Arquivo mensal: fevereiro 2019

Ganhou um gatinho? Dicas de como adaptá-lo da melhor forma no novo lar!

cat_christmas_gift_2014

Está pensando em chegar com um novo integrante da família em casa? Então fique ligado em algumas dicas que podem ser muito úteis para que todo esse processo seja feito com muito sucesso e sem estresse.

 

Sabemos que ter gatinho, é um vício não é mesmo? A grande maioria dos tutores que adotam ou compram um peludinho, acabam se encantando com o mundo felino, e acabam tendo como “desculpa” pegar mais unzinho para fazer companhia… (rs) Quem nunca?! 😉

Porém, devemos ter em mente, que a maioria dos gatos gostam e se adaptam bem à companhia de outros congêneres, mas isso é a maioria, não todos. Um gato adulto costuma rejuvenescer quando introduzimos um novo gatinho em casa, mesmo que no início fique um pouco esquivo e até zangado, em pouco tempo vai brincar com o seu novo irmão ou irmã, com a sua curiosidade renovada e a sua energia recarregada. Em contrapartida, existem gatos que são mais solitários e territorialistas, e não se adaptam bem… mostram-se muito ciumentos e até mesmo agressivos com a chegada de um novo membro na família e  podem não estabelecer uma boa relação com este. Então, todo cuidado nesta nova introdução, é bem-vindo.

Lembrado, que antes mesmo de levar o novo gatinho para casa, a primeira medida a ser feita é levá-lo no seu veterinário de confiança para que seja avaliado, e as condições de saúde dele sejam vistas com cautela , excluindo todas as doenças virais que podem ser transmitidas entre os felinos (FIV, FeLv, Rinotraqueítes, Panleucopenia…), para que o gatinho que não haja nenhum risco para seu gatinho de casa.

Primeiros dias do novo morador na casa… 

Yellow-eyes-cat-lying-on-bed_1920x1200

Primeiro passo, é deixar esse novo gatinho separado dos demais da casa, em um cômodo que seja bem confortável com água e ração disponível, arranhador e brinquedinhos e uma caminha preferencialmente com um paninho com o seu cheiro. Hoje em dia, temos ferormônios felinos artificiais em spray ou tomada, que podemos colocar no ambiente para tornar ainda mais agradável este local.

É importante que nenhum outro gato entre neste cômodo, por um periodo de mais ou menos 7 dias, e o tutor deve entrar constantemente no local para dar muita atenção e carinho para o novo integrante da família. Desta forma, ele vai se adaptando a cada dia no novo lar, sem estresse e com muito amor. Então, não economize os abraços e beijinhos no novo peludinho!

Neste período, os demais gatos da casa já terão percebido que há “gente nova no pedaço”, através do cheiro! Neste inicio, o ideal é que eles só se conheçam pelo cheiro mesmo. Nada de contato visual por enquanto.

Não deixe de dar carinho e atenção também para os moradores antigos da casa, para que não fiquem enciumados. Algumas reações podem ser esperadas como eles chegarem perto da porta do cômodo onde está o novo gatinho, e se arrepiar ou bufar, mas não brigue com eles de jeito algum! Ignore e tente mudar foco da atenção. É apenas uma fase.

cat-closed-door

segundo passo  é deixar que cada um cheire os pertences do outro, mas sem que se vejam entre si. Isso pode ser feito colocando ambos os gatinhos para comerem ao mesmo tempo, cada um de um lado da porta, desta forma vão sentir o cheiro uns dos outros em um momento de prazer, como a hora de comer…. ou então colocar o paninho ou caminha de um no ambiente do outro…

DICA: toda vez que os gatos não apresentarem nenhuma agressividade ao cheiro do outro, recompense-o com comidinha, abraços, brincadeiras. Isso será mais uma associação positiva entre a novidade e amor e bons momentos.

download (2)

 

Primeiro contato visual… 

4

No primeiro contato visual seria interessante, que os gatinhos estivessem separados por uma grade, onde pudessem se ver, mas não ter ainda o contato direto, afinal não sabemos qual será a reação de um ao ver o outro.

Caso isso não seja possível, é muito importante que seja SEMPRE sob sua supervisão, e que  abra a porta do quarto e deixem que se vejam apenas por alguns momentos. Observe as reações de cada um… se for boa… BINGO! Vamos deixá-los juntos pela primeira vez. Caso contrário, faça uma nova tentativa mais tarde. Bufadas e rosnados são formas de comunicação e se isso acontecer na primeira vez, não entre em pânico. Só interfira se sentir que vão brigar.

Observe sempre a linguagem corporal dos felinos… especialmente nos primeiros dias, fique de olho para ver como estão interagindo.

linguagem-corporal-gatos

Não se assuste com as brincadeiras um pouco agressivas entre eles, os gatos gostam de “brincar de luta”. Mas é notável quando é uma brincadeira e quando temos uma luta de verdade. Na brincadeira eles correm atrás um do outro, pulam sobre o amigo, derrubam-se mutuamente no chão, dão mordidinhas leves.

Já nas brigas sérias, podemos notar algumas características como: os pelos se eriçados, rosnam ou bufar mostrando os dentes, miam alto, abaixam as orelhas e para trás da cabeça, arregalam os olhos. Arqueiam o corpo, mantendo as pernas retesadas, balançam a cauda com força e se colocam em posição de ataque e, colocam as garras para fora dando tapas fortes uns nos outros. Neste caso, tente desviar a atenção, fazendo um barulho alto com um brinquedo ou jogando um brinquedo para distraí-los, NUNCA brigue com nenhum deles.

IMG_0612 (1)

Tenha paciência, aos poucos eles vão se aceitando mais e no final podem ficar grandes amigos! Todo esforço será recompensado! Não desista! Insista e compreenda que essa nova adaptação envolve muito amor e dedicação, mas no final valerá super a pena! 😉

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

 

Anúncios

“Doença da Lagartixa” – Você conhece?

lagartixa2

Uma lagartixinha não faz mal a ninguém… Será???

Sabemos que as lagartixas são serezinhos “do bem”… são até úteis porque comem insetos e ficam ali na parede quietinhas… Mas infelizmente elas não são tão inofensivas assim para nossos bichanos.

Caso elas estejam contaminadas e forem ingeridas pelos nossos gatinhos, podem transmitir a Platinosomose, também conhecida como “Doença da lagartixa”. A Platinosomose é causada por um parasita que habita os ductos biliares e a vesícula biliar dos gatos, o que leva a um mau funcionamento do fígado. Por isso devemos nos preocupar e ter atenção, quando os nossos gatos caçam e ingerem as lagartixas.

Mas veja bem! Não são todas as pobres lagartixas que causam a doença… somente se ela estiver CONTAMINADA. Nem todas carregam o parasita. Como não é possível saber qual tem e qual não tem, devemos manter o gatinho longe delas! É só afugentar e não deixar que o gato as pegue, não precisamos matar as pobres coitadas.

lagartixa1

Mas que sinais meu gatinho pode apresentar para que eu desconfie da doença?

Os sinais clínicos são inespecíficos e variam muito de acordo com a gravidade da doença. Nos casos de infecções mais graves, os bichanos podem apresentar:apatia, perda do apetite e de peso, mucosas amareladas, diarreia com muco e vômitos.

Sintomas mais graves que o tutor pode facilmente detectar:

  • Olhos e cavidade oral (gengiva e “céu da boca” de cor amarelada
  • Dor abdominal
  • Febre
  • Perda de peso
  • Inapetência
  • Prostração

ictericia

Sintomas mais graves que o veterinário irá detectar:

  • Anemia
  • Fígado aumentado e aumento da vesícula biliar
  • Líquido na cavidade abdominal

Image-1

No caso de dúvidas, recomendamos sempre que os tutores procurem seus médicos veterinários de confiança, para que a suspeita da doença seja descartada, uma vez que se não tratada pode acarretar problemas graves, principalmente relacionados ao fígado dos nossos gatinhos.

Como podemos diagnosticar a doença?

O diagnóstico definitivo desta da Platinossomose, pode ser feito pela detecção de ovos operculados nas fezes, presumindo-se que os parasitas não obstruíram por completo o trato biliar.

exame de fezes

 

Além disso, ainda podemos fazer como exame auxiliar ao diagnóstico, uma ultrassonografia abdominal do animal, que por muitas vezes irá nos sugerir a parasitose, uma vez que os ductos biliares estejam dilatados.

Mas essa doença tem cura?

SIM! Essa é a boa notícia! O tratamento é feito com medicação específica para este parasita, o Platinossomo. Porém, quando diagnosticada tardiamente e animal está mais debilitado, faz-se por muitas vezes necessário também tratamento de suporte e nutricional.

O melhor é sempre tentarmos prevenir qualquer doença, e neste caso, o ideal é evitar que nossos gatinhos tenham contato direto com as lagartixas, pois não temos como saber qual está parasitada e pode contaminá-los. Uma missão nada fácil visto que os peludos já têm por natureza, o instinto caçador…

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina