Arquivo mensal: janeiro 2019

DISRUPTORES ENDÓCRINOS. Do que se trata isso?

O Hipertireoidismo Felino você certamente já ouviu falar. Mas e DISRUPTORES ENDÓCRINOS? 
O nome é complicado mas de fácil entendimento. 

Disruptores endócrinos são substâncias que interferem na via de controle hormonal. Pasmem, mas elas podem ser encontradas em alimentos, pesticidas, herbicidas, estofados, solo e até poeira do ambiente 😮😮😮😮. Elas são capazes de interferir diretamente na produção de hormônios! O Hipertireoidismo Felino não tem causas muito bem elucidadas, mas sabemos que alguns fatores de risco estão envolvidos. E olha só, alterações hormonais não só para nossos felinos não, pra gente também!! Só pra se ter noção, alguns alimentos enlatados, produtos para controle de ectoparasitas (como pulgas), produtos eletrônicos, e até água não filtrada podem conter tais substâncias e levar ao aparecimento do Hipertireoidismo em gatos. 

Vale lembrar que os principais sintomas do excesso de produção de hormônio da tireoide (Hipertireoidismo) incluem aumento do consumo de água, aumento da fome, perda de peso, aumento da frequência urinária! Se liga em algumas dicas para tentar evitar que seu felino desenvolva na vida adulta o Hipertireoidismo:

– evite alimentos enlatados. O forro das latas podem conter uma substância química conhecida como Bisfenol, que funciona como um disruptor endócrino, estando como fator de risco para o aparecimento do hipertireoidismo felino;

– preconize utilizar comedouros e bebedouros de vidro ou cerâmica. Os de plástico também podem conter Bisfenol;

– ofereça água filtrada de preferência;

– cuidado com o uso contínuo de ectoparasiticidas (produtos para pulgas). Estes também são considerados como fatores de risco ao hipertireoidismo;

– evite uso de areias com desodorizantes, preconize utilizar material natural;

– tente manter ao máximo a casa limpa, dado que esses compostos (disruptores) já foram encontrados até mesmo em poeira domiciliar.

Mas se seu bichano apresenta sintomas de hipertireoidismo procure pelo atendimento de um Endocrinologista Veterinário!

Dr. Rodrigo Brum Lopes – especialista em endocrinologia Veterinaria e sócio fundador da ABEV

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Uso de repelentes no Verão!

Você sabia que insetos e parasitos hematófagos (que se alimentam de sangue) se reproduzem principalmente no verão?

Isso ocorre porque nos últimos e primeiros meses do ano temos maior incidência de chuvas, tornando os dias mais quentes e úmidos, condições favoráveis para o desenvolvimento de ovos e larvas de espécies de mosquistos, pulgas e carrapatos. Consequentemente, temos maiores índices de infestações em ambientes tornando cães, gatos e o próprio homem mais expostos.

Engana-se quem acredita que apenas humanos devem evitar picadas de mosquito devido a epidemias urbanas comuns como dengue, zica e chikungunya. Algumas espécies muito comuns de mosquito também transmitem doenças aos nossos pets, dentre elas podemos citar a Dirofilariose (o famoso verme do coração) e Leishmaniose, ambas com potencial de levar o animal doente a óbito se não forem tratadas.

 

Quando pensamos em pulgas e carrapatos, logo relacionamos a cães ou gatos com intensa coceira, não é? Além do estresse e incômodo, esses parasitos são transmissores de inúmeras patologias graves como a pouco conhecida doença de Lyme, febre maculosa e a famosa doença do carrapato que podem causar a morte. Vale lembrar que uma única picada do parasito é suficiente para que haja infecção, então o cuidado sempre deve ser dobrado quando se trata de prevenção.

 

Infelizmente não há eficácia comprovada de receitas caseiras, porém existem diversas opções no mercado pet de produtos profiláticos, de diferentes mecanismos de ação e duração. Pipetas, shampoos, comprimidos, coleiras repelentes, sprays, dentre outros que podem inclusive ser associados de forma a complementar o cuidado.

 

Quer saber proteger o seu melhor amigo? Procure o seu médico veterinário, ele irá lhe orientar sobre o método que melhor se adapta a você e ao seu peludo! De acordo com seus hábitos, idade do seu pet, raça e sua disponibilidade para administração do repelente de escolha.

Prevenção é sempre o melhor remédio!

Dra. Ana Claudia Vieira – Clínica Geral e Intensivista

 

VOCÊ SABIA QUE SEU PET TAMBÉM PRECISA USAR FILTRO SOLAR?

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Não sabia? É verdade! Cães e gatos, assim como nós, também precisam de proteção solar. Muitas raças possuem a pele sensível e sofrem danos causados pela exposição excessiva às radiações solares. Isso acontece principalmente nos animais albinos, de pele clara, despigmentada e com pouca cobertura pilosa, podem sofrer queimaduras solares e desenvolver sérios problemas dermatológicos.

Algumas dermatopatias (doenças de pele) estão relacionadas diretamente com o fato dos animais ficarem expostos à radiação ultravioleta (UV). Processos inflamatórios resultantes da exposição aos raios UV incluem liberação de ácido araquidônico e seus metabólitos, aumento de radicais livres e danos celulares imediatos e tardios. Uma das consequências mais graves da dermatite causada pela exposição prolongada à radiação solar é a lesão pré-cancerígena chamada de ceratose actínica e, em casos mais avançados, o carcinoma espinocelular ou câncer de pele, assim como acontece em nós humanos.

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Quais animais precisam de Protetor Solar?

Alguns animais são mais sensíveis à radiação solar, portanto precisarão de uma maior proteção. Estão inclusos nesse grupo de animais raças com histórico de câncer de pele ou outros problemas cutâneos; os animais albinos ou com algum tipo de despigmentação, e os com pouco pelo.

As áreas mais afetadas são as orelhas e o focinho, pois ficam mais expostos ao sol do que as demais, e por isso a atenção deve ser redobrada! Entretanto,  algumas raças desenvolvem melanoma ou dermatites causadas pelo sol, também na região do tronco.

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No caso dos cães, as raças mais predispostas são Boxer da cor branca, Dálmata, Wippet, Stattfordshire Terrier americano e o Bull Terrier da cor branca. E quando falamos dos felinos, gatos pelados, como da raça Sphynx, precisam usar protetor solar diariamente em todo o corpo, mesmo que ele não saia de casa, eles precisam ser protegidos de forma especial, pois ele não possui nenhuma proteção natural contra as agressões do sol na pele. Além é claro, dos gatinhos de cor branca que também precisarão de uma atenção especial com o sol, pois quanto mais claro forem os pelos do animal, mais intensificada deve ser a proteção pelo corpo todo.

O meu protetor solar, serve para o meu animal?

O protetor usado por seres humanos pode ser passado também nos cães e gatos, mas em caso de prescrição veterinária. Entretanto, existem protetores solares de fatoração 30 fabricados exatamente para as especificações dos animais, com uma fórmula que evita alergias e coceiras, sendo por esse motivo mais recomendável.

É importante conferir se o protetor solar é a prova de água e de rápida absorção, e se não ficam muito pegajosos, pois pode incomodar seu pet. É necessário, que o animal não se lamba logo após a aplicação do produto, até que ele seja absorvido e suas propriedades à prova de água façam efeito. Daí também a importância de comprar uma formulação exclusiva para cães e gatos, porque seu animal deve ser protegido de uma ingestão acidental do produto, o que é muito provável.

     Dicas para você proteger seu amigo:

  • Aposte em produtos de uso veterinário com fator de proteção solar de, no mínimo, 30 – principalmente nas regiões mais quentes do Brasil.
  • Na falta de um protetor solar de uso pet, vale o nosso filtro mesmo — desde que seja resistente à água, sem perfume e hipoalergênico.
  • Passe o creme nas áreas sem pelo: barriga, orelha e na ponta do focinho.
  • Não recomenda-se expor animal ao sol entre os horarios de 10 e 16 horas (nas cidades com horário de Verão, é indicado após as 19 horas, quando o sol já está se pondo) – principalmente se ele for de uma raça mais suscetível ao câncer de pele.

Com essas dicas tenho certeza que você irá proteger bem seu peludo da radiação solar, e ter um Verão de muitos passeios felizes, mas colocando a saúde sempre em primeiro lugar!

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina