Arquivo mensal: janeiro 2019

Dislipidemias – Você já ouviu esse nome antes?

Dislipidemia: Nome grande que talvez você nunca tenha ouvido falar. E colesterol? Triglicerídeos talvez? Agora soou mais familiar, não? A dislipidemia é a alteração no metabolismo dos lipídeos (gordura), podendo gerar aumento (mais comum) ou diminuição dos níveis de colesterol e/ou triglicerídeos. Os casos mais frequentes de dislipidemias são as Hiperlipidemias. 

Hiperlipidemia é um termo que diz respeito ao aumento no sangue de colesterol e/ou triglicerídeos. Isso mesmo. Enquanto humanos, não somos espécie exclusiva a apresentar tal alteração, cães e gatos também podem apresentá-la. Existem algumas classificações de Hiperlipidemias. Das mais comuns temos a pós-prandial, que é fisiológica, ocorrendo após a alimentação e se resolve num período que varia de 2 a 12 horas (daí a importância de jejum alimentar para alguns exames); a primária, que ocorre por defeitos congênitos no metabolismo dos lipídeos. Para esta última chamamos atenção para raças como Schnauzer que apresentam certa predisposição. Existe também a hiperlipidemia secundária, que pode acontecer por conta de distúrbios hormonais (como diabetes, hiperadrenocorticismo, hipotireoidismo) ou até mesmo uso de certas medicações e aqui podemos citar como exemplo a famosa cortisona e até mesmo anticonvulsivantes.

Alguns sinais clínicos podem estar associados a essa alteração como vômitos, diarreia, dor abdominal, cegueira, convulsões. Alguns pacientes podem desenvolver inclusive uma doença que é extremamente grave em consequência da hiperlipidemia: a pancreatite!!

O diagnóstico é feito a partir da dosagem no sangue das concentrações de colesterol e triglicerídeos do paciente. Mas uma vez detectada alteração, o que fazer? Deve-se iniciar tratamento e o “pulo do gato” é saber qual o tipo de hiperlipidemia que seu animal está apresentando! Ou seja, restringir apenas a medicar o animal não é suficiente. É preciso saber a causa para melhor tratar, controlar e até evitar que ele volte a apresentar novamente!

E você? Sabe como anda o nível de gordura de seu melhor amigo?

Dr. Rodrigo Brum Lopes – especialista em endocrinologia Veterinaria da Vet Care e sócio fundador da ABEV

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INTERMAÇÃO – o mal do Verão!

É fato que o verão é a estação do ano preferida da maioria das pessoas, não é mesmo? Férias, praia, piscina, horário de verão… Mas infelizmente nos acompanhando em nossa curtição ou não, nossos cães e gatos sofrem e muito com elevadas temperaturas bem frequentes nessa época do ano. Nossos melhores amigos podem apresentar sinais de intermação dentro de casa, mas são nos passeios que o pior pode acontecer. Nesse período aumenta o número de atendimentos emergenciais principalmente de cães que foram expostos ao calor excessivo, muitos deles vindo a óbito.

O que é intermação?

Intermação é conhecida em inglês como “Heat Stroke”, ou seja, é o colapso pelo calor.

Este colapso pode acontecer em basicamente 3 situações:

  • quando o animal produz muito calor como por exemplo ao se exercitar, em passeios longos e/ou exercícios intensos
  • quando submetidos a uma situação de muito estresse, quando ficam sozinhos em casa por exemplo
  • quando está num ambiente muito quente

Uma combinação de exercícios prolongados e/ou intensos ou uma situação de muito estresse em um dia muito quente, pode ser fatal para os nossos peludos.

Mas por que isso ocorre?

Cães e gatos possuem um mecanismo de termorregulação diferente e menos eficiente que o nosso.

Por não possuírem glândulas sudoríparas pelo corpo (apenas em coxins e nariz), eles não podem perder calor na forma de suor como o homem. A perda de calor ocorre principalmente pela respiração, por isso vemos nossos cães e também os gatos respirando de boca aberta. Sim! Essa é forma deles trocarem calor. 

Por isso, atenção! Nesta época do ano, de muito calor mesmo nos horários mais “frescos” do dia, temos que evitar o uso de focinheiras, pois isso dificulta ainda mais essa troca.

Além disso, é sabido também que outros fatores podem contribuir para o quadro de intermação, tais como: 

  • A obstrução das vias aéreas superiores, que reduz a perda de calor , que ocorre principalmente nas raças braquicefálicas, como: Bulldogs, Pugs, Boxers, Persas, Exóticos… 
  • A obesidade prejudica dissipação de calor em virtude dos efeitos isolantes da gordura
    corpórea
  • Animais com pelagem longa, escura e espessa, e aqueles que vivem em ambientes confinados ou em áreas fechadas

Como podemos evitar?

Basta lembrar que eles são mais sensíveis que nós e fugir de situações de calor extremo. Desta forma, devemos:

  • evitar uso de roupas e/ou focinheiras,
  • passear apenas no período da manhã (antes de 9h) e após o final da tarde (a partir de 18h)
  • oferecer sempre água fresca e abundante
  • mantê-los em ambientes arejados fora do sol de locais que retenham calor com facilidade (garagens por exemplo)
  • nunca deixá-los esperando dentro do carro sem que o ar condicionado esteja ligado
  • aumentar a frequência dos banhos

Como identificar que meu cão está com intermação?

Depende do nível de gravidade. Em muitos casos o animal se mostra exausto e com a respiração muito ofegante, ainda que esteja em repouso já há algum tempo. Em situações extremas, pode haver perda de consciência que pode inclusive evoluir ao óbito.

Nos estágios iniciais da intermação, podemos perceber:

  • Mucosas: podem estar hiperêmicas ou congestas (devido à vasodilatação periférica)
  • Freqüência cardíaca: taquicardia compensatória (devido ao quadro de hipotensão)
  • Hipersalivação
  • Respiração acelerada (taquipnéia) e com boca aberta
  • Agitação
  • Desidratação

E nos estágios mais avançados:

  • Vômitos
  • Diarréias
  • Palidez de mucosas
  • Pouca produção de urina, e esta possivelmente mais concentrada, podendo apresentar sangue vivo
  • Letargia
  • Tremores ou até mesmo convulsões 
  • Desmaios

O que devo fazer se isso acontecer com o meu cão/gato?

Refresque-o imediatamente (envolvendo-o com uma toalha molhada) e corra para o médico veterinário mais próximo! Apenas ele poderá avaliar o quadro de maneira mais técnica e adotar as medidas necessárias para estabilizar o paciente.

Dra.Ana Claudia Vieira – Clinica Geral e Intensivista 

Já ouviu falar em Leishmaniose?

Leishmaniose Visceral, é uma zoonose, ou seja, é transmitida do homem para os animais e vice-versa, que está novamente aparecendo no Brasil. É considerada um grande problema de saúde pública, e é causada pelo protozoário Leishmania chagasi.

Como é a transmissão?

Sua transmissão acontece por meio da picada de um inseto infectado, o mosquito palha. Este, pica um indivíduo infectado e inocula o protozoário em outro sadio, disseminando a doença.

Apesar da leishmaniose já ser comprovadamente transmitida para os gatos, entre os animais domésticos, os cães são os mais acometidos, sendo a doença denominada Leishmaniose Visceral Canina.

Quais são as áreas mais afetadas no Brasil?

Nas grandes cidades, o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção e os casos caninos tem precedido a ocorrência em humanos, onde a infecção em cães tem sido mais prevalente do que no homem.

É uma endemia em franca expansão geográfica, sua incidência é elevada nos países em desenvolvimento e os aspectos sociais, econômicos e ambientais são determinantes para sua manutenção e propagação.

Já foi relatada em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, desta forma, se faz necessário o conhecimento da população sobre a doença, uma vez que a educação pode ser compreendida, como ponto de partida para o entendimento da importância dessa doença, visando assim a identificação de animais doentes e o controle da sua disseminação em sua comunidade.

Mas o que o meu cão pode apresentar como sinais?

Os sinais podem ser os mais variados como:

·         emagrecimento progressivo, aumento dos gânglios linfáticos, úlceras e descamação da derme (pele) do animal, crescimento exacerbado das unhas, anemia, atrofia muscular sangramento nasal

Além disso pode acometer severamente os órgãos, como: alterações nos rins, aumento do fígado e problemas articulares.
Como pode ser visto, os sinais clínicos são inespecíficos e abrangentes, o que dificulta o seu diagnóstico e torna a doença ainda mais preocupante.

Existe tratamento para a Leishmaniose?

Hoje a Leishmaniose canina tem tratamento, mas não a cura, portanto a prevenção é o melhor para o seu cão.

O uso de inseticidas, tem sido bastante eficaz em muitos casos. Os mosquitos em sua maioria, assim como o Feblótomo, tem o habito noturno. É aconselhável que os tutores de cães levem seus animais para dormirem em locais telados, com coleira para prevenir picadas e, se possível, com repelentes.

Alem disso, faça a vacinação do seu cão contra Leishmaniose e sempre o acompanhe com o médico veterinário de confiança!

Fique de olho! A leishmaniose é uma doença muito importante e que atualmente merece uma atenção especial!

 

Dra.Flavia Clare – Especialista em Dermatologia Veterinaria.

Calor X Raças Braquicefálicas

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Neste Verão, lembramos aos tutores dos nossos apaixonantes braquicefálicos (animais de focinho curto), como Bulldogs, Shih Tzu, Boxer, Pug e os gatos das raças Himalaia, Persa, Exótico, entre outros, que a atenção é redobrada com o calor em nossa cidade!

Esses animais, por apresentarem o focinho achatado, têm grande dificuldade em fazer trocas gasosas, devido ao estreitamento das vias aéreas. A troca de calor/liberação de calor que é feita nos processos de inspiração e expiração, é extremamente dificultada, levando aos nossos amigos a terem aumento de temperatura corporal. Isso faz com que ocorram problemas como: desmaios e intermação, afetando o sistema cardiorrespiratório e hematológico desses pacientes.

Atualmente, uma solução para melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes braquicefálicos, é o procedimento cirúrgico de rinoplastia.

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Como??? Plástica no nariz do meu peludo??? SIM, pois nossos amigos de focinho curto, que fazem muito esforço inspiratório para levar o ar até o pulmão, conseguem respirar muito melhor! Desta forma, minimizamos a progressão das alterações de vias aéreas, diminuindo também alterações secundárias, como: problemas gastrointestinais, podendo evitar inclusive em alguns casos, até mesmo a morte súbita. Já é comprovado, que o procedimento de rinoplastia gera aumento da expectativa de vida nos animais submetidos a ele.

Mas o animais que ainda não têm a rinoplastia feita, algumas medidas devem ser preconizadas, para evitar que hiperaqueçam em dias de muito calor, tais como:

  • realizar os passeios nos horários mais frescos do dia: antes das 9h e após as 19 horas da noite
  • ter grande oferta de água fresca sempre
  • deixa-los sempre em ambientes frescos, se possível com ventiladores ou ar condicionado
  • dar banhos frios nos dias quentes, e deixá-los secar naturalmente

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Se, ao passear com seu pet, perceber que ele está demonstrando letargia, olhar desanimado, respiração ofegante, língua de coloração arroxeada e fraqueza muscular, procure imediatamente a nossa equipe, pois isso pode ser fatal!

Preze pela qualidade de vida do seu cão,eles podem respirar melhor!!!!

Dr.Ivan Gregório – Clinico Geral e Intensivista Veterinário 

DISRUPTORES ENDÓCRINOS. Do que se trata isso?

O Hipertireoidismo Felino você certamente já ouviu falar. Mas e DISRUPTORES ENDÓCRINOS? 
O nome é complicado mas de fácil entendimento. 

Disruptores endócrinos são substâncias que interferem na via de controle hormonal. Pasmem, mas elas podem ser encontradas em alimentos, pesticidas, herbicidas, estofados, solo e até poeira do ambiente 😮😮😮😮. Elas são capazes de interferir diretamente na produção de hormônios! O Hipertireoidismo Felino não tem causas muito bem elucidadas, mas sabemos que alguns fatores de risco estão envolvidos. E olha só, alterações hormonais não só para nossos felinos não, pra gente também!! Só pra se ter noção, alguns alimentos enlatados, produtos para controle de ectoparasitas (como pulgas), produtos eletrônicos, e até água não filtrada podem conter tais substâncias e levar ao aparecimento do Hipertireoidismo em gatos. 

Vale lembrar que os principais sintomas do excesso de produção de hormônio da tireoide (Hipertireoidismo) incluem aumento do consumo de água, aumento da fome, perda de peso, aumento da frequência urinária! Se liga em algumas dicas para tentar evitar que seu felino desenvolva na vida adulta o Hipertireoidismo:

– evite alimentos enlatados. O forro das latas podem conter uma substância química conhecida como Bisfenol, que funciona como um disruptor endócrino, estando como fator de risco para o aparecimento do hipertireoidismo felino;

– preconize utilizar comedouros e bebedouros de vidro ou cerâmica. Os de plástico também podem conter Bisfenol;

– ofereça água filtrada de preferência;

– cuidado com o uso contínuo de ectoparasiticidas (produtos para pulgas). Estes também são considerados como fatores de risco ao hipertireoidismo;

– evite uso de areias com desodorizantes, preconize utilizar material natural;

– tente manter ao máximo a casa limpa, dado que esses compostos (disruptores) já foram encontrados até mesmo em poeira domiciliar.

Mas se seu bichano apresenta sintomas de hipertireoidismo procure pelo atendimento de um Endocrinologista Veterinário!

Dr. Rodrigo Brum Lopes – especialista em endocrinologia Veterinaria e sócio fundador da ABEV

Uso de repelentes no Verão!

Você sabia que insetos e parasitos hematófagos (que se alimentam de sangue) se reproduzem principalmente no verão?

Isso ocorre porque nos últimos e primeiros meses do ano temos maior incidência de chuvas, tornando os dias mais quentes e úmidos, condições favoráveis para o desenvolvimento de ovos e larvas de espécies de mosquistos, pulgas e carrapatos. Consequentemente, temos maiores índices de infestações em ambientes tornando cães, gatos e o próprio homem mais expostos.

Engana-se quem acredita que apenas humanos devem evitar picadas de mosquito devido a epidemias urbanas comuns como dengue, zica e chikungunya. Algumas espécies muito comuns de mosquito também transmitem doenças aos nossos pets, dentre elas podemos citar a Dirofilariose (o famoso verme do coração) e Leishmaniose, ambas com potencial de levar o animal doente a óbito se não forem tratadas.

 

Quando pensamos em pulgas e carrapatos, logo relacionamos a cães ou gatos com intensa coceira, não é? Além do estresse e incômodo, esses parasitos são transmissores de inúmeras patologias graves como a pouco conhecida doença de Lyme, febre maculosa e a famosa doença do carrapato que podem causar a morte. Vale lembrar que uma única picada do parasito é suficiente para que haja infecção, então o cuidado sempre deve ser dobrado quando se trata de prevenção.

 

Infelizmente não há eficácia comprovada de receitas caseiras, porém existem diversas opções no mercado pet de produtos profiláticos, de diferentes mecanismos de ação e duração. Pipetas, shampoos, comprimidos, coleiras repelentes, sprays, dentre outros que podem inclusive ser associados de forma a complementar o cuidado.

 

Quer saber proteger o seu melhor amigo? Procure o seu médico veterinário, ele irá lhe orientar sobre o método que melhor se adapta a você e ao seu peludo! De acordo com seus hábitos, idade do seu pet, raça e sua disponibilidade para administração do repelente de escolha.

Prevenção é sempre o melhor remédio!

Dra. Ana Claudia Vieira – Clínica Geral e Intensivista

 

VOCÊ SABIA QUE SEU PET TAMBÉM PRECISA USAR FILTRO SOLAR?

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Não sabia? É verdade! Cães e gatos, assim como nós, também precisam de proteção solar. Muitas raças possuem a pele sensível e sofrem danos causados pela exposição excessiva às radiações solares. Isso acontece principalmente nos animais albinos, de pele clara, despigmentada e com pouca cobertura pilosa, podem sofrer queimaduras solares e desenvolver sérios problemas dermatológicos.

Algumas dermatopatias (doenças de pele) estão relacionadas diretamente com o fato dos animais ficarem expostos à radiação ultravioleta (UV). Processos inflamatórios resultantes da exposição aos raios UV incluem liberação de ácido araquidônico e seus metabólitos, aumento de radicais livres e danos celulares imediatos e tardios. Uma das consequências mais graves da dermatite causada pela exposição prolongada à radiação solar é a lesão pré-cancerígena chamada de ceratose actínica e, em casos mais avançados, o carcinoma espinocelular ou câncer de pele, assim como acontece em nós humanos.

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Quais animais precisam de Protetor Solar?

Alguns animais são mais sensíveis à radiação solar, portanto precisarão de uma maior proteção. Estão inclusos nesse grupo de animais raças com histórico de câncer de pele ou outros problemas cutâneos; os animais albinos ou com algum tipo de despigmentação, e os com pouco pelo.

As áreas mais afetadas são as orelhas e o focinho, pois ficam mais expostos ao sol do que as demais, e por isso a atenção deve ser redobrada! Entretanto,  algumas raças desenvolvem melanoma ou dermatites causadas pelo sol, também na região do tronco.

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No caso dos cães, as raças mais predispostas são Boxer da cor branca, Dálmata, Wippet, Stattfordshire Terrier americano e o Bull Terrier da cor branca. E quando falamos dos felinos, gatos pelados, como da raça Sphynx, precisam usar protetor solar diariamente em todo o corpo, mesmo que ele não saia de casa, eles precisam ser protegidos de forma especial, pois ele não possui nenhuma proteção natural contra as agressões do sol na pele. Além é claro, dos gatinhos de cor branca que também precisarão de uma atenção especial com o sol, pois quanto mais claro forem os pelos do animal, mais intensificada deve ser a proteção pelo corpo todo.

O meu protetor solar, serve para o meu animal?

O protetor usado por seres humanos pode ser passado também nos cães e gatos, mas em caso de prescrição veterinária. Entretanto, existem protetores solares de fatoração 30 fabricados exatamente para as especificações dos animais, com uma fórmula que evita alergias e coceiras, sendo por esse motivo mais recomendável.

É importante conferir se o protetor solar é a prova de água e de rápida absorção, e se não ficam muito pegajosos, pois pode incomodar seu pet. É necessário, que o animal não se lamba logo após a aplicação do produto, até que ele seja absorvido e suas propriedades à prova de água façam efeito. Daí também a importância de comprar uma formulação exclusiva para cães e gatos, porque seu animal deve ser protegido de uma ingestão acidental do produto, o que é muito provável.

     Dicas para você proteger seu amigo:

  • Aposte em produtos de uso veterinário com fator de proteção solar de, no mínimo, 30 – principalmente nas regiões mais quentes do Brasil.
  • Na falta de um protetor solar de uso pet, vale o nosso filtro mesmo — desde que seja resistente à água, sem perfume e hipoalergênico.
  • Passe o creme nas áreas sem pelo: barriga, orelha e na ponta do focinho.
  • Não recomenda-se expor animal ao sol entre os horarios de 10 e 16 horas (nas cidades com horário de Verão, é indicado após as 19 horas, quando o sol já está se pondo) – principalmente se ele for de uma raça mais suscetível ao câncer de pele.

Com essas dicas tenho certeza que você irá proteger bem seu peludo da radiação solar, e ter um Verão de muitos passeios felizes, mas colocando a saúde sempre em primeiro lugar!

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina