Uso de repelentes no Verão!

Você sabia que insetos e parasitos hematófagos (que se alimentam de sangue) se reproduzem principalmente no verão?

Isso ocorre porque nos últimos e primeiros meses do ano temos maior incidência de chuvas, tornando os dias mais quentes e úmidos, condições favoráveis para o desenvolvimento de ovos e larvas de espécies de mosquistos, pulgas e carrapatos. Consequentemente, temos maiores índices de infestações em ambientes tornando cães, gatos e o próprio homem mais expostos.

Engana-se quem acredita que apenas humanos devem evitar picadas de mosquito devido a epidemias urbanas comuns como dengue, zica e chikungunya. Algumas espécies muito comuns de mosquito também transmitem doenças aos nossos pets, dentre elas podemos citar a Dirofilariose (o famoso verme do coração) e Leishmaniose, ambas com potencial de levar o animal doente a óbito se não forem tratadas.

 

Quando pensamos em pulgas e carrapatos, logo relacionamos a cães ou gatos com intensa coceira, não é? Além do estresse e incômodo, esses parasitos são transmissores de inúmeras patologias graves como a pouco conhecida doença de Lyme, febre maculosa e a famosa doença do carrapato que podem causar a morte. Vale lembrar que uma única picada do parasito é suficiente para que haja infecção, então o cuidado sempre deve ser dobrado quando se trata de prevenção.

 

Infelizmente não há eficácia comprovada de receitas caseiras, porém existem diversas opções no mercado pet de produtos profiláticos, de diferentes mecanismos de ação e duração. Pipetas, shampoos, comprimidos, coleiras repelentes, sprays, dentre outros que podem inclusive ser associados de forma a complementar o cuidado.

 

Quer saber proteger o seu melhor amigo? Procure o seu médico veterinário, ele irá lhe orientar sobre o método que melhor se adapta a você e ao seu peludo! De acordo com seus hábitos, idade do seu pet, raça e sua disponibilidade para administração do repelente de escolha.

Prevenção é sempre o melhor remédio!

Dra. Ana Claudia Vieira – Clínica Geral e Intensivista

 

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VOCÊ SABIA QUE SEU PET TAMBÉM PRECISA USAR FILTRO SOLAR?

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Não sabia? É verdade! Cães e gatos, assim como nós, também precisam de proteção solar. Muitas raças possuem a pele sensível e sofrem danos causados pela exposição excessiva às radiações solares. Isso acontece principalmente nos animais albinos, de pele clara, despigmentada e com pouca cobertura pilosa, podem sofrer queimaduras solares e desenvolver sérios problemas dermatológicos.

Algumas dermatopatias (doenças de pele) estão relacionadas diretamente com o fato dos animais ficarem expostos à radiação ultravioleta (UV). Processos inflamatórios resultantes da exposição aos raios UV incluem liberação de ácido araquidônico e seus metabólitos, aumento de radicais livres e danos celulares imediatos e tardios. Uma das consequências mais graves da dermatite causada pela exposição prolongada à radiação solar é a lesão pré-cancerígena chamada de ceratose actínica e, em casos mais avançados, o carcinoma espinocelular ou câncer de pele, assim como acontece em nós humanos.

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Quais animais precisam de Protetor Solar?

Alguns animais são mais sensíveis à radiação solar, portanto precisarão de uma maior proteção. Estão inclusos nesse grupo de animais raças com histórico de câncer de pele ou outros problemas cutâneos; os animais albinos ou com algum tipo de despigmentação, e os com pouco pelo.

As áreas mais afetadas são as orelhas e o focinho, pois ficam mais expostos ao sol do que as demais, e por isso a atenção deve ser redobrada! Entretanto,  algumas raças desenvolvem melanoma ou dermatites causadas pelo sol, também na região do tronco.

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No caso dos cães, as raças mais predispostas são Boxer da cor branca, Dálmata, Wippet, Stattfordshire Terrier americano e o Bull Terrier da cor branca. E quando falamos dos felinos, gatos pelados, como da raça Sphynx, precisam usar protetor solar diariamente em todo o corpo, mesmo que ele não saia de casa, eles precisam ser protegidos de forma especial, pois ele não possui nenhuma proteção natural contra as agressões do sol na pele. Além é claro, dos gatinhos de cor branca que também precisarão de uma atenção especial com o sol, pois quanto mais claro forem os pelos do animal, mais intensificada deve ser a proteção pelo corpo todo.

O meu protetor solar, serve para o meu animal?

O protetor usado por seres humanos pode ser passado também nos cães e gatos, mas em caso de prescrição veterinária. Entretanto, existem protetores solares de fatoração 30 fabricados exatamente para as especificações dos animais, com uma fórmula que evita alergias e coceiras, sendo por esse motivo mais recomendável.

É importante conferir se o protetor solar é a prova de água e de rápida absorção, e se não ficam muito pegajosos, pois pode incomodar seu pet. É necessário, que o animal não se lamba logo após a aplicação do produto, até que ele seja absorvido e suas propriedades à prova de água façam efeito. Daí também a importância de comprar uma formulação exclusiva para cães e gatos, porque seu animal deve ser protegido de uma ingestão acidental do produto, o que é muito provável.

     Dicas para você proteger seu amigo:

  • Aposte em produtos de uso veterinário com fator de proteção solar de, no mínimo, 30 – principalmente nas regiões mais quentes do Brasil.
  • Na falta de um protetor solar de uso pet, vale o nosso filtro mesmo — desde que seja resistente à água, sem perfume e hipoalergênico.
  • Passe o creme nas áreas sem pelo: barriga, orelha e na ponta do focinho.
  • Não recomenda-se expor animal ao sol entre os horarios de 10 e 16 horas (nas cidades com horário de Verão, é indicado após as 19 horas, quando o sol já está se pondo) – principalmente se ele for de uma raça mais suscetível ao câncer de pele.

Com essas dicas tenho certeza que você irá proteger bem seu peludo da radiação solar, e ter um Verão de muitos passeios felizes, mas colocando a saúde sempre em primeiro lugar!

Dra.Gabriela Vieira – Clinica Geral e Especialista em Medicina Felina

 

Quer saber um pouco mais sobre vacinação?

A vacinação é o método de proteção mais confiável e eficaz contra as doenças infecciosas que acometem os animais domésticos. 

Filhotes com menos de 45 dias de idade não devem ser vacinados, apenas se a mãe nunca foi vacinada, pois essas vacinas podem ser inativadas pelos anticorpos passados da mãe para os filhotes. Os anticorpos maternos podem circular de dias a semanas e lentamente diminuem a quantidade com o desenvolvimento do filhote. Essa é uma das maiores causas de falha vacinal, quando vacinados antes do período correto.

Então, quando começo a vacinar meu filhote?

Devese iniciar o esquema de vacinação a partir de 45 a 60 dias de vida, para criar anticorpos contra vírus e bactérias que causam doenças graves.

Inicialmente os filhotes recebem três doses de vacina V8 (óctupla) ou V10 (dectupla) no caso dos cães ou, no caso dos felinos V3 (tríplice), V4 (quádrupla) ou V5 (quíntupla), com intervalos entre 15 e 21 dias, depois passando a 1 dose anual.

Já a vacina de raiva, deve ser feita a partir de 120 dias, sendo 1 dose anual.

Você sabe para que serve cada vacina?

V8( óctupla) e V10 (déctupla) para cães: 

São uma das principais vacinas que devem constar no esquema de vacinação para cães. Deve ser aplicada em cães filhotes e adultos e tem grande atuação no sistema imunológico do animal. Quando o animal é filhote, precisa receber três doses da vacina, com intervalo de 15 a 21 dias entre as doses.

A vacina protege contra as seguintes doenças: cinomose, parvovirose, coronavirose, adenovirose, parainfluenza, hepatite infecciosa canina e 2 tipos de cepas da leptospirose na V8 e, 4 tipos de cepas da leptospirose na V10.

 

V3 (tríplice), V4 (quádrupla) e V5 ( quíntupla) para gatos: 

São uma das principais vacinas que devem constar no esquema de vacinação para gatos.

A vacina V3, ou tríplice, como também é chamada, deve ser aplicada em gatos filhotes e adultos e tem grande atuação no sistema imunológico do animal. Quando o animal é filhote, precisa receber três doses da vacina, com intervalo de 15 a 21 dias entre as doses. A vacina protege contra as seguintes doenças: panleucopenia, rinotraqueíte, calicivirose, a V4, também conhecida como quádrupla, além das doenças citadas, também protege contra a clamidiose. Já a V5, chamada de quíntupla, também protege contra todas essas doenças e ainda contem proteção contra o FELV (vírus da leucemia felina) com duas aplicações e o reforço de uma dose anual.

  • Antirrábica:
  • A vacina antirrábica é única forma de prevenção segura da raiva, e deve ser aplicada nos cães e gatos ainda filhotes a partir dos quatro meses de vida. 

    A doença é transmitida através da saliva de animais contaminados, por um vírus, e incurável nos animais, podendo ser transmitida para seres humanos, sendo uma doença extremamente agressiva e fatal. A aplicação deve ser anual.

     Tosse dos Canis:

    É indicada para cães a partir de oito semanas de idade, como um auxiliar na prevenção da Traqueobronquite Infecciosa dos cães, também conhecida como tosse dos canis. Esta doença, pode ser causada por vírus ou pela bactéria Bordetella Bronchiseptica, sendo esta a mais preocupante. Trata-se de uma síndrome respiratória complexa que acomete os cães com maior frequência no período de inverno. 

    A vacina é composta por duas doses, com intervalo de 21 dias e posteriormente aplica -se uma dose anual. A diferença entre as vacinas disponíveis no mercado, é que a Brochi  guard é injetável e a Bronchi  shild tem aplicação nasal, também promovendo a proteção local.

     

    Giárdia:

    É recomenda a vacinação de cães contra a giárdia, uma vez que a vacina reduz a incidência da doença com eficácia. 

    A giardíase é uma zoonose, ou seja, a doença e transmitida do animal para o homem e vice-versa. 

    A vacina é composta de duas doses com intervalo de 15 a 21 dias para animais nunca antes vacinados, com reforço anual de uma dose.

     Leptospirose:

    Importante a vacinação de cães contra a leptospirose, uma vez que a vacina consegue controlar doença com eficácia. É uma doença transmitida pela urina do rato, contaminando o cão , podendo leva-lo a óbito. 

    As vacinas múltiplas como a V8/V10 protegem os cães contra os sorotipos de leptospirose. O ideal é fazer o reforço dessa vacina a cada seis meses, apos a aplicação da V8/ V10.

    Leshimaniose:

    Para os cães também existe a vacinação contra a leishimaniose, também conhecida como leshimaniosevisceral canina e calazar , uma importante zoonose que é fatal para cão e que pode ser transmitida ao homem. Essa vacina é aplicada, em animais que vivem em regiões onde há a incidência da doença, mas a doença tem se disseminado, sendo muito importante a imunização. Porém, a vacinação deve ser realizada somente após realizado o exame de sangue que comprova que o animal é soronegativo para a doença. 

    Tem o protocolo de aplicação de três doses com intervalos de 21 dias e apos, será 1 dose anual contada a partir da data da primeira aplicação. 

    Lembramos que além da vacinação, para a completa proteção de seu animal, ele deverá usar também coleira ou pipeta contra a leishmaniose, continuamente.

    A vacinação deve ser feita de acordo com a necessidade de cada região do nosso país. Consulte seu médico veterinário e veja o que é melhor para seu peludo!

    Não deixe de vacinar seu pet! A vacinação também é um ato de amor!

    Dra.Gloria Ramos – Clínica Médica Geral

    O que sabe sobre a saúde oral do seu melhor amigo?

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    Você sabia que, em se tratando de saúde oral do seu cão ou gato, você ainda tem muito para aprender?

    Cães e gatos apresentam uma dentição de leite e uma definitiva, como nós:

    • Cães possuem 28 dentes de leite e 42 quando adultos
    • Gatos possuem 26 dentes quando filhote e 30 quando adultos

    Nas raças de pequeno porte é comum que dentes de leite não caiam e fiquem retidos na boca, causando infecções precoces, ferimentos e má oclusão dentária. Se notar um dente retido, leve-o ao dentista veterinário.

    A doença mais comum dos cães e gatos chama-se doença periodontal. Ela acomete 80% dos pets acima da idade de 4 anos. Ela é causada pelas bactérias que se desenvolvem no tártaro depositado nos dentes dos cães causando primeiramente gengivite, mau hálito e depois evoluindo para infecções graves que podem causar retração gengival, perda óssea, mobilidade dentária, sangramento gengival, dor, infecção óssea e nasal. Há casos mais graves que podem evoluir para endocardite bacteriana, infecções renais, artrites, septicemia e até morte. È muito importante que você cuide da saúde oral do seu cão ou gato assim como cuida da sua, de forma preventiva, através de higienização rotineira em casa e com visitas periódicas ao dentista veterinário.

    Como identificar se há algo errado?

    • Mau hálito
    • Gengivas avermelhadas, inchadas e/ou com sangramento
    • Raizes dentárias aparentes
    • Pet refuga ao receber carinho no focinho
    • Perda de peso e dificuldade em comer ração seca
    • Mastigação em apenas um lado da boca
    • Pet bate o queixo rapidamente, repetidas vezes
    • Mudanças comportamentais e de temperamento (mais ranzinza ou agressivo)
    • Pet esfrega o focinho frequentemente
    • Salivação intensa

    Você deve levar seu pet ao dentista veterinário uma vez ao ano para uma consulta odontológica e acompanhamento da saúde bucal. Este cuidado é tão importante para a sua saúde geral e longevidade quanto fazer as vacinas e as vermifugações anuais rotineiras!

    O que você pode fazer preventivamente?

    A forma mais eficaz de evitar o excesso de formação de tártaro que causará a doença periodontal é evitando o seu início, agindo preventivamente, enquanto existe somente a placa bacteriana na superfície dos dentes, antes que ela comece a receber cálcio da saliva e comece a formar o tártaro.

    Nenhum método de prevenção se provou tão eficiente quanto a escovação dentária. Através das cerdas da escova há uma força mecânica de fricção na superfície dos dentes, removendo a placa bacteriana e evitando sua transformação em tártaro. Nenhum método químico, enzimático ou qualquer antisséptico se mostrou tão eficaz. Concluindo: você deve SIM escovar os dentes do seu pet e a frequência ideal é uma vez ao dia.

    Marque uma visita com o dentista veterinário para aprender como cuidar melhor dos dentes do seu pet e receber um treinamento de como acostumá-lo a aceitar escovar os dentes frequentemente.

    Além da doença periodontal, queremos também chamar sua atenção para cães e gatos que apresentam dentes quebrados na boca. Há várias razões para que isso possa ocorrer, mas nosso objetivo que você saiba que dentes que tem a polpa dentária exposta (a parte interna, viva do dente) não podem ficar sem tratamento adequado. Algumas vezes as fraturas provocam sangramento e dor, mas em outras (se a polpa morrer) o cão ou gato pode não demonstrar sinais de dor, mas precisam ser tratados mesmo assim. A polpa exposta permite entrada das bactérias que estão na boca e iniciam uma pulpite bacteriana que é um foco infeccioso que poderá evoluir até atingir o osso da face (abscessos dentários e osteomielite), causar fraturas patológicas (em mandíbulas de cães de pequeno porte), provocar sinusites e infecções nasais e até mesmo, em casos crônicos pré dispor o aparecimento de tumores orais.

    Cuide da saúde oral do seu pet, ela está intimamente ligada à uma vida saudável e longeva.

    Dra. Cláudia Youle – especialista em odontologia veterinária – Vet Care

    Cortisona: saiba quais são os benefícios e, principalmente, os malefícios dessa medicação

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    Sabe aquela pomadinha com cortisona que você usa no seu pet cada vez que ele tem uma coceira? O uso em excesso dela pode fazer muito mal ao seu pet!

    Como muita gente sabe, o melhor amigo do paciente com alergia é a famosa CORTISONA. A cortisona possui muito nomes (dexametasona, prednisona, prednisolona, betametasona, etc) e muitas apresentações (comprimido, liquido, pomada, colírio, injeção, etc) e, na maioria das vezes, o tutor não sabe de fato que o uso indiscriminado dessa medicação pode causar uma doença chamada de hiperadrenocorticismo iatrogênico.

    Já falamos aqui sobre a doença hiperadrenocorticismo, causada pelo aumento da produção de cortisona pelo próprio organismo. Mas VOCÊ também pode causar a doença, ao administrar cortisona em excesso no seu melhor amigo!

    A cortisona, também chamado de cortisol, é um hormônio produzido pela glândula adrenal e desempenha uma série de funções MUITO IMPORTANTES no organismo. As funções mais conhecidas da cortisona são as ações anti-inflamatória e antialérgica. E é por isso que essa medicação é prescrita em forma de comprimidos quando seu animalzinho tem coceira ou está com muitas dores articulares ou, em pomadas e cremes, quando ele está com “bolinhas” e vermelhidão na pele, por exemplo. A cortisona é um remédio muito efetivo e todos viram fãs após verem que seus pets ficam curados do mal que os afligia. Porém, o uso excessivo dessa medicação pode trazer uma série de efeitos desastrosos no organismo, como por exemplo: aumento do volume abdominal (geralmente causado pelo aumento do fígado), ganho de peso, aumento do apetite,  da sede e  da produção de urina, aumento da pressão arterial sanguínea, aumento das enzimas do fígado, baixa de imunidade (o que muitas vezes piora o problema de pele ao invés de melhorá-lo), queda de pelos e até mesmo a diabetes!

    Além disso tudo descrito acima, quando administramos cortisona em excesso num paciente, mesmo que na forma tópica (colírios, pomadas, cremes e sprays), a glândula adrenal diminui a produção de cortisona. E, quando você suspende de forma abrupta a medicação, a glândula não tem tempo hábil para se restabelecer e esse animal pode ter sinais de falta de cortisona: pressão arterial baixa, desmaio, hipoglicemia, vômitos e diarreia.

    Portanto, antes de repetir a receita que o seu médico veterinário prescreveu na última consulta, lembre-se de que o uso ERRADO da medicação pode piorar o quadro do seu amigo ao invés de melhorá-lo! Fale sempre com seu médico veterinário antes de automedicar seu cão ou gato. Seu melhor amigo agradece esse cuidado!

    Atenção! Muitas vezes a cortisona é imprescindível para a melhora clínica do paciente. Portanto, apesar de causar muitos efeitos colaterais, muitas vezes seus benefícios são essenciais para salvar a vida de animais com doenças graves. O importante é SABER usar. Os benefícios do seu uso devem superar sempre os riscos. Siga sempre as orientações do seu médico veterinário, ele saberá o que é melhor ao seu pet.

    Dra. Flávia Braz – especialista em dermatologia e endocrinologia veterinária

    Seu pet já aferiu a pressão arterial?

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    Você sabia que é possível aferir a pressão arterial do seu pet? Assim como na medicina humana, os animais também podem sofrer com a hipertensão, porém raríssimas vezes, essa hipertensão é primária como nos humanos. A hipertensão pode ser secundária a outras doenças (renais ou endócrinas) e leva a lesão de órgãos-alvo em tecidos que recebem sangue com alta pressão sistólica.

    Na rotina, usamos o método de medidas indiretas da pressão sanguínea (MIPS) que é um método não invasivo, indolor, obtido através da colocação de um manguito em uma das patas ou na cauda e utiliza-se um transdutor ultra-sônico para detectar o fluxo sanguíneo. O manguito inflado através do esfignomanômetro, irá comprimir a artéria impedindo o fluxo de sangue naquela região e assim, não é possível escutar a passagem do mesmo. Ao desinflar o manguito lentamente, volta-se a escutar o som do fluxo e é nessa hora que fazemos a leitura no esfignomanômetro. Animais ansiosos, que sofrem a “Síndrome do jaleco branco”, podem apresentar a pressão sanguínea aumentada. A mensuração deve ser feita em um ambiente tranquilo e o paciente ser minimamente contido. A pressão arterial sistólica de até 150mmHg é considerada normal. A pressão acima de 200mmHg é considerada grave e deve ser tratada.

    Sopro em foco mitral, rins pequenos (gatos), descolamento de retina e hemorragia retiniana são os achados mais comuns encontrados em animais hipertensos.
    Após confirmada a hipertensão testes deverão ser realizados para identificar a causa e o estágio do dano ao órgão-alvo e assim deve-se traçar um plano de tratamento e sugerir um prognóstico.

    Alguns exames podem ser solicitados para ajudar no diagnóstico de hipertensão. Dentre eles estão os exames de sangue, pesquisa de hormônios, RX, eletrocardiograma e ecocardiograma, sendo este último o mais indicado para avaliar se há hipertrofia do ventrículo esquerdo concêntrica e em alguns casos encontrar descompensação e insuficiência cardíaca.

    A hipertensão deve ser tratada junto à causa primária e um atendimento multidisciplinar é fundamental para o sucesso no tratamento.

    Então, da próxima vez que seu pet for à consulta, peça para o seu veterinário aferir a sua pressão.

    Dra. Fernanda Rohnelt – cardiologia veterinária

    Ultrassonografia em cães e gatos: tire suas dúvidas

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    A ultrassonografia é um método que produz em tempo real imagens em movimento das estruturas e órgãos do interior do corpo. Pode ser usado para fins preventivos, diagnósticos ou como acompanhamento de tratamentos. Entre as vantagens do ultrassom está a de ser de um método de captura de imagem não invasivo, sem usar radiação ou necessitar de anestesia.

    Confira algumas das dúvidas mais comuns sobre a ultrassonografia e suas respectivas respostas:

    1 – Como é feito o exame de ultrassonografia?

    O exame consiste em fazer deslizar sobre a pele, com ajuda de um gel, um pequeno aparelho chamado transdutor, que emite ondas sonoras de alta frequência, que são captadas de volta sob a forma de eco. Como cada órgão e estrutura tecidual têm uma densidade específica, os tempos de retorno dos ecos devolvidos por eles são diferentes e são traduzidos na tela, formando uma imagem captada por um computador.

    2- Para que serve o gel ultrassonográfico?

    O gel usado em ultrassonografia é a base de água não causando alergia e/ou irritação na pele. É usado para facilitar o deslizamento do transdutor pela pele, neutralizar a interferência do ar no contado e fazem uma camada de afastamento possibilitando a visualização de estruturas superficiais.

    3 – É preciso tosar a barriga do meu pet?

    Infelizmente alguns vezes se faz necessário a tosa do local a ser avaliado para facilitar o contato do transdutor na pele e minimizar a presença do ar no local possibilitando assim a visualização das estruturas a serem estudadas. A tosa é feita com um aparelho próprio para isso e não causa dor.

    4- A ultrassonografia é um exame seguro?

    Sim, é um exame completamente seguro.

    5 – É exigido algum preparo prévio antes da ultrassonografia?

    A falta de preparo prévio não impossibilita o exame, mas como gás em alça intestinal dificulta a visualização de algumas estruturas, o ideal é que o paciente fique em jejum de 6 a 8 horas e com a repleção da bexiga.

    6 – Este exame causa dor?

    É um exame não invasivo e indolor que fornece imagens dinâmicas em tempo real, sem o uso de radiação ou anestésicos.

    7- Meu pet é muito bravo. Precisa ser sedado para a realização do exame?

    Não. O máximo que pode acontecer é ser necessário o uso de fucinheira e/ou toalhas e/ou malhas de contenção. Nenhum tipo de contenção causa dor ao animal q normalmente durante o exame acabam relaxando e cooperando quando se dão conta q nada de ruim ira acontecer.

    8 – Existem contraindicações?

    Não. Todos podem fazer este exame.

    9- Qual a posição que o meu pet vai ficar?

    A melhor posição para a realização do exame é em decúbito dorsal ,ou seja, de barriga p cima. Eles são deitados com todo o cuidado e carinho em uma calha de espuma grossa forrada na qual ficam confortavelmente durante todo o exame.

    10- Quanto tempo demora o exame?

    O exame é operador dependente mas o comportamento do pet também deve ser levado em consideração. Normalmente leva entre 30 minutos a 1 hora de duração.

    Tem mais dúvidas a respeito desse exame? Envie para gente!

    Dra. Elida Gripp Manheimmer – ultrassonografia veterinária