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Ganhou um gatinho? Dicas de como adaptá-lo da melhor forma no novo lar!

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Está pensando em chegar com um novo integrante da família em casa? Então fique ligado em algumas dicas que podem ser muito úteis para que todo esse processo seja feito com muito sucesso e sem estresse.

 

Sabemos que ter gatinho, é um vício não é mesmo? A grande maioria dos tutores que adotam ou compram um peludinho, acabam se encantando com o mundo felino, e acabam tendo como “desculpa” pegar mais unzinho para fazer companhia… (rs) Quem nunca?! 😉

Porém, devemos ter em mente, que a maioria dos gatos gostam e se adaptam bem à companhia de outros congêneres, mas isso é a maioria, não todos. Um gato adulto costuma rejuvenescer quando introduzimos um novo gatinho em casa, mesmo que no início fique um pouco esquivo e até zangado, em pouco tempo vai brincar com o seu novo irmão ou irmã, com a sua curiosidade renovada e a sua energia recarregada. Em contrapartida, existem gatos que são mais solitários e territorialistas, e não se adaptam bem… mostram-se muito ciumentos e até mesmo agressivos com a chegada de um novo membro na família e  podem não estabelecer uma boa relação com este. Então, todo cuidado nesta nova introdução, é bem-vindo.

Lembrado, que antes mesmo de levar o novo gatinho para casa, a primeira medida a ser feita é levá-lo no seu veterinário de confiança para que seja avaliado, e as condições de saúde dele sejam vistas com cautela , excluindo todas as doenças virais que podem ser transmitidas entre os felinos (FIV, FeLv, Rinotraqueítes, Panleucopenia…), para que o gatinho que não haja nenhum risco para seu gatinho de casa.

Primeiros dias do novo morador na casa… 

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Primeiro passo, é deixar esse novo gatinho separado dos demais da casa, em um cômodo que seja bem confortável com água e ração disponível, arranhador e brinquedinhos e uma caminha preferencialmente com um paninho com o seu cheiro. Hoje em dia, temos ferormônios felinos artificiais em spray ou tomada, que podemos colocar no ambiente para tornar ainda mais agradável este local.

É importante que nenhum outro gato entre neste cômodo, por um periodo de mais ou menos 7 dias, e o tutor deve entrar constantemente no local para dar muita atenção e carinho para o novo integrante da família. Desta forma, ele vai se adaptando a cada dia no novo lar, sem estresse e com muito amor. Então, não economize os abraços e beijinhos no novo peludinho!

Neste período, os demais gatos da casa já terão percebido que há “gente nova no pedaço”, através do cheiro! Neste inicio, o ideal é que eles só se conheçam pelo cheiro mesmo. Nada de contato visual por enquanto.

Não deixe de dar carinho e atenção também para os moradores antigos da casa, para que não fiquem enciumados. Algumas reações podem ser esperadas como eles chegarem perto da porta do cômodo onde está o novo gatinho, e se arrepiar ou bufar, mas não brigue com eles de jeito algum! Ignore e tente mudar foco da atenção. É apenas uma fase.

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segundo passo  é deixar que cada um cheire os pertences do outro, mas sem que se vejam entre si. Isso pode ser feito colocando ambos os gatinhos para comerem ao mesmo tempo, cada um de um lado da porta, desta forma vão sentir o cheiro uns dos outros em um momento de prazer, como a hora de comer…. ou então colocar o paninho ou caminha de um no ambiente do outro…

DICA: toda vez que os gatos não apresentarem nenhuma agressividade ao cheiro do outro, recompense-o com comidinha, abraços, brincadeiras. Isso será mais uma associação positiva entre a novidade e amor e bons momentos.

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Primeiro contato visual… 

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No primeiro contato visual seria interessante, que os gatinhos estivessem separados por uma grade, onde pudessem se ver, mas não ter ainda o contato direto, afinal não sabemos qual será a reação de um ao ver o outro.

Caso isso não seja possível, é muito importante que seja SEMPRE sob sua supervisão, e que  abra a porta do quarto e deixem que se vejam apenas por alguns momentos. Observe as reações de cada um… se for boa… BINGO! Vamos deixá-los juntos pela primeira vez. Caso contrário, faça uma nova tentativa mais tarde. Bufadas e rosnados são formas de comunicação e se isso acontecer na primeira vez, não entre em pânico. Só interfira se sentir que vão brigar.

Observe sempre a linguagem corporal dos felinos… especialmente nos primeiros dias, fique de olho para ver como estão interagindo.

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Não se assuste com as brincadeiras um pouco agressivas entre eles, os gatos gostam de “brincar de luta”. Mas é notável quando é uma brincadeira e quando temos uma luta de verdade. Na brincadeira eles correm atrás um do outro, pulam sobre o amigo, derrubam-se mutuamente no chão, dão mordidinhas leves.

Já nas brigas sérias, podemos notar algumas características como: os pelos se eriçados, rosnam ou bufar mostrando os dentes, miam alto, abaixam as orelhas e para trás da cabeça, arregalam os olhos. Arqueiam o corpo, mantendo as pernas retesadas, balançam a cauda com força e se colocam em posição de ataque e, colocam as garras para fora dando tapas fortes uns nos outros. Neste caso, tente desviar a atenção, fazendo um barulho alto com um brinquedo ou jogando um brinquedo para distraí-los, NUNCA brigue com nenhum deles.

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Tenha paciência, aos poucos eles vão se aceitando mais e no final podem ficar grandes amigos! Todo esforço será recompensado! Não desista! Insista e compreenda que essa nova adaptação envolve muito amor e dedicação, mas no final valerá super a pena! 😉

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

 

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“Doença da Lagartixa” – Você conhece?

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Uma lagartixinha não faz mal a ninguém… Será???

Sabemos que as lagartixas são serezinhos “do bem”… são até úteis porque comem insetos e ficam ali na parede quietinhas… Mas infelizmente elas não são tão inofensivas assim para nossos bichanos.

Caso elas estejam contaminadas e forem ingeridas pelos nossos gatinhos, podem transmitir a Platinosomose, também conhecida como “Doença da lagartixa”. A Platinosomose é causada por um parasita que habita os ductos biliares e a vesícula biliar dos gatos, o que leva a um mau funcionamento do fígado. Por isso devemos nos preocupar e ter atenção, quando os nossos gatos caçam e ingerem as lagartixas.

Mas veja bem! Não são todas as pobres lagartixas que causam a doença… somente se ela estiver CONTAMINADA. Nem todas carregam o parasita. Como não é possível saber qual tem e qual não tem, devemos manter o gatinho longe delas! É só afugentar e não deixar que o gato as pegue, não precisamos matar as pobres coitadas.

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Mas que sinais meu gatinho pode apresentar para que eu desconfie da doença?

Os sinais clínicos são inespecíficos e variam muito de acordo com a gravidade da doença. Nos casos de infecções mais graves, os bichanos podem apresentar:apatia, perda do apetite e de peso, mucosas amareladas, diarreia com muco e vômitos.

Sintomas mais graves que o tutor pode facilmente detectar:

  • Olhos e cavidade oral (gengiva e “céu da boca” de cor amarelada
  • Dor abdominal
  • Febre
  • Perda de peso
  • Inapetência
  • Prostração

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Sintomas mais graves que o veterinário irá detectar:

  • Anemia
  • Fígado aumentado e aumento da vesícula biliar
  • Líquido na cavidade abdominal

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No caso de dúvidas, recomendamos sempre que os tutores procurem seus médicos veterinários de confiança, para que a suspeita da doença seja descartada, uma vez que se não tratada pode acarretar problemas graves, principalmente relacionados ao fígado dos nossos gatinhos.

Como podemos diagnosticar a doença?

O diagnóstico definitivo desta da Platinossomose, pode ser feito pela detecção de ovos operculados nas fezes, presumindo-se que os parasitas não obstruíram por completo o trato biliar.

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Além disso, ainda podemos fazer como exame auxiliar ao diagnóstico, uma ultrassonografia abdominal do animal, que por muitas vezes irá nos sugerir a parasitose, uma vez que os ductos biliares estejam dilatados.

Mas essa doença tem cura?

SIM! Essa é a boa notícia! O tratamento é feito com medicação específica para este parasita, o Platinossomo. Porém, quando diagnosticada tardiamente e animal está mais debilitado, faz-se por muitas vezes necessário também tratamento de suporte e nutricional.

O melhor é sempre tentarmos prevenir qualquer doença, e neste caso, o ideal é evitar que nossos gatinhos tenham contato direto com as lagartixas, pois não temos como saber qual está parasitada e pode contaminá-los. Uma missão nada fácil visto que os peludos já têm por natureza, o instinto caçador…

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

Dislipidemias – Você já ouviu esse nome antes?

Dislipidemia: Nome grande que talvez você nunca tenha ouvido falar. E colesterol? Triglicerídeos talvez? Agora soou mais familiar, não? A dislipidemia é a alteração no metabolismo dos lipídeos (gordura), podendo gerar aumento (mais comum) ou diminuição dos níveis de colesterol e/ou triglicerídeos. Os casos mais frequentes de dislipidemias são as Hiperlipidemias. 

Hiperlipidemia é um termo que diz respeito ao aumento no sangue de colesterol e/ou triglicerídeos. Isso mesmo. Enquanto humanos, não somos espécie exclusiva a apresentar tal alteração, cães e gatos também podem apresentá-la. Existem algumas classificações de Hiperlipidemias. Das mais comuns temos a pós-prandial, que é fisiológica, ocorrendo após a alimentação e se resolve num período que varia de 2 a 12 horas (daí a importância de jejum alimentar para alguns exames); a primária, que ocorre por defeitos congênitos no metabolismo dos lipídeos. Para esta última chamamos atenção para raças como Schnauzer que apresentam certa predisposição. Existe também a hiperlipidemia secundária, que pode acontecer por conta de distúrbios hormonais (como diabetes, hiperadrenocorticismo, hipotireoidismo) ou até mesmo uso de certas medicações e aqui podemos citar como exemplo a famosa cortisona e até mesmo anticonvulsivantes.

Alguns sinais clínicos podem estar associados a essa alteração como vômitos, diarreia, dor abdominal, cegueira, convulsões. Alguns pacientes podem desenvolver inclusive uma doença que é extremamente grave em consequência da hiperlipidemia: a pancreatite!!

O diagnóstico é feito a partir da dosagem no sangue das concentrações de colesterol e triglicerídeos do paciente. Mas uma vez detectada alteração, o que fazer? Deve-se iniciar tratamento e o “pulo do gato” é saber qual o tipo de hiperlipidemia que seu animal está apresentando! Ou seja, restringir apenas a medicar o animal não é suficiente. É preciso saber a causa para melhor tratar, controlar e até evitar que ele volte a apresentar novamente!

E você? Sabe como anda o nível de gordura de seu melhor amigo?

Dr. Rodrigo Brum Lopes – especialista em endocrinologia Veterinaria da Vet Care e sócio fundador da ABEV

INTERMAÇÃO – o mal do Verão!

É fato que o verão é a estação do ano preferida da maioria das pessoas, não é mesmo? Férias, praia, piscina, horário de verão… Mas infelizmente nos acompanhando em nossa curtição ou não, nossos cães e gatos sofrem e muito com elevadas temperaturas bem frequentes nessa época do ano. Nossos melhores amigos podem apresentar sinais de intermação dentro de casa, mas são nos passeios que o pior pode acontecer. Nesse período aumenta o número de atendimentos emergenciais principalmente de cães que foram expostos ao calor excessivo, muitos deles vindo a óbito.

O que é intermação?

Intermação é conhecida em inglês como “Heat Stroke”, ou seja, é o colapso pelo calor.

Este colapso pode acontecer em basicamente 3 situações:

  • quando o animal produz muito calor como por exemplo ao se exercitar, em passeios longos e/ou exercícios intensos
  • quando submetidos a uma situação de muito estresse, quando ficam sozinhos em casa por exemplo
  • quando está num ambiente muito quente

Uma combinação de exercícios prolongados e/ou intensos ou uma situação de muito estresse em um dia muito quente, pode ser fatal para os nossos peludos.

Mas por que isso ocorre?

Cães e gatos possuem um mecanismo de termorregulação diferente e menos eficiente que o nosso.

Por não possuírem glândulas sudoríparas pelo corpo (apenas em coxins e nariz), eles não podem perder calor na forma de suor como o homem. A perda de calor ocorre principalmente pela respiração, por isso vemos nossos cães e também os gatos respirando de boca aberta. Sim! Essa é forma deles trocarem calor. 

Por isso, atenção! Nesta época do ano, de muito calor mesmo nos horários mais “frescos” do dia, temos que evitar o uso de focinheiras, pois isso dificulta ainda mais essa troca.

Além disso, é sabido também que outros fatores podem contribuir para o quadro de intermação, tais como: 

  • A obstrução das vias aéreas superiores, que reduz a perda de calor , que ocorre principalmente nas raças braquicefálicas, como: Bulldogs, Pugs, Boxers, Persas, Exóticos… 
  • A obesidade prejudica dissipação de calor em virtude dos efeitos isolantes da gordura
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  • Animais com pelagem longa, escura e espessa, e aqueles que vivem em ambientes confinados ou em áreas fechadas

Como podemos evitar?

Basta lembrar que eles são mais sensíveis que nós e fugir de situações de calor extremo. Desta forma, devemos:

  • evitar uso de roupas e/ou focinheiras,
  • passear apenas no período da manhã (antes de 9h) e após o final da tarde (a partir de 18h)
  • oferecer sempre água fresca e abundante
  • mantê-los em ambientes arejados fora do sol de locais que retenham calor com facilidade (garagens por exemplo)
  • nunca deixá-los esperando dentro do carro sem que o ar condicionado esteja ligado
  • aumentar a frequência dos banhos

Como identificar que meu cão está com intermação?

Depende do nível de gravidade. Em muitos casos o animal se mostra exausto e com a respiração muito ofegante, ainda que esteja em repouso já há algum tempo. Em situações extremas, pode haver perda de consciência que pode inclusive evoluir ao óbito.

Nos estágios iniciais da intermação, podemos perceber:

  • Mucosas: podem estar hiperêmicas ou congestas (devido à vasodilatação periférica)
  • Freqüência cardíaca: taquicardia compensatória (devido ao quadro de hipotensão)
  • Hipersalivação
  • Respiração acelerada (taquipnéia) e com boca aberta
  • Agitação
  • Desidratação

E nos estágios mais avançados:

  • Vômitos
  • Diarréias
  • Palidez de mucosas
  • Pouca produção de urina, e esta possivelmente mais concentrada, podendo apresentar sangue vivo
  • Letargia
  • Tremores ou até mesmo convulsões 
  • Desmaios

O que devo fazer se isso acontecer com o meu cão/gato?

Refresque-o imediatamente (envolvendo-o com uma toalha molhada) e corra para o médico veterinário mais próximo! Apenas ele poderá avaliar o quadro de maneira mais técnica e adotar as medidas necessárias para estabilizar o paciente.

Dra.Ana Claudia Vieira – Clinica Geral e Intensivista 

Já ouviu falar em Leishmaniose?

Leishmaniose Visceral, é uma zoonose, ou seja, é transmitida do homem para os animais e vice-versa, que está novamente aparecendo no Brasil. É considerada um grande problema de saúde pública, e é causada pelo protozoário Leishmania chagasi.

Como é a transmissão?

Sua transmissão acontece por meio da picada de um inseto infectado, o mosquito palha. Este, pica um indivíduo infectado e inocula o protozoário em outro sadio, disseminando a doença.

Apesar da leishmaniose já ser comprovadamente transmitida para os gatos, entre os animais domésticos, os cães são os mais acometidos, sendo a doença denominada Leishmaniose Visceral Canina.

Quais são as áreas mais afetadas no Brasil?

Nas grandes cidades, o cão (Canis familiaris) é a principal fonte de infecção e os casos caninos tem precedido a ocorrência em humanos, onde a infecção em cães tem sido mais prevalente do que no homem.

É uma endemia em franca expansão geográfica, sua incidência é elevada nos países em desenvolvimento e os aspectos sociais, econômicos e ambientais são determinantes para sua manutenção e propagação.

Já foi relatada em diversos municípios do estado do Rio de Janeiro, desta forma, se faz necessário o conhecimento da população sobre a doença, uma vez que a educação pode ser compreendida, como ponto de partida para o entendimento da importância dessa doença, visando assim a identificação de animais doentes e o controle da sua disseminação em sua comunidade.

Mas o que o meu cão pode apresentar como sinais?

Os sinais podem ser os mais variados como:

·         emagrecimento progressivo, aumento dos gânglios linfáticos, úlceras e descamação da derme (pele) do animal, crescimento exacerbado das unhas, anemia, atrofia muscular sangramento nasal

Além disso pode acometer severamente os órgãos, como: alterações nos rins, aumento do fígado e problemas articulares.
Como pode ser visto, os sinais clínicos são inespecíficos e abrangentes, o que dificulta o seu diagnóstico e torna a doença ainda mais preocupante.

Existe tratamento para a Leishmaniose?

Hoje a Leishmaniose canina tem tratamento, mas não a cura, portanto a prevenção é o melhor para o seu cão.

O uso de inseticidas, tem sido bastante eficaz em muitos casos. Os mosquitos em sua maioria, assim como o Feblótomo, tem o habito noturno. É aconselhável que os tutores de cães levem seus animais para dormirem em locais telados, com coleira para prevenir picadas e, se possível, com repelentes.

Alem disso, faça a vacinação do seu cão contra Leishmaniose e sempre o acompanhe com o médico veterinário de confiança!

Fique de olho! A leishmaniose é uma doença muito importante e que atualmente merece uma atenção especial!

 

Dra.Flavia Clare – Especialista em Dermatologia Veterinaria.

Calor X Raças Braquicefálicas

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Neste Verão, lembramos aos tutores dos nossos apaixonantes braquicefálicos (animais de focinho curto), como Bulldogs, Shih Tzu, Boxer, Pug e os gatos das raças Himalaia, Persa, Exótico, entre outros, que a atenção é redobrada com o calor em nossa cidade!

Esses animais, por apresentarem o focinho achatado, têm grande dificuldade em fazer trocas gasosas, devido ao estreitamento das vias aéreas. A troca de calor/liberação de calor que é feita nos processos de inspiração e expiração, é extremamente dificultada, levando aos nossos amigos a terem aumento de temperatura corporal. Isso faz com que ocorram problemas como: desmaios e intermação, afetando o sistema cardiorrespiratório e hematológico desses pacientes.

Atualmente, uma solução para melhorar a qualidade de vida dos nossos pacientes braquicefálicos, é o procedimento cirúrgico de rinoplastia.

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Como??? Plástica no nariz do meu peludo??? SIM, pois nossos amigos de focinho curto, que fazem muito esforço inspiratório para levar o ar até o pulmão, conseguem respirar muito melhor! Desta forma, minimizamos a progressão das alterações de vias aéreas, diminuindo também alterações secundárias, como: problemas gastrointestinais, podendo evitar inclusive em alguns casos, até mesmo a morte súbita. Já é comprovado, que o procedimento de rinoplastia gera aumento da expectativa de vida nos animais submetidos a ele.

Mas o animais que ainda não têm a rinoplastia feita, algumas medidas devem ser preconizadas, para evitar que hiperaqueçam em dias de muito calor, tais como:

  • realizar os passeios nos horários mais frescos do dia: antes das 9h e após as 19 horas da noite
  • ter grande oferta de água fresca sempre
  • deixa-los sempre em ambientes frescos, se possível com ventiladores ou ar condicionado
  • dar banhos frios nos dias quentes, e deixá-los secar naturalmente

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Se, ao passear com seu pet, perceber que ele está demonstrando letargia, olhar desanimado, respiração ofegante, língua de coloração arroxeada e fraqueza muscular, procure imediatamente a nossa equipe, pois isso pode ser fatal!

Preze pela qualidade de vida do seu cão,eles podem respirar melhor!!!!

Dr.Ivan Gregório – Clinico Geral e Intensivista Veterinário 

DISRUPTORES ENDÓCRINOS. Do que se trata isso?

O Hipertireoidismo Felino você certamente já ouviu falar. Mas e DISRUPTORES ENDÓCRINOS? 
O nome é complicado mas de fácil entendimento. 

Disruptores endócrinos são substâncias que interferem na via de controle hormonal. Pasmem, mas elas podem ser encontradas em alimentos, pesticidas, herbicidas, estofados, solo e até poeira do ambiente 😮😮😮😮. Elas são capazes de interferir diretamente na produção de hormônios! O Hipertireoidismo Felino não tem causas muito bem elucidadas, mas sabemos que alguns fatores de risco estão envolvidos. E olha só, alterações hormonais não só para nossos felinos não, pra gente também!! Só pra se ter noção, alguns alimentos enlatados, produtos para controle de ectoparasitas (como pulgas), produtos eletrônicos, e até água não filtrada podem conter tais substâncias e levar ao aparecimento do Hipertireoidismo em gatos. 

Vale lembrar que os principais sintomas do excesso de produção de hormônio da tireoide (Hipertireoidismo) incluem aumento do consumo de água, aumento da fome, perda de peso, aumento da frequência urinária! Se liga em algumas dicas para tentar evitar que seu felino desenvolva na vida adulta o Hipertireoidismo:

– evite alimentos enlatados. O forro das latas podem conter uma substância química conhecida como Bisfenol, que funciona como um disruptor endócrino, estando como fator de risco para o aparecimento do hipertireoidismo felino;

– preconize utilizar comedouros e bebedouros de vidro ou cerâmica. Os de plástico também podem conter Bisfenol;

– ofereça água filtrada de preferência;

– cuidado com o uso contínuo de ectoparasiticidas (produtos para pulgas). Estes também são considerados como fatores de risco ao hipertireoidismo;

– evite uso de areias com desodorizantes, preconize utilizar material natural;

– tente manter ao máximo a casa limpa, dado que esses compostos (disruptores) já foram encontrados até mesmo em poeira domiciliar.

Mas se seu bichano apresenta sintomas de hipertireoidismo procure pelo atendimento de um Endocrinologista Veterinário!

Dr. Rodrigo Brum Lopes – especialista em endocrinologia Veterinaria e sócio fundador da ABEV