Arquivo mensal: novembro 2017

LINFOMA EM FELINOS

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Linfoma é uma das neoplasias comumente diagnosticada em felinos, sendo responsável por 1/3 de todas neoplasias felinas e por 90% de todas as neoplasias hematopoiéticas felinas. É um tumor que tem origem no tecido linfoide e sua classificação varia de acordo com o tecido acometido, alguns estudos dividem o linfoma em quatro grupos: alimentar, mediastinal, multicêntrico e extra-nodal. A forma anatômica mais comum de linfoma é a do trato digestivo ou alimentar,  seguida pelas formas mediastínica e multicêntrica (hepatoesplenomegalia e linfadenopatia generalizada).

Acredita-se que haja uma correlação da patologia com o vírus da leucemia felina (Felv), embora relatos mais recentes tenham demonstrado que apenas 25% dos gatos com linfoma são positivos para Felv, sendo o mais comum nestes casos o linfoma mediastinal.  O risco de ocorrência de linfoma é também maior em gatos com imunodeficiência felina (Fiv).

Geralmente, acomete os felinos na idade entre 8 a 10 anos, sendo que em pacientes Felv positivos, a doença surge mais precocemente (idade média de aproximadamente 3 anos) do que em gatos negativos para Felv .

Os sinais clínicos desta neoplasia são diversos e as vezes inespecíficos como:  falta de apetite, vômito, dificuldade para respirar, urinação excessiva e anemia. Estão relacionados com o local anatômico em que a patologia se desenvolve, então os animais podem demonstrar sinais gastrointestinais, nervosos, cardiovasculares, renais e ainda síndromes paraneoplásicas.

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O diagnóstico é baseado no histórico e evidências físicas do animal, que por muitas vezes são inespecíficas tais como perda de peso, vômitos, aumento de linfonodos periféricos, e alterações relacionadas com o tipo de linfoma apresentado.  No caso de suspeita de linfoma, uma avaliação completa do animal é necessária, e esta envolve: histórico completo, exame físico meticuloso, exames de sangue, imagem e as vezes faz-se necessário também biopsia e imuno-histoquímica do tecido acometido. O diagnóstico diferencial entre a doença inflamatória intestinal e o linfoma alimentar também é muito importante para que se dê inicio ao tratamento adequado.

Quando não tratado, as chances de sobrevivência dos felinos são pequenas, mas com tratamento, é possível aumentar a chance e a qualidade de vida de seu animal. O tratamento mais comum para linfoma é a quimioterapia e em alguns casos, radioterapia. Normalmente a quimioterapia tem resultados positivos, aumentando a longevidade dos gatos em 70% do tempo estimado sem o tratamento. Lembrando-se que a qualidade de vida do animal é sempre o maior objetivo.

Consulte seu veterinário para ver as opções viáveis de tratamento e escolher a que se adeque melhor ao estilo de vida do seu animal.

 

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina 

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