Obesidade X Ortopedia

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Obesidade e sua influência direta sobre os nossos pacientes ortopédicos.
As doenças osteoarticulares são muito frequentes na rotina de atendimento clínico de cães e gatos.
Essas patologias podem se manifestar de diversas formas, comprometendo tendões, ligamentos, articulações, ossos e musculatura.
Alguns fatores importantes podem desencadeá-las: idade, perfil da raça, carga genética, falta de exercícios, piso liso e obesidade, dentre outros.
Destacamos aqui o fator obesidade, pois, além de todos os problemas clínicos que ele pode causar ao nosso paciente (ex: Diabetes, cardiopatia etc), gera, também, uma sobrecarga significativa nas articulações do corpo do animal , (ex: joelho, quadril, cotovelo e coluna) são os principais problemas dentro da rotina de atendimentos, e sendo assim, podendo comprometer, qualquer prognóstico clínico/cirúrgico desses pacientes em questão.
É de extrema importância que as causas da obesidade do animal sejam investigadas pelo médico veterinário de confiança, e que sejam combatidas, zelando pelo bem estar animal.

Dr.Marcello – especialista em ortopedia na Clínica Vet Care

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Cuidado na Páscoa!

 

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Pensando em compartilhar um pedacinho do seu chocolate nesta Páscoa com seu pet??? Muito cuidado! Chocolate é tóxico para eles.

O chocolate deriva das sementes assadas do cacau e na sua constituição existe grande quantidade de carboidratos, lipídios, aminas biogênicas,
neuropeptídios e metilxantinas, as quais são a teobromina e a cafeína. As metilxantinas são os maiores causadores de intoxicação nos cães e gatos, e a quantidade de teobromina varia de acordo com o tipo de chocolate.

Quanto mais gordura, menor vai ser o teor de teobromina, como é o caso dos chocolates brancos, já que esses não oferecem tanto risco para os pets. Quanto mais escuro for o chocolate mais teobromina, assim havendo uma possibilidade maior de ocorrer intoxicação. Assim, o chocolate amargo, é o que oferece maior risco, pois possui um teor mais elevado de teobromina. Em grandes quantidades no organismo a teobromina causa: vômito, diarréia, diurese, relaxamento dos músculos lisos, principalmente da bexiga; estímulo do coração, aumento da contratibilidade miocárdica e taquiarritmias;
estímulo do SNC, potencialização do estado de alerta e hiperatividade reflexa, tremores, ataques convulsivos; aumento de resistência vascular cerebral, embora provoque uma diminuição do afluxo e da tensão de oxigênio na circulação periférica.

Os efeitos globais são: ligeiro aumento da pressão arterial, nervosismo,
inquietude, insônia, tremores e convulsões crônicas. Este quadro é extremamente perigoso em cães doentes ou em risco de epilepsia, pois há crises muito graves podendo levar o animal a óbito.

Então, não esqueça! Atenção redobrada nesta época do ano que tão deliciosa é atrativa para seu amiguinho!

Dra.Clarissa Galvão – nutróloga da clínica Vet CareIMG_6176

A importância da nutrição no Paciente Renal Crônico

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A doença renal crônica (DRC) é a doença progressiva mais comum em cães e gatos idosos. A maior sobrevida de doentes renais crônicos depende do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. Assegurando, simultaneamente um estado nutricional adequado. A avaliação nutricional é essencial para prevenir a progressão da doença.

Com a crescente evolução da medicina veterinária e o maior apego e cuidado dos proprietários com seus animais de estimação, os cães e gatos estão apresentando uma longevidade cada dia maior e, quanto maior o tempo de vida, maior a probabilidade de surgimento de doenças degenerativas. A doença renal crônica (DRC) é a doença progressiva mais comum em cães e gatos idosos.

A maior sobrevida de doentes renais crônicos depende do diagnóstico precoce e do tratamento adequado. A mudança na dieta é a base do tratamento da DRC. Muito se tem estudado a esse respeito e, mudanças na formulação das dietas terapêuticas têm sido feitas em resposta as pesquisas.

É comum que o paciente manifeste dificuldade de alimentar-se adequadamente devido aos sintomas de alterações gastrointesinais. Algumas medidas podem ser tomadas para estimular a ingestão voluntaria do alimento, tais como aquecê-lo moderadamente para estimular o olfato, oferecer alimentos mais palatáveis, alterar a marca da ração utilizada ou ainda buscar alimentos de consistência mais pastosa ou liquidas. Nesse caso, a utilização de alimentos comerciais não terapêuticos de alta palatabilidade deve ser preconizada até que o animal esteja ingerindo quantidade aceitável de alimento e apresentando boa condição corporal.

Opta-se por apresentar a ração terapêutica renal ao paciente somente quando ele estiver se alimentando voluntariamente.

O principal objetivo do suporte nutricional é manter a condição corporal ideal e manutenção da massa magra corporal, evitando assim o desenvolvimento de quadro de desnutrição. Sendo este a maior causa de morte em paciente com DRC.

As dietas formuladas para pacientes renais têm por base a restrição de proteínas e fósforo, assim como aumento de vitaminas do complexo B, fibras, maior densidade energética, suplementação de Omega 3 e adição de antioxidantes.

A água deve sempre estar a disposição do paciente, limpa, fresca e de boa qualidade.

Uma nutrição adequada favorece o estado metabólico na doença, otimizando a resposta aos tratamentos, impedindo a imunossupressão, a perda de massa magra e auxiliando na reparação tecidual.

Dra.Clarissa Galvão – Nutróloga Veterinária

Como posso prevenir a DRC?

O diagnóstico precoce da doença renal é de extrema importância, já que uma vez que as células renais morrem, elas não regeneram, o que caracteriza a doença como irreversível.

Os animais podem ter risco de desenvolvimento da doença renal crônica (DRC) por vários motivos, mas o importante é que se faça esse diagnostico antes mesmo do quadro de insuficiência.

A creatinina é usada como marcador fiel da função renal, mas tem desvantagens na sua avaliação. Seus valores de normalidade de até 1,4mg/dL no cão e 1,6mg/dL no gato, podem se elevar tardiamente, depois de uma perda de mais de 2/3 das células renais. Muitos desses animais com pequenos aumentos da creatinina são assintomáticos ou apresentam pequenas alterações na rotina, o que torna ainda mais complicado o diagnostico precoce. Além disso, a creatinina tem interferência pela quantidade de massa muscular do animal, já que é produto do metabolismo muscular, podendo estar subestimada em alguns casos.

Por isso, em animais com perda de massa muscular e idosos, podemos dosar o SDMA (Dimetil Arginina Simétrica), que é um marcador que vem sendo utilizado mais recentemente e não sofre alterações pela massa muscular. Além disso, o SDMA apresenta outras vantagens, sendo a principal delas o aumento precoce de seus valores com perdas de cerca de 40% da função renal, mais precocemente do que a creatinina, e numa fase da doença onde ainda não temos sintomas e quando temos muito mais a fazer pelos pacientes.

Diversos marcadores vem sendo estudados para determinar essa perda de função de maneira mais precoce. Mas um exame de urina simples é outra forma de indicar algum grau de insuficiência, a partir da avaliação da densidade da urina e da perda de proteína pelas vias urinarias. Os rins trabalham para reabsorver água para o organismo, e muitos animais que tem doenças hormonais, e doença renal perdem essa capacidade, o que torna a urina muito diluída (aspecto muito transparente, quase água). Em alguns casos uma perda excessiva de água na urina pode levar ao aumento da ingestão de água para compensar. Mas alguns animais não fazem essa compensação e acabam desidratando rápido. Essa situação pode prejudicar a função renal ainda mais e levar a morte de mais células renais, até que se chegue ao quadro de insuficiência.

Dr.Igor Wirth – Nefrologista Veterinario

Você sabe o que é PKD?

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Polycystic Kidney Disease (PKD) ou Doença do Rim Policístico (DRP) é uma das doenças genéticas mais importantes que afetam os felinos. Ela se caracteriza pelo surgimento de cistos no rim, causando disfunção renal e posteriormente, insuficiência renal. O surgimento dos cistos ocorre ainda no período gestacional, porém estes aumentam de tamanho com o passar do tempo, e podem variar de 1 mm a 1 cm de diâmetro. Normalmente animais idosos apresentam cistos maiores e em maior quantidade que animais mais jovens.

A raça mais acometida, sem duvidas, é a Persa. Mais ou menos cerca de 35% dos Persas podem ser portadores do gene para PKD, portanto todas as raças geneticamente próximas a ela como: Himalaio, Exótico, Sagrado da Birmânia, British Shorthair, American Shorthair e Scottish Folds, podem apresentar maior propensão à doença (prevalência estatística). A PKD tem origem genética, é autossômica dominante, o que quer dizer que se um dos seus pais tem doença policística, a chance dos filhos terem também é de 50%.

Os sinais da doença ocorrem de forma tardia, entre três a dez anos de idade, quando geralmente o quadro de doença renal começa a se instalar. São eles: sede intensa, letargia, vômitos, perda ou redução do apetite, emagrecimento e micção excessiva. Os gatos portadores de DRP podem ser assintomáticos, caso o comprometimento seja unilateral, ou demonstrar sinais de insuficiência renal, quando for bilateral. Na maioria das vezes, as complicações da doença ocorrem quando há o crescimento dos cistos, que causam disfunção renal, levando, finalmente, à falência renal.

O diagnostico precoce da doença  é de grande importância. A nefromegalia, causada devido à presença de múltiplos cistos renais, pode ser percebida clínico durante a palpação e deve ser investigada.

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A doença renal policística em gatos pode ser diagnosticada utilizando-se os sinais clínicos, achados laboratoriais, resultados de imagens obtidas por exame radiográfico, ultrassonográfico, tomografia computadorizada, urografia excretora e biópsia renal. Sendo que a tomografia não acrescenta muitas informações a mais que o simples exame ultrassonográfico.

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Os exames de DNA são geralmente realizados em gatos com 8 a 10 semanas, e têm 100% de confiabilidade, em qualquer idade.

Sendo uma doença genética, não existe cura, portanto, os animais devem ser tratados como insuficientes renais crônicos. O controle da doença deve-se basear-se em precocidade diagnóstica por meio principalmente da realização de exames ultrassonográficos e exames de DNA em animais antes de iniciarem suas vidas reprodutivas. Sendo importante a esterilização dos animais positivos, já que o mesmo terá chance de transmitir a doença para pelo menos 50% de sua prole, mesmo na ausência de sinais clínicos, sendo também relevante a realização de exame ultrassonográfico dos familiares quando for identificada positividade.

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Felinos

Saiba mais: Hiperadrenocorticismo

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Seu animal está bebendo muita água? Urinando muito? Comendo demais e ganhando peso? Ele pode ter uma doença chamada hiperadrenocorticismo.

O hiperadrenocorticismo, também chamado de síndrome de cushing, é uma doença que tem sido cada vez mais diagnosticada nos consultórios veterinários. Trata-se de uma alteração hormonal, onde o paciente produz em excesso um hormônio chamado cortisol. Esse hormônio é produzido no córtex da glândula adrenal, uma glândula que se localiza no abdômen, à frente do rim. O aumento de cortisol faz com que o animal tenha sinais clínicos como: aumento do apetite, da ingestão de água e da produção urinária, aumento do volume abdominal, ganho de peso, cansaço e intolerância ao exercício. O cãozinho acometido pode começar a ter dificuldade de subir no sofá, ter pressão alta e até ficar diabético.

Existem 2 formas espontâneas da doença:

  • Hiperadrenocorticismo hipófise dependente (HPD): é a maioria dos casos de hiperadrenocorticismo. Ocorre um tumor na hipófise (geralmente benigno), que produz em excesso um hormônio chamado ACTH. Esse hormônio irá estimular a glândula adrenal a produzir muito cortisol.
  • Hiperadrenocorticismo adrenal dependente (HAD): felizmente é a minoria dos casos e ocorre por um tumor na glândula adrenal (em sua maioria maligno), que produz cortisol em excesso.

Como então fazer para saber se o animal tem o hiperadrenocorticismo?  São necessários alguns exames como: check ups de função hepática e renal, lipidograma completo, ultrassonografia abdominal e, principalmente, os testes de função da glândula adrenal, uma vez que o cortisol basal não é utilizado na medicina veterinária como diagnóstico da doença. A partir desses testes também podemos diagnosticar na maioria das vezes o tipo de HAC que o animal possui e, a partir de então, instituímos o melhor tratamento.

Nos casos de Hiperadrenocorticismo hipófise dependente (HPD) o tratamento consiste em administrar medicações que irão diminuir a produção de cortisona. Já no caso dos tumores de adrenal, o tratamento pode ser cirúrgico ou clínico, isso será definido com o médico veterinário especialista em endocrinologia a partir dos exames realizados pelo paciente.

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Existe um terceiro tipo de hiperadrenocorticismo que não poderíamos deixar de comentar aqui, que é o chamado hiperadrenocorticismo iatrogênico. Animais que fazem uso contínuo ou recorrente de cortisona (encontrado em pomadas, colírios, comprimidos e injeções) podem ter exatamente os mesmos sinais clínicos daqueles que produzem muita cortisona espontaneamente. Nesses casos, quando o animal para de usar a medicação os sinais clínicos desaparecem em algumas semanas ou meses, mas a medicação pode deixar sequelas graves, como diabetes e alterações no fígado. Além disso, quando administramos cortisona a um paciente, o organismo diminui a sua própria produção e, para a glândula voltar a produzir cortisona novamente, a medicação tem que ser retirada aos poucos. É imprescindível que essa retirada seja acompanhada por um médico veterinário, uma vez que a falta de cortisona também pode levar a outra doença grave e aguda, chamada de hipoadrenocorticismo.

Vale lembrar que, independente do tipo de hiperadrenocorticismo, o diagnóstico precoce e o tratamento contínuo e bem monitorado conferem não só qualidade de vida ao paciente como aumento da expectativa de vida. Temos pacientes em tratamento há 8 anos e, felizmente, estão bem controlados e estáveis. Doença crônica não é sinônimo de morte, é sinônimo de um acompanhamento contínuo realizado pelo médico veterinário e com total colaboração do tutor do pet.

Dra. Flávia Braz – endocrinologia e dermatologia veterinária

Na Vet Care temos médicos especialistas na área de endocrinologia, que são sócios fundadores da ABEV e tem anos de experiência com essa e outras doenças hormonais. Além disso, realizamos todos os exames necessários para um diagnóstico preciso da doença. Por realizamos os exames dentro da nossa clínica, os resultados saem rapidamente e, consequentemente, podemos tratar os pacientes de forma mais rápida e segura. Nosso serviço de internação 24h nos dá todo suporte caso o animal apresente alguma intercorrência antes ou durante o tratamento.  

 

 

 

Dicas para refrescar o seu cãozinho nesse verão!

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O verão faz com que os cães arquejem mais, fazendo com que a necessidade hídrica ofertada seja aumentada. Essas altas temperaturas da estação se superam a cada ano, e, portanto, fica mais difícil manter o bem estar dos nossos pets. Além de muita hidratação, tosa adequada e passeios em horários de temperatura mais amena, algumas dicas de petiscos refrescantes podem ajudar você nessa tarefa:

  • Os cães gostam de lamber gelo e brincar, então ofereça o gelo na cumbuca ou na própria vasilha de água de gelada, eles irão amar! Não se esqueça de efetuar trocas mais constantes da água;
  • Água de coco, congelada ou pequena quantidade por dia;
  • Outras opções são as frutas, as mais saboreadas são: Melancia, maçã, melão, pera, laranja, abacaxi e banana (sem as sementes). Que podem ser ofertadas in natura ou congeladas;
  • Sorvete Cremoso, fruta amassada com iogurte sem açúcar e congelada ou até mesmo triturada com água e congelada fazendo o delicioso sorbert.

Consulte sempre seu veterinário para saber o que seu pet pode consumir. E divirtam-se com novos sabores!

Dra. Clarissa Galvão – clínica geral e nutrição animal