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Terapia Floral – O que é e como funciona?

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As essências florais são soluções líquidas infundidas de padrões, feitas com flores de determinadas plantas que contem uma marca específica (caráter vibracional da flor) que responde equilibrando, reparando e reconstruindo os desequilíbrios dos seres nos níveis físico, emocional e mental. Portanto, tem o propósito de equilibrar os distúrbios mentais e físicos manifestados pelos indivíduos.

De forma resumida, os florais são medicamentos curadores, muito usados em casos crônicos que se desenvolveram ao longo da vida. Além destes, existem os florais de personalidade (cada indivíduo possui o seu), os auxiliares e os assistentes, que tem a função de facilitar o equilíbrio da verdadeira personalidade individual, sendo escolhidos de acordo com os estados mental e emocional do paciente.

Costumam ser utilizados como terapia complementar à Homeopatia. Tanto associados, quanto sozinhos, produzem bastante êxito em distúrbios comportamentais, muito comuns de serem observados atualmente nos animais. Mas não é só isso! Vocês sabiam que os Florais também tratam problemas físicos? Sim! Vejam abaixo:

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Além de todos os benefícios citados acima, as grandes vantagens da terapia floral são:

  • Fácil administração as essências florais podem ser gotejadas diretamente na boca, na água, nos alimentos, ou ainda borrifadas, tanto nos animais, quanto no ambiente;
  • Efeitos relativamente rápidos em média, costuma-se modalizar o comportamento entre 2 e 4 meses, dependendo da resposta individual;
  • Resultados duradouros não necessita de muitas repetições ao longo da vida;
  • E o mais importante: não sobrecarregam os órgãos vitais, tais como fígado e rins.

Gostaram? Que tal tratar de maneira integrativa e individualizada aqueles que tanto amamos? Estou à disposição! Um grande abraço a todos!

Dra. Ana Paula Bacellar Cajueiro

Médica Veterinária – CRMV-RJ 8190

Homeopatia – Florais – Reiki

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A importância da ultrassonografia na gestação de gatas e cadelas

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Muitos tutores de gatas e cadelas tem vontade de cruzar as suas princesas para ficarem com um filhotinho ou para darem a amigos queridos, afinal isso é uma forma de perpetuar aquele serzinho que mais amamos. Mas você sabia que as fêmeas prenhas também devem fazer pré-natal? E, nesse pré-natal, a ultrassonografia é o exame mais importante, uma vez que através deles podemos :

  • realizar diagnostico de gestação precoce (15 a 20 dias pós-fecundação)
  • detectar do embrião a partir de 22 -25 dias pós-fecundação (pf))
  • ver a viabilidade fetal através da avaliação dos batimentos cardíacos (21 a 20 em cães e 18 a 25 em gatos pf)
  • visualizar os movimentos fetais (33 a 35 dias pf)
  • avaliar fluxo sanguíneo pelo Doppler
  • ter uma estimativa de idade através de cálculos gestacionais e de números de fetos
  • detectar de possíveis anormalidades da gestação e dos fetos a partir de 30 dias (Identificações do crânio, coluna, costela e pelve  é feita com 30 a 35 dias pf e diferenciação de cabeça, tórax e abdômen  com 35 dias pf).

O uso do Doppler ainda nos permite uma avaliação em tempo real das hemodinâmicas materna e fetal de vasos, tais como artéria uteroplacentária, cordão umbilical, aorta e veia cava caudal do feto. O desenvolvimento vascular anormal da placenta nos compartimentos fetal ou materno é responsável pela restrição de crescimento intrauterino, pelo sofrimento fetal e pela perda gestacional precoce. Todos estes dados juntos mostram a grande importância do acompanhamento gestacional pela ultrassonografia.

Para que a cadela ou gata tenha uma gestação e um parto com segurança, não deixe de fazer uma consulta com o clínico geral e o acompanhamento ultrassonográfico no início e no final da gestação.

Dra. Elida Gripp Manheimmer – responsável pelo setor de ultrassonografia da Vet Care

Esporotricose: saiba mais sobre essa zoonose

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Já ouviu falar em esporotricose? A doença vem se tornando um problema de saúde pública no Estado do Rio de Janeiro, em razão de ser uma zoonose, e  do aumento significativo de casos em seres humanos nos últimos anos.

A esporotricose é uma micose causada, na maior parte dos casos, pela implantação traumática do fungo Sporothrix schenckii na pele. Tanto seres humanos quanto os felinos adquirem a doença através da penetração traumática na pele causada por felpas de madeira, espinhos de plantas e material vegetal contaminado. A infecção através da inalação de estruturas fúngicas (conídios) presente no ambiente é considerada rara. Os felinos acometidos por esse fungo podem transmitir, ao homem e a outros animais, através de mordeduras e arranhaduras, ou ainda pelo contato da pele ou mucosa com as secreções das lesões. Na maioria das vezes a enfermidade evolui como infecção benígna, limitada à pele e ao tecido subcutâneo, mas em raras ocasiões pode se disseminar, acometendo os ossos e órgãos internos.

As formas clínicas de esporotricose são: cutânea, cutâneo – linfática ou disseminada. Em muitos casos, mais de uma forma clínica pode ser observada. Em gatos, a forma cutânea é a mais freqüente e manifesta-se como lesões papulonodulares geralmente localizadas na região de cabeça, na parte distal dos membros ou na base da cauda. As áreas acometidas ulceram (formam feridas) e drenam secreção purulenta, levando à formação de crostas. Extensas áreas de necrose podem desenvolver e evoluir com a exposição de músculos e ossos. A doença pode se disseminar para outras áreas do corpo por auto-inoculação, devido aos hábitos de higiene da espécie felina. E ainda podem manifestar forma disseminada da doença que  está associada a sinais sistêmicos de prostração e febre.

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Fotos: felino de aproximadamente 1ano, atendido na Vet Care com lesões ulceradas em lábio superior.

A esporotricose deve ser suspeitada quando o felino apresenta lesões de pele ulceradas ou supurativas, especialmente quando as lesões são refratárias ao tratamento com antibióticos. Os animais que tem acesso à rua são facilmente infectados, especialmente aqueles que são portadores de doenças virais, como FIV, FELV e PIF. O diagnóstico definitivo de esporotricose está baseado histórico, exame fisco e  no isolamento e identificação do microorganismo. Este pode ser realizado através de exame citopatológico da secreção e do aspirado por agulha fina, no exame histopatológico da pele acometida e na cultura fúngica. Mas, na grande maioria das vezes, numa simples citologia da lesão de pele conseguimos encontrar o fungo e confirmar a doença.

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Como a esporotricose é uma doença de alto risco para a saúde pública deve-se tomar medidas preventivas como tratamento e isolamento dos animais doentes até a completa cicatrização das lesões. O tutor de um felino afetado deve ser alertado do potencial infeccioso da doença, sendo orientado quanto a desinfecção das instalações com solução de hipoclorito de sódio instituída durante o tratamento, visando proteger os humanos que mantenham contato com gatos infectados, devido à natureza contagiosa da doença. Além disso, o tutor e o médico veterinário devem sempre usar luvas ao manipular esse animal e lavar as mãos com soluções antisépticas de clorexidine. Caso o humano seja arranhado ou mordido por um felino com suspeita de esporotricose, ele deverá lavar a ferida com bastante sabão e água morna a quente e imediatamente procurar auxílio médico. Outro ponto importante é a castração dos gatos machos que, por circularem pela rua, são mais propensos a brigas que podem causar feridas e acidentalmente inocular o fungo.

Dra. Gabriela Vieira – medicina de felinos Vet care

Dra. Flávia Braz – dermatologia veterinária Vet Care

 

Desmaio ou convulsão? Saiba como diferenciar

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Você saberia dizer se seu pet desmaiou ou teve uma crise convulsiva?
Num momento de desespero, se seu pet ficar desacordado ou perder os sentidos, muitas vezes você não saberá informar detalhes sobre o que houve. Porém, para o veterinário, saber se foi um desmaio ou convulsão faz toda a diferença no diagnóstico e tratamento do problema.
Geralmente, quando os Pets apresentam desmaio (ou síncope), eles perdem todas as reações e ficam desacordados, imóveis. Esse desmaio pode ser precedido de um espasmo e relaxamento dos esfíncteres promovendo a defecação e micção de forma involuntária. O animal fica mole, como se estivesse dormindo.
Já na convulsão, o animal apresenta vários movimentos espásticos, olhar vidrado, tremores generalizados, além de defecação e micção de forma involuntária. E o animal também perde os sentidos.
Tanto a convulsão quanto a síncope podem ser consequências de doenças cardíacas. Em função de uma doença no coração, ocorre uma redução do aporte de oxigênio ao tecido cerebral e, com isso, o animal pode desmaiar ou convulsionar.
Então, se o seu animal convulsionar ou desmaiar, mantenha a calma e perceba esses sinais e, em seguida, leve-o imediatamente ao veterinário! Só assim, o médico veterinário poderá socorrer de forma imediata o paciente e, para ter um diagnóstico mais preciso, encaminhá-lo em seguida para o médico veterinário especializado em cardiologia.
Dra. Indira Ormond – cardiologia veterinária 

VAI VIAJAR COM SEU PET? O QUE É PRECISO?

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Se você está querendo viajar com seu pet, seja de carro, onibus ou avião, é importante que antes você o leve para uma consulta com seu medico veterinário para que todo o tramite de viagem seja explicado e o animal seja avaliado.

Viagens nacionais

Em voos nacionais dentro do Brasil, além do certificado veterinário você deverá apresentar a carteira de vacinação atualizada do animal, além de um certificado de vacinação antirrábica. No momento do embarque você deverá preencher um formulário de responsabilidade pelo transporte do animal. É importante que nas viagens de avião saiba-se quais regras a companhia aérea exige para o embarque do animal, para que não haja nenhum problema na sua viagem.

O certificado de vacinação antirrábica é exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina deve ter sido aplicada entre 30 dias e 1 ano antes da data de embarque. Filhotes com menos de 3 meses de idade que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, somente poderão embarcar com autorização expressa do veterinário responsável.

Para viagens de ônibus nacionais, faz-se necessário também  que o tutor tenha em mãos a carteira de vacinação em dia e o atestado médico veterinário.

 

Viagens Internacionais

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A documentação para voos internacionais varia de acordo com o país de destino, por isso fique de olho! Para saber quais são os documentos exigidos no país que você vai visitar, acesse o site do ministério da agricultura (http://www.agricultura.gov.br/assuntos/vigilancia-agropecuaria/animais-estimacao) ou consulte diretamente o consulado do país em questão. Você deverá apresentar os documentos em 2 vias: uma original e uma cópia para ser anexada à caixa de transporte. No embarque, você também deverá preencher um formulário de responsabilidade.

Entenda os documentos que alguns países exigem para sua viagem:

  • Certificado Zoossanitário Internacional (CZI): emitido pelo serviço sanitário oficial do país de origem ou de procedência do animal, tem como objetivo garantir o cumprimento das condições sanitárias exigidas para o trânsito internacional de animais até o país de destino. A validade varia conforme as regras de cada país.
  • Atestado de saúde: é emitido pelo veterinário e tem validade de 10 dias desde a emissão.
  • Carteira de vacinação: certificado de vacinação antirrábica exigido para animais com mais de 3 meses de idade. A vacina precisa ser aplicada entre 30 dias e 1 ano antes do embarque. Filhotes com menos de 3 meses de vida e que, portanto, não tenham tomado a primeira vacina, só poderão embarcados com autorização expressa do veterinário.
  • Microchip/tatuagem: implantado no corpo do animal, tem um código alfanumérico de identificação. Alguns países exigem que seja feita a colocação de chip antes do embarque do animal.
  • Laudo de sorologia: uma amostra de sangue é enviada para análise de um dos 2 laboratórios credenciados pela União Europeia (UE) no Brasil (Laboratório de Zoonoses e Doenças Transmitidas por Vetores do Centro de Controle de Zoonoses de São Paulo e Instituto Pasteur) ou para outro laboratório igualmente credenciado pela Comunidade Europeia no exterior. A coleta do sangue do animal deve ser feita 90 dias antes do embarque.

 

    Em caso de duvidas, procure seu veterinário!!! Isso evita problemas durante a ida do seu companheiro para sua viagem tão esperada! Ele também irá te orientar quanto as medicações indicadas para cada viagem.

 

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

 

A Síndrome de Addison e seu difícil diagnóstico

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Síndrome de Addison ou Hipoadrenocorticismo, são nomes grandes e um pouco complicados pra retratar uma disfunção hormonal de grande importância na Endocrinologia Veterinária, onde os pacientes que a apresentam tem um quadro agudo, caracterizado por vômitos, diarreia, tremores, falta de apetite, prostração e apatia. Esses sinais clínicos são comuns em diversas enfermidades e, por isso, muitas vezes demora-se a chegar ao diagnóstico.

A Doença de Addison diz respeito a uma baixa produção dos hormônios cortisol e aldosterona pelas glândulas adrenais. Na maioria das vezes a enfermidade acontece por conta de uma destruição promovida pelo próprio organismo sobre a região do córtex adrenal (mecanismo autoimune), acarretando a diminuição na produção destes hormônios, gerando os sintomas descritos acima .

É uma doença extremamente perigosa porque nela os níveis de sódio encontram-se reduzidos e os de potássio elevados, gerando diminuição da pressão e arritmia cardíaca consecutivamente, podendo facilmente levar ao óbito. Um pouco diferente da maioria das endocrinopatias, que aparecem geralmente em pacientes na sua fase adulta a idosos, esta é uma doença que geralmente acomete pacientes mais jovens. Mas atenção! Nossos amigos em fase adulta e geriátrica não estão isentos dela.

A síndrome de Addison pode também aparecer em pacientes que estejam em tratamento a base de Mitotano ou Trilostane, por isso é IMPRESCINDÍVEL o acompanhamento dos nossos animais por um especialista na área. E também pode ocorrer em animais que tomaram cortisona por muito tempo e que pararam de tomar repentinamente, sem fazer o “desmame” da droga.

A Síndrome de Addison por vezes  pode ser confundida com doença renal, uma vez que ela pode aumentar os níveis de ureia e creatinina, ou até mesmo com a famosa doença do carrapato, por diminuir a concentração de plaquetas. Logo, é de extrema importância o diagnóstico diferencial!

O profissional da endocrinologia será o mais indicado para pesquisar e tratar a doença. Infelizmente a doença não tem cura, mas uma vez diagnosticada, o paciente viverá bem e com qualidade de vida, sempre acompanhado de um especialista em endocrinologia, pois serão necessários medicações de uso contínuo (para repor os hormônios que não estão sendo produzidos) e exames periódicos para manter esse animal feliz e saudável.

Dr. Rodrigo Brum

endocrinologia – Vet Care

 

Você sabia que seu gato também pode ter asma?

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Seu gato tem apresentado alguns desses sinais?

  • chiado respiratório
  • tosses com muco
  • respiração difícil e possivelmente pela boca
  • apatia
  • coloração arroxeada da boca e focinho

Possivelmente ele pode estar apresentando a Asma Felina. Essa patologia é muito mais comum do que você imagina. Geralmente ela é desencadeada por uma hipersensibilidade a alérgenos ambientais, tais como: cigarro, poluição, ácaros, poeira, pólen de plantas, incenso, pó da areia da caixa sanitária … e se assemelha muito a asma brônquica em seres humanos.

A asma felina afeta cerca de 1% de toda população dos felinos, sendo que as raças Siamês e Himalaias, podem ter um risco ligeiramente aumentado se comparado com outras raças. É mais comum também de ocorrer em gatos entre 2 e 8anos de idade.

Como posso identificar a crise asmática no meu animal? 

     A crise aguda de asma começa com o aparecimento súbito de dificuldade respiratória, acompanhada de chiado e tosse. Isso acontece porque há uma contração súbita dos músculos lisos do pulmão que rodeiam os brônquios, são os chamados broncoespasmos, que levam a redução drastica da capacidade respiratória. Esse esforço para tentar respirar leva ao chiado que é ouvido quando o gato exala o ar, e geralmente é bem alto e pode ser ouvido facilmente pelo tutor.
Algumas posições são tomadas pelos felinos para facilitar a entrada de ar aos pulmões, sendo que as mais comuns delas podem ser vistas quando o gato senta-se com os ombros curvados ou deita-se com o peito para baixo e com a boca aberta, esforçando-se para respirar.  Essa dificuldade respiratória pode ser notada também pela coloração das gengivas e língua, que ficam azuladas (roxas) devido à falta de oxigênio.

 

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Meu gatinho corre risco ? O que fazer?

A Asma Felina é uma doença crônica e não contagiosa, que pode ter ataques recorrentes. Logo retirar o alérgeno do ambiente, é o ideal para a cura ou controle, porém, muitas vezes será difícil de identifica-lo para que isso seja feito. Em casos agudos, em que a respiração é muito dificultosa, o gato asmático deverá ser internado na clinica veterinária para tratamento urgente com suplementação de oxigênio e sedação, para que haja maior aporte de oxigênio.

Quando as crises são mais leves, muitas vezes podem ser controladas com doses de cortisona oral ou por inalação. A dose e frequência do medicamento deve ser instituído pelo Médico Veterinário para evitar a dependência e efeitos colaterais. Se a crise de asma é sazonal, causadas por certos polens, poeira e poluição mais comuns no inverno, o gato pode precisar de medicação apenas nessa época do ano.

Portanto, fique de olho no seu companheiro, principalmente nesta época do ano que é de maior incidência da doença,  e se for preciso leve-o para uma avaliação com seu veterinário. E lembre-se que a prevenção da Asma Felina, começa com evitando os alérgenos ambientais.

 

Dra.Gabriela Vieira – Especialista em Medicina Felina da Clínica Vet Care