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Desmaio ou convulsão? Saiba como diferenciar

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Você saberia dizer se seu pet desmaiou ou teve uma crise convulsiva?
Num momento de desespero, se seu pet ficar desacordado ou perder os sentidos, muitas vezes você não saberá informar detalhes sobre o que houve. Porém, para o veterinário, saber se foi um desmaio ou convulsão faz toda a diferença no diagnóstico e tratamento do problema.
Geralmente, quando os Pets apresentam desmaio (ou síncope), eles perdem todas as reações e ficam desacordados, imóveis. Esse desmaio pode ser precedido de um espasmo e relaxamento dos esfíncteres promovendo a defecação e micção de forma involuntária. O animal fica mole, como se estivesse dormindo.
Já na convulsão, o animal apresenta vários movimentos espásticos, olhar vidrado, tremores generalizados, além de defecação e micção de forma involuntária. E o animal também perde os sentidos.
Tanto a convulsão quanto a síncope podem ser consequências de doenças cardíacas. Em função de uma doença no coração, ocorre uma redução do aporte de oxigênio ao tecido cerebral e, com isso, o animal pode desmaiar ou convulsionar.
Então, se o seu animal convulsionar ou desmaiar, mantenha a calma e perceba esses sinais e, em seguida, leve-o imediatamente ao veterinário! Só assim, o médico veterinário poderá socorrer de forma imediata o paciente e, para ter um diagnóstico mais preciso, encaminhá-lo em seguida para o médico veterinário especializado em cardiologia.
Dra. Indira Ormond – cardiologia veterinária 
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VAI VIAJAR COM SEU PET? O QUE É PRECISO?

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Se você está querendo viajar com seu pet, seja de carro, onibus ou avião, é importante que antes você o leve para uma consulta com seu medico veterinário para que todo o tramite de viagem seja explicado e o animal seja avaliado.

Viagens nacionais

Em voos nacionais dentro do Brasil, além do certificado veterinário você deverá apresentar a carteira de vacinação atualizada do animal, além de um certificado de vacinação antirrábica. No momento do embarque você deverá preencher um formulário de responsabilidade pelo transporte do animal. É importante que nas viagens de avião saiba-se quais regras a companhia aérea exige para o embarque do animal, para que não haja nenhum problema na sua viagem.

O certificado de vacinação antirrábica é exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina deve ter sido aplicada entre 30 dias e 1 ano antes da data de embarque. Filhotes com menos de 3 meses de idade que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, somente poderão embarcar com autorização expressa do veterinário responsável.

Para viagens de ônibus nacionais, faz-se necessário também  que o tutor tenha em mãos a carteira de vacinação em dia e o atestado médico veterinário.

 

Viagens Internacionais

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A documentação para voos internacionais varia de acordo com o país de destino, por isso fique de olho! Para saber quais são os documentos exigidos no país que você vai visitar, acesse o site do ministério da agricultura (http://www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao) ou consulte diretamente o consulado do país em questão. Você deverá apresentar os documentos em 2 vias: uma original e uma cópia para ser anexada à caixa de transporte. No embarque, você também deverá preencher um formulário de responsabilidade.

Entenda os documentos que alguns países exigem para sua viagem:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade varia conforme as regras de cada país.
  • Atestado de saúde: é emitido pelo veterinário e tem validade de 10 dias desde a emissão.
  • Carteira de vacinação: certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina precisa ser aplicada entre 30 dias e 1 ano antes do embarque. Filhotes com menos de 3 meses de vida e que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, só poderão embarcados com autorização expressa do veterinário.
  • Microchip/tatuagem: implantado no corpo do animal, tem um código alfanumérico de identificação. Alguns países exigem que seja feita a colocação de chip antes do embarque do animal.
  • Laudo de sorologia: uma amostra de sangue é enviada para análise de um dos 2 laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil (Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo e Instituto Pasteur) ou para outro laboratório igualmente credenciado pela Comunidade Europeia no exterior. A coleta do sangue do animal deve ser feita 90 dias antes do embarque.

 

    Em caso de duvidas, procure seu veterinário!!! Isso evita problemas durante a ida do seu companheiro para sua viagem tão esperada! Ele também irá te orientar quanto as medicações indicadas para cada viagem.

 

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

 

A Síndrome de Addison e seu difícil diagnóstico

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Síndrome de Addison ou Hipoadrenocorticismo, são nomes grandes e um pouco complicados pra retratar uma disfunção hormonal de grande importância na Endocrinologia Veterinária, onde os pacientes que a apresentam tem um quadro agudo, caracterizado por vômitos, diarreia, tremores, falta de apetite, prostração e apatia. Esses sinais clínicos são comuns em diversas enfermidades e, por isso, muitas vezes demora-se a chegar ao diagnóstico.

A Doença de Addison diz respeito a uma baixa produção dos hormônios cortisol e aldosterona pelas glândulas adrenais. Na maioria das vezes a enfermidade acontece por conta de uma destruição promovida pelo próprio organismo sobre a região do córtex adrenal (mecanismo autoimune), acarretando a diminuição na produção destes hormônios, gerando os sintomas descritos acima .

É uma doença extremamente perigosa porque nela os níveis de sódio encontram-se reduzidos e os de potássio elevados, gerando diminuição da pressão e arritmia cardíaca consecutivamente, podendo facilmente levar ao óbito. Um pouco diferente da maioria das endocrinopatias, que aparecem geralmente em pacientes na sua fase adulta a idosos, esta é uma doença que geralmente acomete pacientes mais jovens. Mas atenção! Nossos amigos em fase adulta e geriátrica não estão isentos dela.

A síndrome de Addison pode também aparecer em pacientes que estejam em tratamento a base de Mitotano ou Trilostane, por isso é IMPRESCINDÍVEL o acompanhamento dos nossos animais por um especialista na área. E também pode ocorrer em animais que tomaram cortisona por muito tempo e que pararam de tomar repentinamente, sem fazer o “desmame” da droga.

A Síndrome de Addison por vezes  pode ser confundida com doença renal, uma vez que ela pode aumentar os níveis de ureia e creatinina, ou até mesmo com a famosa doença do carrapato, por diminuir a concentração de plaquetas. Logo, é de extrema importância o diagnóstico diferencial!

O profissional da endocrinologia será o mais indicado para pesquisar e tratar a doença. Infelizmente a doença não tem cura, mas uma vez diagnosticada, o paciente viverá bem e com qualidade de vida, sempre acompanhado de um especialista em endocrinologia, pois serão necessários medicações de uso contínuo (para repor os hormônios que não estão sendo produzidos) e exames periódicos para manter esse animal feliz e saudável.

Dr. Rodrigo Brum

endocrinologia – Vet Care

 

Você sabia que seu gato também pode ter asma?

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Seu gato tem apresentado alguns desses sinais?

  • chiado respiratório
  • tosses com muco
  • respiração difícil e possivelmente pela boca
  • apatia
  • coloração arroxeada da boca e focinho

Possivelmente ele pode estar apresentando a Asma Felina. Essa patologia é muito mais comum do que você imagina. Geralmente ela é desencadeada por uma hipersensibilidade a alérgenos ambientais, tais como: cigarro, poluição, ácaros, poeira, pólen de plantas, incenso, pó da areia da caixa sanitária … e se assemelha muito a asma brônquica em seres humanos.

A asma felina afeta cerca de 1% de toda população dos felinos, sendo que as raças Siamês e Himalaias, podem ter um risco ligeiramente aumentado se comparado com outras raças. É mais comum também de ocorrer em gatos entre 2 e 8anos de idade.

Como posso identificar a crise asmática no meu animal? 

     A crise aguda de asma começa com o aparecimento súbito de dificuldade respiratória, acompanhada de chiado e tosse. Isso acontece porque há uma contração súbita dos músculos lisos do pulmão que rodeiam os brônquios, são os chamados broncoespasmos, que levam a redução drastica da capacidade respiratória. Esse esforço para tentar respirar leva ao chiado que é ouvido quando o gato exala o ar, e geralmente é bem alto e pode ser ouvido facilmente pelo tutor.
Algumas posições são tomadas pelos felinos para facilitar a entrada de ar aos pulmões, sendo que as mais comuns delas podem ser vistas quando o gato senta-se com os ombros curvados ou deita-se com o peito para baixo e com a boca aberta, esforçando-se para respirar.  Essa dificuldade respiratória pode ser notada também pela coloração das gengivas e língua, que ficam azuladas (roxas) devido à falta de oxigênio.

 

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Meu gatinho corre risco ? O que fazer?

A Asma Felina é uma doença crônica e não contagiosa, que pode ter ataques recorrentes. Logo retirar o alérgeno do ambiente, é o ideal para a cura ou controle, porém, muitas vezes será difícil de identifica-lo para que isso seja feito. Em casos agudos, em que a respiração é muito dificultosa, o gato asmático deverá ser internado na clinica veterinária para tratamento urgente com suplementação de oxigênio e sedação, para que haja maior aporte de oxigênio.

Quando as crises são mais leves, muitas vezes podem ser controladas com doses de cortisona oral ou por inalação. A dose e frequência do medicamento deve ser instituído pelo Médico Veterinário para evitar a dependência e efeitos colaterais. Se a crise de asma é sazonal, causadas por certos polens, poeira e poluição mais comuns no inverno, o gato pode precisar de medicação apenas nessa época do ano.

Portanto, fique de olho no seu companheiro, principalmente nesta época do ano que é de maior incidência da doença,  e se for preciso leve-o para uma avaliação com seu veterinário. E lembre-se que a prevenção da Asma Felina, começa com evitando os alérgenos ambientais.

 

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina da Clínica Vet Care

Os Gatos obesos e o risco da diabetes

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A cada ano cresce o número de gatos em ambiente domiciliar e junto com este crescimento vemos aumentar também uma vilã silenciosa, que traz para esses adoráveis notáveis múltiplos problemas: a obesidade. Como são animais que tendem a ser menos ativos que cães seja por falta de estímulo por parte dos tutores, seja por ficarem restritos ao domicílio, nossos pets felinos tornam-se sedentários, e junto com o sedentarismo vem a obesidade.

Alguns dados já demonstram que cerca de 30 a 40% da população felina é considerada obesa, ou seja, apresentam mais de 30% do peso corporal considerado ideal. E a obesidade traz uma série de problemas, dentre eles, um que cresce igualmente, que é a diabetes.

A diabetes é uma doença multifatorial, e um dos fatores atribuídos a ela é justamente a obesidade. Vemos aumentando o número de pacientes felinos diabéticos por estarem com muitos quilinhos a mais.

Tanto a obesidade quanto a diabetes são doenças que atrapalham o bom funcionamento do figado, prejudicam os rins, diminuem a imunidade e a qualidade de vida de nossos bichanos. Por isso, não devemos descuidar do peso dos nossos amigos e o veterinário deverá ser o melhor parceiro na orientação sobre o peso e complicações atribuídas ao excesso dele!

Dr. Rodrigo Brum

Dr. Rodrigo é sócio fundador da ABEV (associação brasileira de endocrinologia veterinária) e Mestre em Ciências da Saúde. Ele atende no setor de Endocrinologia Veterinária da Clínica Vet Care às 3as e 5as feiras, mediante agendamento.

O Hipotireoidismo e a Obesidade

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O hipotireoidismo é de fato conhecido por todos como uma das causas de ganho de peso em seres humanos. Mas será que o mesmo ocorre em cães? E como saber se isso está acontecendo?

Os hormônios da tireóide  são responsáveis por todo o metabolismo do corpo, seja ele humano ou animal. Esses hormônios, conhecidos por T3 e T4, ajudam o organismo a produzir energia e, com isso, queimar gordura. Então, a falta dos hormônios da tireóide fará com que o metabolismo energético trabalhe devagar, ocasionando um menor gasto de energia e o aumento de peso. Além disso, o ganho de peso se dá por causa do acúmulo de mucopolissacarídeos (cadeias de açúcar usadas na construção de tecidos) que, associados à retenção de água, produzem inchaço (chamado de mixedema).

Além do ganho de peso, os cães com hipotireoidismo apresentam outros sinais clínicos, como intolerância ao frio (muitas vezes procuram locais mais quentes para dormir nos dias mais frios), relutância em fazer exercícios, problemas de pele e pelagem (pelos foscos, quebradiços, queda de pelo e até falhas na pelagem), anemia e aumento das taxas de colesterol e triglicerídeos.

Os exames de sangue mais utilizados no diagnóstico da doença são a dosagem de T4 livre pela técnica de diálise de equilíbrio e a dosagem de TSH. Outros exames hormonais podem ser solicitados a critério do médico veterinário que acompanha aquele animal.

O tratamento é simples, apenas é necessário que o paciente tome medicação diariamente, conforme a prescrição do médico veterinário. É importante ressaltar que os hipotireoideus gastam 15% menos energia do que os cães sadios se não estiverem tomando medicação, mas uma vez tratados com hormônio, eles voltam a ter um metabolismo normal.

E quanto à obesidade, o culpado é o hipotireoidismo? Cerca de 40% dos animais hipotireoideus são obesos, mas isso está muito mais relacionado ao excesso de alimentos aliado à diminuição de exercícios do que de fato à diminuição do metabolismo. Os hipotireoideus tem mais apetite e gastam menos energia, até fazem menos exercício, são mais letárgicos. Mas, uma vez tratando esses pacientes com a dose certa de hormônio, os mesmos perderão peso SE for associado ao tratamento uma alimentação hipocalórica e a prática de atividades físicas. Então, nada de culpar somente o hipotireoidismo pelo excesso de peso do seu pet, combinado?

Dra. Flávia Braz

Endorinologia e dermatologia veterinária

A Dra. Flávia Braz trabalha com endocrinologia há mais de 10 anos na Vet Care. Sua tese de mestrado foi com dosagem de hormônios da tireóide em cães sadios, por isso ela tem ampla experiência na área. Além disso, como a maioria dos hipotireoideus tem problemas de pele associados, seu conhecimento da dermatologia auxilia ainda mais no diagnóstico dessa doença.

OBESIDADE X COMPLICAÇÕES EM FELINOS

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Com passar do tempo, os felinos estão perdendo cada vez mais seu instinto caçador e tornando-se mais sedentários, juntamente a isso percebemos que a obesidade tem se tornado um fator cada vez mais comum em suas vidas. Com essa tendencia a uma vida totalmente caseira, é provável que o numero de gatos obesos aumente mais ainda futuramente. A obesidade já é o problema nutricional mais comum nos gatos e isso ocorre porque eles consomem mais calorias do que gastam. Em geral, é uma patologia facilmente diagnosticada durante a consulta anual de rotina.

A preocupação com excesso de peso não está relacionada somente a estética, ela ocasiona diversos problemas de saúde que podem diminuir a expectativa de vida dos gatos. Tais como:

  • Artropatias ou Osteopatias: as articulações ficam sobrecarregadas, gerando inflamação e dor, levando-os a reduzirem ainda mais seus movimentos normais.
  • Diabetes: com excesso de gordura do organismo, o pâncreas acaba entrando em exaustão e levando ao quadro, que por muitas vezes pode ser controlado através de uma boa dieta e exercícios, assim como em humanos.
  • Doenças urinárias: felinos deixam de se higienizar e também reduzem a micção, concentrando urina e causando infecções urinárias e obstruções.
  • Lipidose Hepática: umas das patologias mais comuns vistas na clinica médica de felinos, que pode ocorrer em gatos com condição corporal elevada sujeitos a um período prolongado de privação de alimento.

Os fatores de risco associados com a obesidade felina incluem fatores individuais, como o sexo, influência da castração, raça, inatividade física e fatores ambientais, como a presença presença de outros animais na casa e o tipo do ambiente que o animal vive.

A redução eficaz de peso e a manutenção do peso ideal dependem de muitos fatores, dentre eles a perda de peso gradual, com atenção à dieta, exercício e acompanhamento regular, como parte de um programa coordenado de controle de peso. O tratamento da obesidade baseia-se no aumento do gasto energético e diminuição da ingestão calórica. É imprescindível que o proprietário se conscientize da importância de sua participação nas ações do planejamento da redução de peso do animal, não fornecendo alimentação paralela à dieta estipulada e realizando corretamente a rotina de exercícios físicos.

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O controle do peso deve ser buscado antes do aparecimento das consequências relacionadas à obesidade. Frequentemente a obesidade não é causa de consulta médico veterinária, sendo as doenças secundárias o motivo do atendimento clínico, nestes casos fazendo-se necessário o tratamento da doença secundária e da obesidade. Uma das grandes causas de insucessos na redução do peso corporal se deve á incompreensão dos proprietários em aplicar corretamente o programa de emagrecimento por meio da restrição calórica, aumento da atividade física e tratamento das enfermidades secundárias.

Portanto, um rigoroso acompanhamento do programa de emagrecimento e exercícios deve ser feito com um profissional da área apto para um correto tratamento, alcançando a perda de peso e melhora do bem estar do animal.

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina da Clinica Vet Care