormônios que não estão sendo produzidos) e exames periódicos para manter esse animal feliz e saudável.

Dr. Rodrigo Brum

endocrinologia – Vet Care

 

Você sabia que seu gato também pode ter asma?

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Seu gato tem apresentado alguns desses sinais?

  • chiado respiratório
  • tosses com muco
  • respiração difícil e possivelmente pela boca
  • apatia
  • coloração arroxeada da boca e focinho

Possivelmente ele pode estar apresentando a Asma Felina. Essa patologia é muito mais comum do que você imagina. Geralmente ela é desencadeada por uma hipersensibilidade a alérgenos ambientais, tais como: cigarro, poluição, ácaros, poeira, pólen de plantas, incenso, pó da areia da caixa sanitária … e se assemelha muito a asma brônquica em seres humanos.

A asma felina afeta cerca de 1% de toda população dos felinos, sendo que as raças Siamês e Himalaias, podem ter um risco ligeiramente aumentado se comparado com outras raças. É mais comum também de ocorrer em gatos entre 2 e 8anos de idade.

Como posso identificar a crise asmática no meu animal? 

     A crise aguda de asma começa com o aparecimento súbito de dificuldade respiratória, acompanhada de chiado e tosse. Isso acontece porque há uma contração súbita dos músculos lisos do pulmão que rodeiam os brônquios, são os chamados broncoespasmos, que levam a redução drastica da capacidade respiratória. Esse esforço para tentar respirar leva ao chiado que é ouvido quando o gato exala o ar, e geralmente é bem alto e pode ser ouvido facilmente pelo tutor.
Algumas posições são tomadas pelos felinos para facilitar a entrada de ar aos pulmões, sendo que as mais comuns delas podem ser vistas quando o gato senta-se com os ombros curvados ou deita-se com o peito para baixo e com a boca aberta, esforçando-se para respirar.  Essa dificuldade respiratória pode ser notada também pela coloração das gengivas e língua, que ficam azuladas (roxas) devido à falta de oxigênio.

 

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Meu gatinho corre risco ? O que fazer?

A Asma Felina é uma doença crônica e não contagiosa, que pode ter ataques recorrentes. Logo retirar o alérgeno do ambiente, é o ideal para a cura ou controle, porém, muitas vezes será difícil de identifica-lo para que isso seja feito. Em casos agudos, em que a respiração é muito dificultosa, o gato asmático deverá ser internado na clinica veterinária para tratamento urgente com suplementação de oxigênio e sedação, para que haja maior aporte de oxigênio.

Quando as crises são mais leves, muitas vezes podem ser controladas com doses de cortisona oral ou por inalação. A dose e frequência do medicamento deve ser instituído pelo Médico Veterinário para evitar a dependência e efeitos colaterais. Se a crise de asma é sazonal, causadas por certos polens, poeira e poluição mais comuns no inverno, o gato pode precisar de medicação apenas nessa época do ano.

Portanto, fique de olho no seu companheiro, principalmente nesta época do ano que é de maior incidência da doença,  e se for preciso leve-o para uma avaliação com seu veterinário. E lembre-se que a prevenção da Asma Felina, começa com evitando os alérgenos ambientais.

 

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina da Clínica Vet Care